Eu te desafio a ler este artigo até o final, certamente, um sentimento poderoso poderá envolver seu coração e despertar em ti uma forte vontade e desejo de fazer o que é certo, neste caso, manter registros de seus dias nesta terra em testemunho de tua fidelidade e amor pelo nosso Senhor e em favor de seus descendentes. Sim, escrever um diário. Leia com calma; deixe-se envolver pela leitura, respeite a pontuação e desfrute do conteúdo do artigo, que é cheio de verdade e excelência divina. A leitura fluirá de tal forma que não perceberá o tempo passar e ao término do texto, se sentirá satisfeito e pronto para iniciar um diário se assim se dispuser a fazê-lo.

“Aqueles que escrevem um livro de lembranças tendem a se lembrar do Senhor em sua vida diária. Diários são um meio de enumerar nossas bênçãos e deixar um inventário destas bênçãos para nossa posteridade.”

 Spencer W. Kimball – citado por Henry B. Eyring – A Liahona janeiro de 1990, p.14.

Eu gosto de escrever, de relatar e de registrar. Comecei o meu primeiro diário no ano de 1985, mas já escrevia algumas coisas em rascunho desde antes desta data. Fico pensando o quanto seria bom se eu tivesse um registro de atos, fatos e fotos de meus antepassados. Seria um momento de alegria conhecer mais a história e curiosidades daqueles que se foram antes de mim e que assim, de certa forma, contribuíram para conceber parte de mim em meu futuro atual.

Sobre uma melhor visão, gratidão e respeito profundo por esses nossos antepassados, veja mais lendo a outro artigo que escrevi recentemente em: http://osmormons.com/aprendi-algo-maravilhoso-sobre-aqueles-nossos-antecessores/.

Creio que o erro de todos é apenas desejar isto ou aquilo, e nunca fazer o que precisa ser feito agora. Se você começar, provavelmente tomará um “gosto especial” por isto e por um bom tempo, talvez, sentirá “um espírito” muito forte te impelindo a realizar tais registros. Este espírito é o “espírito da obra genealógica”, semelhante ao “espírito da obra missionária”. Mas como posso dizer que é o “espírito da obra genealógica” escrever um diário, se afinal eu ainda estou vivo? Sim, hoje, mas no amanhã, quando você morrer, você será parte do passado de alguém que vai estar vivo em um futuro. Meu amigo Ubirajara S. Ribeiro, sabiamente me disse certa vez estas palavras: “Afinal, seremos no amanhã, antecessores daqueles que ainda virão.”

Para tal, é bom imaginar os quantos no futuro vos serão gratos, sim, os teus netos, bisnetos, e muitos outros mais que poderão se beneficiar e se “deliciarem” nas ricas informações que terão através de seu esforço de hoje. Pensar só no hoje, não dará valor ao registro, pense mais a frente, sim, bem mais à frente, daqui a vários anos. Seus filhos, após anos depois de sua morte, um dia lerão os teus registros e se sentirão em parte, confortados através de suas palavras. Sim, chegarão a sentirem-se como que você estivesse ao lado deles, pois sua linguagem e expressões pessoais voltarão à memória deles e estas lembranças serão reavivadas em sua mente de uma forma poderosa. Isto, por si só, será um alívio e alento aos que te amam, só então, eles entenderão a importância de todo o teu esforço de escrever este diário. Ouse imaginar esta situação no futuro: Os teus filhos, reunidos com os teus netos à volta e juntos lendo os teus registros, e eles rindo, aprendem com seus erros e acertos, sim, estarão de certa forma, “ouvindo” os teus conselhos como pai, mãe, avô, avó, bisavó, etc. É grandioso e nobre, sim, é digno de honra todo aquele que pensa assim em favor dos que amam.

Meus sentimentos perfeitamente se solidificam nas seguintes palavras:

“Se não houvesse nenhum outro motivo para escrever no diário [a não ser] o privilégio de relê-lo no futuro e permitir que nossos filhos o leiam, apenas isso já compensaria o esforço.”

Wilford Woodruff – Ensinamentos dos Presidentes da Igreja, lição 13, p.131.

Imagine os ricos detalhes históricos que se perderam após os anos que já se passou, com tais registros, a história de sua vida e de todos os seus familiares irão perdurar por anos, séculos e quem sabe, motivar a outros a darem uma continuação a sua “história de gerações em gerações”. Você poderá talvez, sim, talvez, ser lembrado como aquele que iniciou a história das histórias de sua família. Poderá ter o teu nome como aquele que plantou a bendita semente de registrar algo particularmente de grande valor. Parece fantasioso, mas as possibilidades são imensas e até mesmo, imensuráveis. Ser lembrado pelas muitas boas obras que fizemos, é o melhor que podemos contribuir em favor de nossas futuras gerações. Querendo ou não, somos uma espécie de “pai” ou “mãe” daqueles que irão um dia nascer da semente de nossas sementes, somos uma espécie de “Adão e Eva” para eles.

Homens inspirados nos ensinam com palavras sábias:

“Numa reunião, ensinou um princípio que pode aplicar-se tanto aos diários quanto a registros oficiais da Igreja:

Ao atravessarmos a pé um rio de forte correnteza, é impossível tocar duas vezes a mesma água. Da mesma forma, não podemos viver duas vezes o mesmo momento”.

 Wilford Woodruff – Ensinamentos dos Presidentes da Igreja, lição 13, p.129.

Podeis pensar que isto tudo é belo demais para ser verdade, mas é real. Os laços de amizade, respeito e amor que você criará de sua pessoa com aquelas que viveram um dia ao teu lado e mesmo aquelas pessoas que não viveram em teu tempo, será algo real, palpável e cheio de influência. Há poder nas palavras. Por uma palavra, podeis mudar pessoas, e se mudares pessoas, mudareis o mundo e toda a humanidade. Se você tem algo de bom, esta é uma rica oportunidade de fazer com que estas tuas “coisas boas” passem adiante deste tempo, mesmo após a sua própria morte.

“Nosso diário é valioso para nós pessoalmente e também pode trazer bênçãos para nossa família e todas as gerações futuras.”

Wilford Woodruff – Ensinamentos dos Presidentes da Igreja, lição 13, p.127.

Aconselho que te ajoelhes primeiramente e peças forças e sabedoria do alto para que saibas o que tenhas de fazer. Fazendo isto, certamente sentirás mais determinado e isto te dará motivação por um bom tempo. Se perderes o foco desta “tua obra particular”, perderás também a motivação. Uma boa maneira para não perder o foco é sempre pedir conselhos a Deus e se lembrares dos que por ti serão beneficiados. Quando a preguiça quiser falar “mais alto” lembra-te dos que irão ser abençoados pelo teu esforço de hoje.

Talvez, não consigas fazer um diário, mas pelo menos uma espécie de “semanário” seria razoável. Uma dica que te dou para ter sempre “um assunto” é, sempre que vier a mente algo de bom ou necessário a registrar, na mesma hora em que vier uma inspiração a mente, pegue imediatamente um pedaço de papel e nele escreva (um título ou o resumo do que lhe veio à mente), e guarde esta informação dentro do próprio diário ou registro, até que tenhas tempo para abordar tal assunto em páginas de seu diário. Lembra, não são palavras banais, hilárias ou cínicas que irá registrar, mas palavras que expressam a tua vida.

“Alguns podem achar que [manter um diário] envolve muito trabalho. Mas é um esforço que vale a pena, pois traz inúmeros benefícios. Considero os momentos de minha vida que passei escrevendo meu diário e registrando eventos históricos um tempo despendido de modo extremamente proveitoso.”

Wilford Woodruff – Ensinamentos dos Presidentes da Igreja, lição 13, p.130-131.

Comece teu registro pelo princípio de tudo. Não tenha pressa, pois a pressa irá fazê-lo resumir ou suprimir os fatos e acontecimentos, datas e detalhes que são verdadeiras pedras preciosas. Relate o que tua memória se alembrar hoje referente ao teu passado, verá que à medida que exercita a mente, ela própria trará “à tona” coisas que não mais se lembrava. Lembre-se que os detalhes que hoje te pareça muito comum, são os primeiros detalhes que serão esquecidos no amanhã. Certos detalhes que nos pareçam hoje sem significância alguma, será no amanhã motivo de tristezas por não teres registrado. Consiga informações com pessoas mais velhas, consulte documentos ou registros de outras pessoas, coisas como cartas ou fotos com dedicação. Registre não só sobre sua pessoa, mas também de outras que são importantes ao seu convívio diário. Faça pouco a pouco, mas faça com qualidade. Não tente escrever tudo em um só dia, não roube de você mesmo, o direito a inspiração do Senhor que contribuirá significantemente em tua obra maravilhosa. Siga os sentimentos do Espírito. Relate a história de sua vida, e paralelo a isto, a vida e acontecimentos das pessoas que você ama; inclua amigos, vizinhos e colegas que se destaquem em sua vida. Modere-se ao escrever sobre certos relacionamentos ainda não conclusivos em sua vida. Não transmita ódio, raiva ou perseguição; talvez, certa preocupação; melhor é escrever o que edifica, motiva, enternece e que demonstre gratidão e sobriedade. Comece algo como: “Nasci no dia de…. minha mãe dizia que eu era… lembro-me que antigamente… nunca me esqueço de que e quando…. diziam que eu era… me lembro que eu era muito… tal pessoa sempre me dizia… vi muitas vezes que… acabei de me lembrar que…” Lembre-se de escrever como se estivesse falando a uma pessoa á sua frente, explique de forma clara e inteligente e no futuro irão te compreender melhor. Escreva devagar, sua caligrafia será agradável e legível, suas expressões serão facilmente entendidas. Evite fazer rascunhos, geralmente acaba dando preguiça para passar tudo á limpo no diário. È normal que a medida do tempo você vá se aperfeiçoando no escrever, natural da própria idade e do crescimento em maturidade; não fique apagando e rasurando coisas escritas no passado, elas representam um estágio imaturo e natural do passado. Não se preocupe em ser perfeito na ordem cronológica dos acontecimentos, apenas escreva, deixe-se ser guiado pelas promessas da ajuda divina por estar cumprindo um mandamento.

“A inspiração é recebida mais facilmente em lugares tranquilos. As escrituras estão repletas de palavras como calma, mansa, pacífica, consolador: “Aquietai-vos e sabei que sou Deus” (Salmos 46:10; grifo nosso).”

Boyd K. Packer – A Liahona Janeiro de 1992, p.23.

Algo muito valioso é a árvore genealógica. Sim, é a construção da história dos nomes e datas de forma mais resumida de você a seus ancestrais. Para isto, você pode selecionar uma parte do diário (certamente precisará de um espaço bem razoável) ou, um outro caderno para que comece a registrar de você para trás com todos os nomes em ordem cronológica de data e local de nascimento e cônjuges, filhos e etc. Pensar no quanto é trabalhoso te fará desanimar, apenas pense que “alguém tem de começar” e este alguém será você. Não se preocupe se irá ou não terminar, na verdade, nunca acabará e sempre faltará, mas não importa, apenas pense que você começará. Eu tenho um pensamento e sentimento pessoal quanto aos nossos diários (tenho oito de 200 folhas – dois destes são do período de minha missão) que certamente o Senhor nos concederá um desejo após esta vida, o de poder restaurar os nossos registros. Sendo isto verdade, imagine-se lendo seu diário, sentado em uma poltrona, estando no Reino Celestial e tendo um contato material de um registro que sobreviveu o tempo em que tinha uma vida mortal. É como voltar ao tempo por tocar em algo palpável…

“Todos devem redigir um breve histórico de sua vida, citando seus pais, sua data e local de nascimento, sua religião, a data de batismo e quem realizou a ordenança, a data da ordenação aos diferentes ofícios e quem a fez. Devem incluir também um breve sumário de todas as suas missões e todos os seus atos oficiais e as interações de Deus com eles. Assim, caso morram e os historiadores queiram publicar sua biografia, haverá um ponto de partida. Muitos acham esse assunto maçante e sem importância, mas esta não é minha opinião.”

Wilford Woodruff – Ensinamentos dos Presidentes da Igreja, lição 13, p.131.

Encher o diário de fotos não será sábio, pois pessoas no futuro poderão arrancá-las e irão estragar e rasgar as páginas e assim sumir o que é mais precioso, as palavras escritas. Faça um álbum de fotos à parte. Eu só uso como diário, o livro de atas de 200 folhas. É um livro grande, tamanho ofício, com capa preta e dura, geralmente usados em registros oficiais em cartórios diversos. Pode parecer-te muito a princípio, mas depois verás que é o correto. Livro ou caderno pequeno parece demonstrar menos compromisso; cadernos pequenos geralmente são usados no início, mas são frágeis e com poucas folhas e à medida que o manuseia podem soltar folhas e danificar a capa. Após um tempo, encontrei uma forma de associar a necessidade de guardar fotos e o registro do diário, fazendo algo simples, colando as fotos que possuía na capa dura do diário; as fotos eu selecionei em conformidade as datas e os registros de cada volume, fazendo assim uma capa personalizada. Ficou muito bom; se for fazer igual, lembre-se que após fazer a colagem das fotos, é preciso encapar o diário com material colante e transparente para preservar as fotos. Assim, ao olhar as fotos da capa, você já consegue imaginar boa parte do conteúdo registrado; a cada um dos diários, eu os enumerei por fora para ter noção de ordem e quantidade; também os identifiquei externamente com as datas de início e fim dos registros de seu interior.

“Aconselho-os a registrarem todas as suas bênçãos e a preservarem-nas. (…) Exorto-os a fazerem um registro de todos os atos oficiais de sua vida. Se vocês batizarem, confirmarem, ordenarem ou abençoarem qualquer pessoa ou ministrarem aos enfermos, façam um registro disso. (…) Se o poder e as bênçãos de Deus se manifestarem quando vocês forem protegidos de perigos, (…) registrem tais acontecimentos. Façam um relato das interações de Deus com vocês diariamente. Registrei por escrito todas as bênçãos que recebi e não as venderia nem por ouro.”

WILFORD WOODRUFF – Ensinamentos dos Presidentes da Igreja, lição 13, p.131.

É difícil ser grato ao Senhor de forma justa, pois Ele é bem mais zeloso e bondoso conosco do que podemos imaginar. Para que me compreenda o que quero dizer, relatarei duas coisas muito agradáveis.

Primeiro, que quando eu comecei a escrever um diário, eu não tinha ideia alguma de como fazê-lo, segui apenas os sentimentos e orientação divina, portanto, estas citações que hoje acrescentei neste artigo, onde líderes nos orientam sobre como e o que fazer ou colocar nos registros, eu as aprendi anteriormente pelo doce sentimento de inspiração do Espírito de Deus. Prova disto, que comecei logo no início, registrando o primeiro dia em que usei uma gravata, os meus primeiros discursos, chamados, aulas, etc.; e ainda, todas as ordenanças em que recebi, participei ou eu mesmo as realizei; sendo assim, tenho o registro de todas estas ordenanças como um testemunho, sejam elas, batismo, confirmações após o batismo, bênçãos de saúde, conselho ou conforto, designações de chamados, dedicação de sepultura, conferir o sacerdócio e ordenar a um ofício, nome e bênção a uma criança e casamento que realizei oficialmente. Para estes dados importantes, eu os registrava geralmente nas primeiras páginas do diário.

É um sentimento como está escrito acima: “Registrei por escrito todas as bênçãos que recebi e não as venderia nem por ouro.”

Segundo relato que gostaria de compartilhar; durante os dois anos em que servi no tempo de minha missão, registrei muito detalhadamente os dias em que vivi experiências de muito poder e realizações pessoais com o meu Senhor e também com o meu próximo. Mas ao final da missão, como muitos outros missionários, havia enviado para o escritório da missão, algumas pesadas e grades caixas de papelão (cerca de três) com aqueles excessos que a gente vai juntando e não tem lugar mais para guardar, e no final do tempo de sua missão a gente pegava tudo e levava para casa. Meu caso, foi diferente, havia colocado os dois diários (400 folhas tamanho oficio) dentro de uma das caixas, e ao chegar ao escritório da missão, não encontrei justamente a caixa com os diários. Sumiu. Um dos missionários do escritório me garantiu que haviam enviado para a minha casa, com isto, eu não podia fazer mais nada, apenas voltar para minha casa e esperar. Longos dias se passaram, temeroso que algo inesperado realmente viesse a acontecer com aquela caixa, ajoelhei-me, e poderosamente conversei com o meu Pai Celestial. Disse-lhe que se houvesse um propósito divino para que eu não mais possuísse tão preciosos registros aos quais os escrevi com tanto esforço, esmero e sacrifício, pois foram horas e horas, onde deixei de descansar após um sagrado e duro dia de labor missionário, eu me conformaria se assim, Ele o desejasse. Mas, mas, se não o fosse, POR FAVOR, me ajude a encontrá-los, sim, os meus dois diários. Um milagre então aconteceu, sem nenhuma explicação, a caixa chegou enfim em minha casa, mas, havia registro do correio colado na parte externa da caixa de papelão os quais davam para deduzir que fora enviada por engano para outro lugar, mas, de alguma forma, veio então a ser devolvida ao escritório da missão e só depois, reenviada para mim corretamente. O Senhor ouvira meu clamor e atendera meu justo desejo.

“Vocês podem indagar: “O que escreverei?” Redijam sobre algo que mereça ser preservado, o que houver de melhor; e se começarem isso enquanto ainda jovens, será bastante fácil quando chegarem à idade adulta. Como será agradável para vocês e seus filhos daqui a trinta, cinquenta ou oitenta anos sentarem-se e lerem o que aconteceu em sua infância e juventude! Vocês não gostariam de ler o que aconteceu com seu pai, sua mãe e seus avós quando eram jovens e ao longo de sua vida?”

Wilford Woodruff – Ensinamentos dos Presidentes da Igreja, lição 13, p.133.

Nunca escreva uma mentira para encobrir uma verdade, mas também, não precisa registrar coisas de forma que não edificará ao teu próximo no futuro. Ou seja, se você cometeu um grande erro, relate o essencial, algo como: “Estou sofrendo por algo que fiz e não digno de ser mensurado neste diário, apenas registro que Deus é bondoso e justo, vou procurar melhorar…”. Se você começar a expor-se, a registrar somente as fraquezas, começará a ser pessimista por natureza e isto será o que irá passar aos teus descendentes e isto é tudo o que eles não irão precisar. Registre certas dificuldades e como você se comportou para sobrepujar a situação. Você precisa se imaginar no lugar das pessoas que estarão lendo seus registros e como eles estarão curiosos de conhecerem melhor sobre a sua vida, os detalhes do dia a dia e também acontecimentos á sua volta, como também em sua cidade, país e no mundo.

Tenho dois tipos de registro.

Um, eu registro com riqueza de detalhes e pensamentos, sim, eu escrevo o que aconteceu e o que eu penso a respeito. Este primeiro é o diário como citado nas palavras acima.

O outro, é um caderno pequeno com fatos familiares e registrado de forma resumida; mais para datas e fatos curiosos, coisa tais como: nascimento de filhos com detalhes especiais como, local, hora, peso, altura, nome do médico, hospital, pequenos detalhes do acontecimento; algumas poucas fotos, coisas importantes que comprei ou vendi, e registro acontecimentos, palavras e coisas engraçadas que meus filhos fizeram ou falaram enquanto bem pequenos, etc. O objetivo é ter um resumo facilmente a mão e poder acrescentar as fotos ou outras lembranças, como bilhetinhos, desenhos, cartinhas, lembrancinhas dos filhos que fazem para os pais na escola, etc.

Eu lhe aconselho a (caso não possua) uma câmera digital. Tire muitas fotos, muitas mesmo, pois um dia irá se arrepender de não tê-las tirado. Fotos é uma espécie de registro. O correto é lembrar-se de tirar fotos todos os anos, mesmo que sejam poucas, mas sejam todos os anos, assim terá registro das mudanças físicas das pessoas. Imagine se nossos pais e avós tivessem fotos de seus pais (nossos bisavós, tataravós, etc.) da infância de cada um. Tire muitas fotos e revele só as principais de especial interesse, as demais, arquivem no computador e faça cópias de outras maneiras de forma a assegurar que não se percam. Aprendi por experiência própria que fotos, diários e cartas, são bens preciosos que representam e falam pelos nossos entes queridos que geralmente não estão conosco. Percebi que as filmagens, sim, são as menos usadas e as mais difíceis de serem mantidas.

Observe que em caso de incêndio as pessoas lamentam muito pelas perdas, mas principalmente por documentos pessoais, fotos, registros e preciosidades que não mais poderão adquirir na vida atual. Pouco tempo atrás a defesa civil interditou um edifico inteiro e retirou todos os moradores, logo após as primeiras análises de segurança, decidiram implodir a construção, ainda assim, antes de demolir o prédio, autorizou a entrada organizada de moradores para apenas, pegar fotos e documentos, mas nem um móvel ou bem material foi permitido trazer.

Uma boa maneira de honrar os que se foram é fazer com que as boas ações destes, vençam o tempo e o esquecimento.

Quero deixar claro, que tudo aqui que compartilhei, eu os vivi desde o início. Haverá tempos em que a pressão do mundo é tão grande que você poderá acabar deixando de escrever por certo período, mas se esforce para retornar, há uma alegria reservada em especial para você mesmo por cumprir este mandamento, e ela será compartilhada com os seus descendentes, eles vão te conhecer e desenvolver um amor por você, acima do tempo que os separam.

Por isso, comece logo a escrever…

“Desejo dizer a meus jovens amigos que será uma grande bênção para eles e seus filhos se mantiverem um registro diário do que acontecer com eles e a seu redor. Que todos os meninos e meninas ganhem um caderno e escrevam um pouco quase todos os dias.”

Wilford Woodruff – Ensinamentos dos Presidentes da Igreja, lição 13, p.133.

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Cássio B. Piazzarolo

Casado, cinco filhos e uma neta; Missão Fortaleza – 1988-1990; servi e sirvo ao meu Senhor em muitos chamados; amante da verdade; empresário. Autor do blog http://riquezasdaeternidade.blogspot.com.br/
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