Há quatro anos, o feriado de Páscoa da minha família tem destino certo: participar do Espetáculo Jesus, O Cristo. Geralmente, são quatro ou cinco apresentações na Semana da Páscoa, mas já houve anos que a maratona começou na semana anterior totalizando sete apresentações.

Toda a minha família participa. Meu esposo, Tércio, é o idealizador e diretor presidente do Espetáculo. Eu sou diretora executiva e ajudo nos bastidores distribuindo microfones ao elenco. Minhas duas filhas mais velhas participam desde 2012 e este ano tivemos a honra de incluir minha caçulinha de apenas três anos de idade no elenco.

São dias puxados. Geralmente somos os primeiros a chegar e, sempre, os últimos a sair. Lembro-me de ver fotos das minhas filhas nos camarins com grandes olheiras no rosto… Nada que uma boa maquiagem não conseguisse disfarçar. Lembro-me de vê-las “desmaiar” de cansaço dentro do carro quando finalmente conseguíamos finalizar a arrumação do local de apresentação. Mas tenho também visto a enorme empolgação delas de fazer parte de um elenco seleto que tem tido a oportunidade de apresentar a Paixão de Cristo nos maiores palcos do estado do Ceará.

O fato de ouvir e encenar repetidas vezes a história da Expiação e Ressurreição de Jesus Cristo tem ajudado minhas pequenas a entender o verdadeiro significado da Páscoa. Uma vez minha filha mais velha, Talita, me perguntou por que queriam matar Jesus. Tive a oportunidade de explicar que ele afirmava ser Filho de Deus, e os fariseus não aceitavam esse fato. Repetidas vezes nos pegamos cantando as músicas do Espetáculo dentro do carro. Todas elas pregam vibrante testemunho do Salvador. “Milagres são reais, quando se crer…” afirma o ex-cego de nascença. No momento da Expiação, duas solistas cantam, “Seu sangue deu, para pagar. A minha alma, resgatar. E que amor mostrou por mim. Em silêncio no Getsêmani”. Essas lições tem sido gravadas no coraçãozinho delas.

Lembro-me de uma ocasião específica quando aguardava o fim de uma fala para acionar o microfone de Herodes, ter visto Pilatos fitar o Cristo e perguntar reverentemente: “Quem és tu? Donde és tu?” De alguma forma que não consigo explicar, aquelas simples palavras penetraram profundamente minha alma e obtive mais um testemunho inequívoco que Jesus é o Cristo, o filho do Deus Vivo.

Como sou grata por fazer parte de um projeto tão espetacular que tem, ano após ano, nos ajudado a entender o significado real da Páscoa.

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Karla Alcoforado

Karla é graduada em Relações Públicas e Francês pela Brigham Young University em Provo. Serviu missão na Praça do Templo de Lago Salgado. É casada e mãe de três filhas. Diretora da Comunic Propaganda, onde atua com uma carteira diversificada de clientes nas áreas de publicidade, assessoria de imprensa, marketing digital e eventos.
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