Pergunta: Presidente Martins, depois do discurso do Élder [D. Todd] Christofferson na conferência geral de abril de 2015 (“Por Que Casar, Por Que Ter uma Família”), podemos dizer que temos um quarto “pilar” no Plano de Salvação?

Se você está se referindo aos “pilares” Criação e Queda, Expiação, e Ressurreição, eu entenderia que o casamento – especificamente a ordenança de selamento no templo, o Novo e Eterno Convênio do Casamento (Doutrina & Convênios 131:1-4)-seria a “laje” que concretamos acima daqueles pilares. Sobre esta “laje” nós construiremos o nosso reino eterno.

No início de minha vida profissional (meados dos anos 70) eu trabalhei na indústria da construção civil, e por isso eu sei um pouco sobre a qualidade e proporções dos materiais (tipos de cimento, brita, areia, água, e aço) usados no preparo do concreto, e dos cuidados necessários durante sua mistura e uso.

Fazendo uma analogia entre esses materiais que compõem o concreto e o Novo e Eterno Convênio do Casamento, eu imaginaria o seguinte:

>> o cimento representaria o sacerdócio, o poder e autoridade através do qual um homem e uma mulher são unidos como casal para o tempo e a eternidade.

>> os agregados (brita e areia) representariam os elementos essenciais de amor, gentileza, respeito, e atenção que devem permear o relacionamento entre um casal e eventualmente entre os demais membros da família–filhos, parentes, etc. Sem estes, a “laje” (ou casamento) não teria durabilidade. Não há selamento num templo que force duas pessoas que não se suportam a permanecer unidas para sempre.

>> a água representaria certas ordenanças do evangelho de Jesus Cristo–(por ora) batismo, sacramento, e ablução–que associadas ao poder do sacerdócio e administradas por meio de sua autoridade, com o tempo ligam (fixam, vinculam, unem) os outros elementos, gerando o processo de solidificação da “laje”, ou do relacionamento eterno.

>> o aço representaria a estrutura de apoio que a Igreja de Jesus Cristos dos Santos dos Últimos Dias provê aos casais e às famílias, moldando a instituição do casamento e da família em formatos divinamente aprovados e revelados a profetas vivos.
Todas as bênçãos, honras, e privilégios do Novo e Eterno Convênio do Casamento que vierem a ser desfrutados em esferas de glória eterna, serão fundamentados sobre esta “laje” estabelecida aqui na mortalidade na Casa do Senhor, e solidificada em nossos lares temporariamente imperfeitos.

Antes que me perguntem, aqui vai minha aplicação desta analogia ao casamento civil, ou o casamento somente para esta vida:
O casamento civil é uma instituição definida e sancionada pelo poder do estado ou governo civil. Usando a analogia descrita acima, esta “laje” não tem nem cimento nem água, e os agregados e o aço são sustentados por moldes de madeira, ou as leis civis vigentes na sociedade. Tais moldes podem seguir formatos os mais variados, dependendo das leis aprovadas por congressos, parlamentos, ou monarcas mortais. No entanto, justamente por ser estabelecida por poderes mortais, com a morte os moldes de madeira se desintegram, e a “laje” se desfaz.

(Esta resposta não constitui uma declaração oficial de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias)

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Marcus H. Martins

Marcus H. Martins possui Doutorado (Ph.D.) em Sociologia da Religião e Relações Raciais e Étnicas. Serviu como Bispo e Presidente de Missão.
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