Claro que não existe um modelo único para organizar grupos de indexação, mas neste artigo pretendo deixar sugestões de ações que seguramente poderão gerar ótimos resultados no final das contas. Em 2014 compareci em vários eventos relacionados a genealogia e história da família. Em todas as feiras de história da família, jornadas genealógicas, serões e atividades relacionadas, pude aprender muito com os demais participantes, pois em todas as localidades havia sempre algo novo. Foi uma oportunidade ímpar!

Antes de iniciar, porém, gostaria de definir “Grupo de Indexação”. Em nível mundial temos o grupo da Área Brasil. Todos os que se cadastram como voluntários da Indexação do FamilySearch no Brasil fazem parte, obviamente, do grupo da Área Brasil. Em nível multi regional temos as missões, isso mesmo, uma missão pode ser um grupo ativo de indexação. Em nível regional temos as estacas e distritos. De uma forma geral os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias devem manter seus usuários dentro de um grupo de Estaca, Distrito ou Missão. Aqueles que não são membros da igreja acabam participando do grupo da Área Brasil, embora não seja errado ou proibido participarem de um grupo de Estaca ou Distrito.

Agora que já sabemos mais sobre grupos de indexação podemos partir para as ideias.

A liderança é peça fundamental.

Embora a operação, criação de conteúdo e fomentação estejam nas mãos de outras pessoas, a liderança geral daquele grupo deve estar sempre envolvida. Trocando em miúdos: A ideia pode vir de todos, mas a liderança aprova e apoia para que se torne realidade. O trabalho anda mais rápido quando a liderança está motivada e totalmente envolvida.

Conheça, cadastre e treine todos do seu grupo.

Um determinado grupo de indexação de uma Estaca planejou em 2014 cadastrar e treinar todas os membros ativos de sua região. A presidência estava motivada e designou 4 pessoas para organizar a ação, sendo eles o sumo conselheiro responsável pela história da família, a diretora de indexação, a diretora do CHF e um administrador de grupo. Esta equipe foi em cada uma das unidades daquela estaca cadastrando os membros ativos e quando necessário trazendo via sistema os usuários que estavam fora do grupo. Junto com esta ação os líderes locais e regionais promoveram treinamentos focados na prática, mostrando sempre onde poderiam encontrar os recursos de ajuda.

Definição e divulgação ampla das metas.

Quase no fim do processo de cadastramento e treinamento inicial, o presidente daquela estaca chamou os líderes locais para um treinamento específico. De forma objetiva e direta foi relatado o que já havia sido feito, em que ponto a estaca se encontrava e qual era a meta individual de cada voluntário cadastrado. Esta meta era palpável, realista e exigia algum sacrifício.

Acompanhamento e motivação constantes.

Da mesma forma que vimos anos atrás o programa de extração de nomes evoluir para o atual programa de indexação do FamilySearch, temos que aceitar que o programa atual pode evoluir mais ainda. Uma prova disso é o novo sistema de indexação que está prestes a ser lançado. Sendo assim este programa tem validade ainda indeterminada. Tendo isso em mente os grupos de indexação precisam ser constantemente acompanhados e a liderança pode ajustar metas e atualizar planos. Uma boa forma de motivar os grupos é promover atividades recreativas, serões, feiras e discursos relacionados.

Um pouco mais além…

Após o amadurecimento e plena execução do projeto dentro dos limites físicos da igreja e da casa dos membros, não seria legal envolver a sociedade em geral? Um plano de divulgação e palestras em centros comunitários e o cadastramento de novos voluntários sempre me pareceu uma ideia muito boa.

Se você ainda não é um voluntário, não perca mais tempo. Acesse o link e comece já.
https://familysearch.org/indexing/

Leve estas ou outras ideias aos líderes regionais de sua estaca. Todos nós podemos participar a despeito de nossa posição como membros da igreja. Ouse sugerir!

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Rodrigo Rizzutti Sette

Rodrigo Rizzutti Sette é membro da igreja desde 1991, é casado e pai de duas filhas. Serviu como missionário de tempo integral na Missão Brasil Curitiba e em duas ocasiões como missionário do FamilySearch. É empresário e fundador do Genealogia na Prática que mantém projetos que tratam de assuntos relacionados com genealogia, suas técnicas e ferramentas.
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