Em 1846 nasceu na Inglaterra
Uma das pessoas mais lindas e
nobres dessa terra.
Um exemplo de fé, uma grande
menina
De caráter nobre, verdadeira
heroína.
 
 
O nome da menina é Nellie
Pucell
Um nome inesquecível que ecoa
até o céu.
Um exemplo de perseverança
pra sempre ser lembrado
Por quem se sentir deprimido,
triste, atribulado.
 
 
Sua família entrou pra Igreja
quando ela tinha 9 anos,
Vieram para a América para se
juntarem aos santos.
Em Iowa eles chegaram, mas
logo precisaram partir
Em busca de um lugar tranquilo
para ao Senhor servir.
 
 
A travessia seria longa na
viagem rumo ao oeste,
Mas Nellie não imaginava quão
grande seria o teste.
Ela teve que provar o tamanho
da sua fé,
Sem calçados adequados fez o
trajeto a pé.
 
 
Algo terrível, inesperado,
aconteceu pelo caminho:
Uma forte nevasca os pegou
desprevenidos.
Com roupas esfarrapadas, fome
e cansaço os atingiu.
Os pais de Nellie e outros santos
morreram de fome e de frio.
 
 
Nellie e sua irmã foram
seriamente afetadas,
As pernas das duas meninas
ficaram congeladas.
Sua irmã podia erguer-se, mas
ela, paralisada,
Não podia mais andar e para
trás elas foram deixadas.
 
 
Brigham Young foi informado do
que estava acontecendo,
Disseram que, na travessia,
muitos estavam morrendo.
Enviou, logo, um grupo para os
santos encontrar,
E a Nellie e sua irmã
conseguiram resgatar.
 
 
Chegando em Salt Lake, o pior
aconteceu:
Devido à exposição ao frio, as pernas
Nellie perdeu.
Com uma faca de açougueiro e
uma serra de carpinteiro
Amputaram suas pernas, abaixo
do joelho.
 
 
Convém lembrar que, na época,
não existia anestesia,
Imaginem a dor terrível que
sentiu na cirurgia!
E pra piorar a situação, pouca
pele lhe sobrou
Para fechar sua ferida, que
nunca cicatrizou.
 
 
Cambaleando sobre os tocos de
perna que lhe restaram
Ou rastejando pelo chão sobre
os joelhos calejados,
Nellie casou-se com William, um
homem admirável,
Cuidou de 6 filhos e manteve
sua casa impecável.
 
 
Mas não para por aí o exemplo
dessa mulher.
Lavava roupa pra fora, fazia
coisas pra vender.
E apesar da sua pobreza,
quando ajuda recebia
De uma forma ou de outra, cada
centavo devolvia.
 
 
Uma vez ao ano limpavam a
capela para demonstrar gratidão
Suas filhas limpavam as janelas
e Nellie esfregava o chão.
Apesar da dor que sentia e de
tudo que passou,
Essa mulher de grande fé em
nem um momento murmurou.
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Erika Strassburger

Erika Strassburger Borba mora no Rio Grande do Sul. Atualmente serve como professora na classe de Doutrina do Evangelho. É divorciada, tem três filhos. Tem bacharelado em Administração de Empresas, escreve artigos para o site Familia.com.br, é curadora de mídias sociais e blogueira.
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