Um Pouco antes que Paris, Beirute.

Teve também aquele caso no Kenia. Tem também o caso dos milhares, ou até mesmo milhões que morrem todo dia nas mãos terroristas da violência urbana, do asfalto, do crime, da impunidade, do descaso; porque pra mim terror é isso: a cultura do medo.

O mundo inteiro precisa de orações, pois nossa geração, a geração de nossos pais e também a de nossos avós, todos crescemos à sombra de “guerras e rumores de guerras”.

E temo que isso tenha endurecido nosso coração de tal maneira que somente as grandes tragédias, os atos infames contra a vida e a liberdade de viver conseguem chamar nossa atenção.

Desde que me conheço por gente, o Oriente Médio é esse caldeirão de tensão mal resolvida; a África pouco mudou e continua matando de fome; o nazismo e sua ideologia nunca morreu de vez e está na mente e no coração de milhares de pessoas ao redor do mundo; a ganância está por trás de quase todos os negócios, o que faz com que se ignorem os direitos e o deveres das pessoas, gerando mais opressão, mais miséria, mais revolta.

Muitos querem e acham bonito os atos de solidariedade, de humanismo, de heroísmo, e até estão dispostos a realizá-los, mas os poucos que detém o “poder” fazem parecer que é tudo em vão. Por esses “poucos” entendam que são aqueles grupos que dominam as corporações, os mercados financeiros, os governos e países, disseminando sua mensagem de ódio, de lucro à qualquer custo, passando a mensagem falsa (e que é mais velha que esse mundo) de que nesse mundo pode se comprar tudo com dinheiro.

E qual seria a solução?

A solução é justamente aquela que quase o mundo todo ignora:
Amor, fraternidade, honestidade, abandono da idolatria, humildade, respeito, trabalho árduo e tudo aquilo que já ouvimos alguma vez na vida e que dizemos “tá, tá, eu já sei isso…”

E essas coisas estão no cerne do ateísmo, do catolicismo, do budismo, do mormonismo, do espiritismo, do alcorão, do judaísmo, do agnosticismo, do kardecismo… Estão lá, e não adianta negar!

A falta de informação ou a manipulação dela é estratégia daquele pequeno grupo que mencionei, com o intuito de gerar caos e confusão; para fazer acreditar que não há solução, que tudo está perdido; para gerar o extremismo e afastar-nos da humanidade, tornando-nos os loucos e bárbaros capazes de atos tão hediondos.

No fundo, no mais íntimo de nossas almas, todos sabemos que há apenas o que é certo e o que é errado; resta a questão:
Até quando continuaremos a abrir mão do que é certo em troca da satisfação imediata de nossa ganância?

Nosso coração necessita voltar a pulsar, a sentir a importância da vida, pois a discórdia não é doutrina do bem, pois Jesus disse que “aquele que tem o espírito de discórdia não é meu, mas é do diabo, que é o pai da discórdia e leva a cólera ao coração dos homens, para contenderem uns com os outros.

Eis que esta não é minha doutrina, levar a cólera ao coração dos homens, uns contra os outros; esta, porém, é minha doutrina: que estas coisas devem cessar.”

Cessemos de ser manipulados e enganados pelo pai da discórdia e tomemos as rédeas de nossa vida em nossas mãos para que as boas obras sejam abundantes, para que sejamos realmente o sal da terra, uma luz para aqueles que ainda não descobriram que podem realizar, que podem ser, que podem agir ao invés de receberem a ação; e assim possamos, através do desenvolvimento de todos os bons atributos erradicar, ao menos de nós mesmos, o terrorismo.

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Luiz Laffey

Luiz Laffey é ator profissional há 18 anos, radialista há 27 e DJ há 35. Casado, é pai de 4 filhos.
Multimídia, Luiz Laffey transita pelo meio artístico com trabalhos realizados na TV e no rádio. Dublagem, novelas, cinema, rádio e publicidade fazem parte do seu dia-a-dia. E com certeza você já ouviu a voz dele. Atualmente serve como Diretor de Assuntos Públicos da Área São Paulo Oeste.
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