Se pensamos ou falamos de feridas, podem vir a nossa mente imagens de chagas abertas, sangrentas ou não. Sabemos que existem ferimentos de diversos tipos, que podem ser profundos ou superficiais, grandes ou pequenos, expostos ou fechados, purulentos ou secos; alguns coçam, ouros fazem cascas. São bastante incômodos, quanto a isso todos concordam, se bem que cada pessoa tenha sua própria forma de vivenciar suas feridas.

Da mesma forma são as feridas emocionais. Possuem suas dimensões, características e intensidades especificas, que variam de pessoa para pessoa, porem ninguém esta livre desta experiência durante seus dias na terra.

Quando o sofrimento se torna intenso demais naturalmente pensamos que não veremos seu fim, que estaremos para sempre imersos nas sombras da desesperança e dor, que a vida se resume ao ato de suportar penosamente o dia a dia. E passamos a questionar amargamente ‘Será que todas as feridas cicatrizam, mesmo aqueles sofrimentos mais insuportáveis?

Na minha área de trabalho meus colegas e eu sabemos que as dores emocionais não raro se misturam e confundem com as dificuldades espirituais e quem em determinado momento uma parte atribulada prejudica a outra e vice versa, intensificando assim toda patologia. Este costuma ser o momento magico do tratamento, pois é o instante do reconhecimento do limite próprio, mas também da auto aceitação e do auto perdão, sempre que o processo for bem sucedido.

Temos a importante premissa de que assim como o corpo é influenciado pelas emoções, estas igualmente são influenciadas por ele. Quando sentimos raiva, inveja, tristeza doentia e outras negatividades, nosso organismo produz correlatos bioquímicos, sendo este um dos fatores de risco para doenças como câncer e diabetes.

Voltemos então a nossa pergunta inicial e motivo de reflexão: podem todas as feridas ser cicatrizadas? Posso responder a isso como profissional e como alguém que crê na expiação de Jesus Cristo da mesma forma, pois na minha concepção ciência e religião necessariamente não se conflitam, mas se complementam, na medida em que a primeira se esforça para explicar como determinado fenômeno ocorre, ao passo que a outra demonstra o seu porquê ou fundamento.

Sim, qualquer ferida pode cicatrizar se assim desejarmos, se assim buscarmos. Alguns de nós insistem em tirar as casquinhas, ou cutucar continuamente naquele dente que dói, e aquela dor é relembrada e relembrada. No fundo existe um certo prazer em sofrer de novo,’ Preciso lembrar que a dor esta lá, que ela sou eu, eu sou ela, parte da minha identidade!’

A tomada de decisão e o desejar são o mais importante na cura emocional; quando nossas forças findam, temos um reservatório inesgotável de energias espirituais e emocionais a nossa disposição e de fácil acesso. Basta dirigir nosso pensamento ao alto e confiar…

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Suzana Mcauchar

Membro da Igreja há 35 anos, é casada e mãe de dois filhos. Psicóloga credenciada nos Serviços Familiares SUD. Serve como 1ª Conselheira na Sociedade de Socorro e como Professora na Escola Dominical. Trabalha com políticas públicas na Prefeitura de Juiz de Fora, além de ser professora universitária.
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