Nos dias que antecedem o domingo das Mães vemos um grande alvoroço; dizem os entendidos que esta é a segunda grande data do comercio nacional, talvez até do Ocidente, onde a globalização já disseminou hábitos e costumes sociais semelhantes por toda a parte, calcados na lógica do lucro. Este certamente acaba adquirindo formas de exercer nossa afetividade com parentes e amigos, através das datas comemorativas. Com estas primeiras palavras, estou apenas sendo redundante ao enfatizar o reconhecimento que a figura materna possui por parte das famílias e da sociedade. Mas o que dizer dos pais, o que esperar de sua influencia e presença juntos aos filhos e esposa? Qual é afinal a função e o mérito deste homem na família moderna, qual sua importância na educação dos filhos?

Rapidamente se passaram os trinta anos em que venho ouvindo e orientando pessoas e famílias de todos os níveis sociais e com as mais diversas configurações. Famílias grandes, pequenas, homogêneas e heterogêneas, seja qual for sua configuração, ressentem-se seriamente se não puderem contar com a presença do pai ou de alguém que cumpra suas funções. Um homem equilibrado representa o contraponto à natureza sensível da mulher, possibilitando-lhe desincumbir-se bem das tarefas educativas e protetoras que lhe cabem. É fácil perceber o conjunto harmonioso resultante da atuação homem e mulher impactando a criação dos filhos, tomada de decisões familiares e solução de problemas. Famílias que não contam com esta dinâmica funcionam caoticamente e se tornam mais vulneráveis diante de dificuldades de qualquer monta. Assim, os filhos se mostram desorientados e fragilizados diante dos desafios que se lhes impõem os acontecimentos cotidianos com suas frustrações na escola, trabalho ou no grupo de amigos. Diante de situações mais complexas como mortes, doenças ou perdas, estas famílias tendem a não suportar adversidades e desenvolver comportamentos de risco que podem levar ao uso abusivo de álcool, drogas , comer ou jogar compulsivamente, ente outros.

Não é cabível neste artigo discutir a divisão dos papeis do homem e da mulher na família. Sabemos que atualmente estes se articulam de modo diferente dos tempos antigos. É cabível sim, demonstrar e marcar o fato que o homem não substituirá a mulher junto ao grupo familiar e nem esta igualmente o fará. Contudo, o que realmente importa é que, nas relações familiares, ambos se façam presentes e se complementem no apoio mútuo em direção àqueles sobre os quais possuem responsabilidade.

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Suzana Mcauchar

Membro da Igreja há 35 anos, é casada e mãe de dois filhos. Psicóloga credenciada nos Serviços Familiares SUD. Serve como 1ª Conselheira na Sociedade de Socorro e como Professora na Escola Dominical. Trabalha com políticas públicas na Prefeitura de Juiz de Fora, além de ser professora universitária.
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