Podemos definir como sofrimento psíquico o fruto das experiências aversivas que nos ocorrem, abstratas ou concretas, acompanhado por emoções negativas de maior ou menor intensidade. Estas emoções podem ser capazes de interferir de modo prejudicial nas relações que mantemos conosco e com o mundo que nos rodeia, a ponto de fragilizar ou mesmo anular nossa capacidade e esforços de construção e crescimento, rompendo o bem estar e equilíbrio que todos necessitamos. Todos sofrem, de alguma forma: por si próprios, pelo outro, por situações inesperadas ou indesejáveis, pelo peso da rotina e tantos outros motivos. Também a vivencia cotidiana pode cumulativamente representar um fator desencadeante, e portanto deve ser levada em consideração.

Ansiedade, fobia, compulsão e depressão representam características da atualidade sobre o ser humano, resultante de um jogo de forças entre nós e tudo que nos rodeia, como por exemplo, nossos desejos e necessidades em relação aos impedimentos que nos são colocados. O sofrimento resultante desse conflito se expressa diretamente nas relações pessoais, profissionais e familiares, a partir do desconforto emocional que nos desestabiliza e engessa. Muitos de nós permanecem insatisfeitos e frustrados. Outros se sentem nostálgicos ou deprimidos. Existem aqueles que não conseguem se comunicar ou se expor. Tantos se escondem no mundo virtual, que se torna sua segunda pele. A lista dos sintomas que caracterizam o sofrimento psíquico se estende a perder de vista, porem sua essência é sinalizada por sua universalização.

Contudo, desperta a atenção dos psicólogos e demais profissionais de saúde a forte presença da depressão enquanto doença psíquica, considerada o mal do século por diversos teóricos, fantasma que nos persegue na modernidade, posmodernidade ou hipermodernidade, como são denominados os nossos tempos, tanto faz. No arcabouço dos sintomas depressivos encontramos a marca de duas emoções igualmente poderosas e negativas, como o medo e a culpa a atormentar o Homem contemporâneo.

Os estudiosos se esforçam para definir as origens do sofrimento psíquico: alguns acreditam na força da sociedade e do ambiente sobre o ser como causa, outros na fragilidade individual da pessoa frente ao mundo desafiante, e há os que defendem a junção dos dois fatores como gatilho para o surgimento das doenças psicológicas.

Entretanto o que nos move é a intencionalidade de buscar superações, provocar a promoção humana, levar as pessoas a alcançar patamares maiores e a se desenvolverem e se aperfeiçoarem. Enfim, desejamos ajuda-lo a compreender e solucionar seus problemas, tornando-se capaz de agir ao invés de somente receber ações… o que significa transformar-se no autor de sua própria historia.

Com este proposito, não raro precisamos buscar ajuda profissional para nos ajudar a resolver problemas que parecem insolúveis; medicações também podem ser utilizadas em alguns casos como auxiliares no tratamento; o apoio de amigos e familiares são poderosos aliados no enfrentamento das doenças emocionais. Estes recursos são possibilitados pelo Criador, que deu à humanidade a inteligência e o desejo de aprender, colocando-se a serviço do outro e c compartilhando saberes e aptidões para o aperfeiçoamento e desenvolvimento de todos. Sabedores deste fato, cabe-nos o direito de recorrer à providencia divina, que bondosamente nos socorre nas necessidades e alivia nossas dores. E quanto mais estivermos exercitando nossa fé e espiritualidade, mais facilmente atingiremos maiores níveis de força, equilíbrio e coragem, através da comunicação com nosso Pai celeste.

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Suzana Mcauchar

Membro da Igreja há 35 anos, é casada e mãe de dois filhos. Psicóloga credenciada nos Serviços Familiares SUD. Serve como 1ª Conselheira na Sociedade de Socorro e como Professora na Escola Dominical. Trabalha com políticas públicas na Prefeitura de Juiz de Fora, além de ser professora universitária.
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