Foi da experiência de dois anos como missionário d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons) nos Estados Unidos que o paulistano Jimmy Peixoto, 36 anos, tirou a ideia de criar um social commerce. Mais do que uma rede social ou de um site de vendas, o Piggme era um ambiente onde o dinheiro era direcionado para projetos sociais. Era. Pois, menos de dois anos depois do lançamento, a startup fechou. “Foi um mega sucesso, o maior da minha carreira. Fomos considerados uma das 12 empresas mais inovadoras do Brasil”, conta o fundador. Depois de 10 anos nos Estados Unidos, onde se formou em economia e contabilidade pela BYU Utah, Jimmy voltou ao Brasil e começou a trabalhar na Goorila, prestando serviços para companhias do ramo de telecomunicações. Lá, montou o primeiro clube de compras empresarial do Brasil, no qual empresas colocavam seus produtos à venda para os próprios funcionários. Foi quando teve o primeiro contato com o que seria a base do Piggme, anos depois. Outra experiência que o preparou para criar sua própria empresa foi quando esteve no cargo de diretor geral da startup de pedidos de táxi Safertaxi, entre 2012 e 2013. Em 10 meses, levou a empresa a estar entre as três maiores do Brasil.

Em agosto de 2013, ele decidiu que era hora de empreender e montar a empresa que já estava na sua cabeça desde os tempos de missionário mórmon: um social commerce. Ele conta que já vinha cozinhando a ideia desde a experiência como missionário, e que queria montar uma empresa que fosse sustentável financeiramente, mas não só isso: “Eu não queria abrir uma ONG, queria gerar receita, ter lucro. Mas, ao mesmo tempo, queria que o meu negócio ajudasse outras pessoas” Aos 32 anos, o paulistano calculou que aquele era o melhor momento para se arriscar em um negócio próprio: “Qualquer emprego está em risco o tempo todo. Empresas grandes demitem em massa, empresas pequenas fecham. Você nunca está 100% seguro de nada. Então, já que o risco existe para todos, preferi ter um risco maior e arriscar para fazer acontecer”. UMA INOVAÇÃO QUE ATRAIU INVESTIDORES O modelo de social commerce foi trazido ao Brasil pela Piggme, que se intitulava a primeira rede social do mundo baseada no conceito de crowdgiving: a associado tinha acesso a benefícios, ofertas de produtos e serviços enquanto era desafiado a doar recursos financeiros em prol de causas e pessoas que necessitem de ajuda. Tratava-se de uma combinação de rede social, e-commerce, programa de benefícios e doações. Na prática, funcionava assim: para se cadastrar no site, o usuário fazia uma assinatura (de 9,99 reais mensais) que lhe dava direito a fazer compras na loja virtual, participar das ofertas com grandes descontos e também a acumular pigmmes (a moeda própria da rede). As compras eram feitas com a moeda do site — um pigmme equivalia a 1 real. Também era possível acumular piggmes através de interações na rede social: compartilhar, curtir e postar rendiam um piggme cada ao autor. Convidar amigos também era recompensado com dinheiro virtual. Cada usuário podia acumular no máximo mil pigmmes por mês, que poderiam ser gastos fora do site por meio de um cartão Visa ao qual os assinantes tinham direito. A Piggme chegou a ter 100 mil usuários ativos (a expectativa era alcançar 1 milhão em 2015) e teve parceiros como a Claro, Cinemark, Multilaser e Netshoes, entre outros.

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Murilo Vicente L. Ribeiro
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Murilo Vicente L. Ribeiro

Murilo Vicente Leite Ribeiro é blogueiro desde 2004. Tecnólogo na Área de Transito e Transportes, é graduando em Pedagogia e tem especialização em Direito Público e Privado. Criador do blog Murilovisck, ficou em segundo lugar no top blog Brasil 2012. Hoje tem uma parceria com o pro. Carlos Wizard Martins para direção do site OsMormons.com. Casado, tem dois filhos e trabalha na área de licitações públicas. É Presidente da Estaca Goiânia Brasil Sul.
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