Apesar de ter sido batizado na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias há menos de um ano, diversos são os motivos que me levam a acreditar que o destino vinha me preparando para entrar na Igreja muito antes das primeiras visitas dos missionários Elder Mendes e Elder Lee no ano passado. Foram eles que fizeram o bonito trabalho de apresentar o evangelho restaurado para mim e para minha esposa. Muitas de minhas condutas só começaram a fazer sentido depois que eu abracei a nossa religião. Como por exemplo, a minha generosidade, que sempre pareceu a algumas pessoas meio exagerada.

O Mahatma Gandhi disse “seja a mudança que você quer ver no mundo”. E eu sempre desejei viver em um mundo no qual as pessoas sejam bem remuneradas pelos seus serviços. Então, antes de ficar sonhando com um salário melhor, achando que os outros precisam ser generosos comigo, eu decidi ser generoso com os outros. Por isso, eu costumo dar boas gorjetas a taxistas, garçons, frentistas, entregadores de pizza e outros prestadores de serviço que vêm até a minha casa. Como resultado, percebo que sou sempre bem atendido, e só para dar um exemplo a pizza chega quente e sem estar “virada” ao meu endereço. O valor de minha caixinha aumenta um pouco mais agora, nessa época Natalina. Afinal, eu realmente quero contribuir para que as pessoas fiquem envolvidas no clima de fraternidade que marca os dias que antecedem a celebração da vinda do Salvador.

Pesquisando no material da Igreja eu descubro que O Profeta Joseph Smith também era conhecido por sua generosidade. Em “Um Homem Generoso”, Liahona de outubro de 2009, ficamos sabendo sobre bondade dele ao remunerar James e um companheiro por um serviço naqueles tempos – a generosidade chamou a atenção de James, que se batizou e foi confirmado ainda naquele ano.

A caridade, uma das marcas dos Mórmons, também é uma das características do amor do próprio Pai Celestial por seus filhos. Está em II Coríntios 9:7: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria”. Recomendo fortemente a leitura de “Sentir o Amor do Senhor por meio da Generosidade” na Liahona de setembro de 2004, onde é possível perceber a importância de doar não só por benefício aos necessitados, mas para você compartilhar comigo da mesma sensação de bem-estar que tenho quando sou reconhecido por aqueles que me prestam serviço.

Jesus também apreciava a caridade. Em Mateus 12, 42-44, vemos que ele aprecia o gesto da pobre viúva que contribui com duas moedinhas, que valiam meio centavo cada: “Em verdade vos digo que esta pobre viúva lançou mais do que todos os que lançaram na arca do tesouro porque todos ali lançaram o que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, lançou tudo o que tinha, todo o seu sustento”.

Finalmente, em “O que você pode fazer” ficamos sabendo que “como discípulos de Jesus Cristo, os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias esforçam-se para seguir a admoestação do Salvador de dar de comer a quem tem fome, de beber a quem tem sede, de acolher o estrangeiro, de vestir o nu e de visitar os enfermos e os que estão na prisão. O Salvador também ensinou que devemos amar as outras pessoas, cuidar delas e socorrer os órfãos e as viúvas em suas aflições.” Servir ao próximo, à maneira como o próprio Salvador serviu aos seus semelhantes é algo que exige acima de tudo um coração generoso. Você está preparado?

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Eduardo Marcondes

É jornalista há 20 anos, com ênfase na atuação em Rádio e Televisão. Foi repórter, editor e apresentador, com passagens por praticamente todas as emissoras com sede na capital paulista, entre elas o Grupo Bandeirantes e o SBT. Atualmente faz trabalhos de textos em parceria com alguns empresários e escreve regularmente na internet há pouco mais de ano.
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