Aprendi que um membro menos ativo merece ser tratado como igual e visto como filho ou filha de um Deus amoroso.” – Bispo Richard C. Edgley – abril 2012 Conferência Geral

Eu não sei muito bem se um colunista do Site Os Mórmons como eu, que participa regularmente com traduções e textos há quase um ano e meio, sendo parte deste belíssimo trabalho voltado aos irmãos da Igreja de todo o Brasil (e até do mundo) deveria revelar publicamente o que está se passando, mas a verdade nua e crua é uma só: eu andei afastado da Igreja durante um período! Fui, naquele momento, um membro inativo. E estou, dia após dia, caminhando novamente para me reencontrar dentro da Igreja. Tenho tido a ajuda de excelentes amigos nesse retorno.

Mas, afinal, como foi possível que eu, que tinha uma sensibilidade tão grande que cheguei até mesmo a dar testemunho aqui no site sobre “O Dia em que o Pai Celestial falou comigo” em novembro de 2015, tenha me perdido tanto dos caminhos da fé? “Religião é assim mesmo, você fica apaixonado no começo e depois perde um pouco”, me disse um amigo. Bem, eu realmente não queria que tivesse sido assim. Nunca pensei que era uma paixão, para mim a religião era um amor verdadeiro.

Mas a dificuldade veio quando eu e minha esposa começamos a tentar ter filhos, sem sucesso. Procuramos a ajuda da ciência e nada, nenhum resultado. Acho que nesse processo todo, que foi dispendioso e dolorido para minha esposa, nós perdemos o contato com todas as alegrias de uma pessoa que se sente abençoada por Deus. Não estou querendo dizer, com isso, que não existam bênçãos em nossas vidas – existem muitas. Mas aquele desejo que nós tínhamos, o que mais queríamos não veio. E isso nos deixou desamparados. Eu e minha esposa paramos de frequentar as reuniões sacramentais, e essa foi a pior escolha porque o resto foi uma bola de neve. Mas nós nunca deixamos de respeitar tudo o que aprendemos com A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que mudou para sempre as nossas vidas.

Quando eu pesquisei sobre meus antepassados (batizei meu pai, meu avô e meu bisavô no templo de Campinas) eu acabei me aproximando mais da minha família. E, graças a isso, passei um Natal maravilhoso ao lado de primas, irmãs por parte de pai e sobrinho. Acabei perdoando um tio, irmão do meu pai, por desavenças do passado e, com isso, ganhei de presente um valioso quadro enorme que pertenceu à minha avó, um verdadeiro símbolo da casa dela, que agora está pendurado na sala da minha casa.

Entusiasmado com a força de tudo o que descobri, e com a alegria do poder do amor, e me sentindo extremamente abençoado, mandei uma mensagem contando tudo ao Bispo da minha ala, que me enviou uma belíssima carta (escrita à mão)muito fraterna, na qual ele me dava uma série de recomendações e me deixava à vontade para voltar às reuniões sacramentais se quisesse – ele nunca disse que eu era obrigado a voltar, mas o carinho dele foi um irrecusável convite que nos estimulou a voltarmos definitivamente. E nós fomos muito bem recebidos pelos amigos no último domingo.

Eis desta forma um belo exemplo das palavras do Presidente Thomas S. Monson no artigo “Nossa Responsabilidade de Resgatar” na Liahona de outubro de 2013:

“É minha oração que tenhamos o desejo de resgatar os menos ativos e de trazê-los de volta à alegria do evangelho de Jesus Cristo, para poderem partilhar conosco de tudo aquilo que sua plena integração tem a oferecer.”

É muito bom estar de volta. Acredite, irmão, a vida longe da fé é vazia e triste. Que bom descobrir ao meu lado o apoio de amigos que não vão deixar que isso aconteça.

José Eduardo Marcondes

Ps.: Eu e minha esposa já estamos dando entrada no processo de adoção de uma criança, que vai ser muito amada com as bênçãos do Pai Celestial

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Eduardo Marcondes

É jornalista há 20 anos, com ênfase na atuação em Rádio e Televisão. Foi repórter, editor e apresentador, com passagens por praticamente todas as emissoras com sede na capital paulista, entre elas o Grupo Bandeirantes e o SBT. Atualmente faz trabalhos de textos em parceria com alguns empresários e escreve regularmente na internet há pouco mais de ano.
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