Por que nós, membros da Igreja, somos chamados de santos? Essa é uma das grandes dúvidas de não membros em relação ao povo SUD. Apesar de a razão de sermos chamados assim esteja no fato de o próprio Salvador se dirigir aos seus discípulos como santos, há uma razão ainda mais forte para que nós possamos ser, não somente chamados, como também considerados santos. No guia de estudo das escrituras, há duas definições para santos: a primeira, como um adjetivo, significa “Sagrado, de caráter divino ou espiritual e moralmente puro”. A segunda definição, como um substantivo, quer dizer “Membro fiel da Igreja de Jesus Cristo”.

Essas definições mostram que ser santo ou santificado é muito mais do que simplesmente carregar uma crença ou “aparentar” uma conduta moral. Ser santo é muito mais do parecer santo. Ser santo é uma transformação, um processo. E como todos os processos, a santificação não ocorre da noite para o dia.

E como ocorre a santificação?

Tornar-se santo significa andar em completa retidão perante Deus. Em Helamã 3:20 está escrito “Helamã ocupou a cadeira de juiz com retidão e equidade, sim, esforçou-se para observar os estatutos e os juízos e os mandamentos de Deus; e fez continuamente o que era reto aos olhos de Deus”. O manual do aluno no Livro de Mórmon explica que: “Apesar de viver em tempos difíceis e em uma sociedade ameaçada pelas forças do mal, Helamã deixou-nos um exemplo de constância em fazer a vontade do Senhor, exemplo esse a ser seguido nos dias difíceis em que vivemos. Como Helamã, podemos empenhar-nos continuamente em fazer o que é certo sejam quais forem as consequências. A chave está na palavra continuamente.

O Élder Spencer J. Condie, dos Setenta, salientou o quanto é importante guardarmos os nossos convênios como forma de desenvolver a constância em fazer o bem:

Talvez essa seja a mais significativa evidência da verdadeira conversão e da remissão dos pecados: a ausência da disposição de praticar o mal, mas, sim, de fazer o bem continuamente. (…)

Fortalecemos nossa disposição de fazer o bem quando fazemos convênios e os cumprimos. Toda vez que participamos de ordenanças do sacerdócio, os poderes do alto descem e nos levam para mais perto do céu. Aqueles que participam do sacramento e das ordenanças do templo com um coração puro e cumprem fielmente os seus convênios não precisam de instruções detalhadas a respeito do recato no vestir, do pagamento do dízimo e de ofertas de jejum generosas, do cumprimento da Palavra de Sabedoria ou da santificação do Dia do Senhor. Eles não precisam de lembretes rigorosos para compartilhar o evangelho com outras pessoas, ir ao templo frequentemente, pesquisar a história da família ou fazer suas visitas de ensino familiar ou de professoras visitantes. Tampouco precisam ser incentivados a visitar os doentes e servir aos necessitados” (Manual do aluno do Livro de Mórmon, p. 280-281).

Podemos ver por meio dessa citação que quando buscamos andar em retidão continuamente perante Deus, o processo de santificação ocorre automática e gradativamente, e à medida que ele ocorre, a nossa disposição de andar retamente também aumenta. Ou seja, retidão e santificação andam lado a lado. À medida que uma cresce a outra também cresce.

As distrações e o mau uso do tempo no processo de santificação

Em um mundo cada vez mais corrompido, cujos valores se invertem com uma velocidade e uma influência exorbitantes, o processo de santificação é fortemente afetado, ao ponto de muitos membros distanciarem-se da oportunidade de alcançá-la. Nos dias atuais, o mundo oferece muitas distrações. Uma das formas pelas quais podemos prejudicar nossa busca pela santificação é o mau uso de nosso tempo, que na maioria das vezes é roubado por essas distrações. Quais poderiam ser algumas delas? Excesso de trabalho, o uso desmedido de tecnologia: celulares, computador, vídeo game, televisão. Cada um de nós sabe o que mais rouba nosso tempo, não é?

Por isso, é imprescindível aprender a ter controle sobre essas distrações para que elas não roubem o tempo de modo a acarretar um grande distanciamento do que mais importa para o destino eterno. Então que possamos avaliar nossas ações e direcionar energia e tempo para o que de fato fará diferença na eternidade. Caso contrário, não conseguiremos alcançar a santidade que é o principal objetivo como membros da Igreja de Cristo.

Aplicando os princípios básicos para buscar a santificação

Precisamos ter em mente que alguns princípios básicos nunca deixarão de ser essenciais para o processo de santificação.

A fé, por exemplo, precisa ser exercida sempre, porque a fé nos leva à ação. A fé nos traz o desejo de buscar mais luz e verdade, e por isso seguir mais plenamente o Salvador Jesus Cristo, e agir de acordo com os Seus ensinamentos.

  • Estudar as escrituras, por exemplo, amplia o conhecimento, e permite a aproximação do Espírito Santo, permitindo mais sensibilidade aos Seus sussurros.

  • O sacrifício e a obediência proporcionam mais humildade e com ela mais inclinação ao serviço. E ajudam a darmos mais valor ao que é eterno. Fazem com que aprendamos a amar mais o Senhor e menos o mundo.

  • E aprender constantemente sobre a Expiação de Jesus Cristo, por meio do arrependimento e da oração, é o passo mais importante para levarmos a efeito o processo de santificação.

Que tenhamos em mente sempre que para alcançar a santidade, ou seja, a perfeição moral e espiritual, a pureza de coração e de propósito, precisamos andar CONTINUAMENTE em retidão perante Deus, assim como fez Helamã, para que possamos verdadeiramente ser chamados de santos do Altíssimo.

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Márcia Denardi

Márcia Denardi é uma jornalista que ama escrever, cantar e estudar. Mas acima disso, é loucamente apaixonada por seus dois filhos e marido. É redatora do portal Familia.com.br, do site mormonsud.net, e locutora do projeto FairMormon Português. Tem um canal no Youtube para pesquisadores e em 2015, recebeu o chamado de professora do Instituto, do qual espera não sair tão cedo. E apesar de ser catarinense, sente-se um pouquinho gaúcha, graças à raiz familiar. Por isso, o chimarrão é um companheiro constante, assim como sua paixão quase maníaca pelo Grêmio
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