Cada um de nos precisa aprender a reconhecer os efeitos e sinais da graça de Cristo em nossas vidas para que possamos usufruir desse manancial de vida todos os dias. Necessitaremos constantemente dessa fonte inesgotável de recursos para nosso revigoramento diante do desgaste que nos corrói diuturnamente e dos problemas que temos que enfrentar, a rotina cansativa, etc. Além disso, muitas vezes nos vemos diante de catástrofes e acontecimentos imprevistos e fortes, como mudanças extremas, tragédias familiares, graves problemas de saúde, perdas financeiras e outros, que parecem nos desestabilizar momentânea ou prolongada mente.

Se mantivermos nossos olhos e ouvidos espirituais atentos, poderemos captar os efeitos da graça em nós, nos outros e no próprio ambiente, assim como podemos também imediatamente contagiar os demais com esse poder indescritível e fortemente transformador. Que se manifesta nos seres humanos, nos animais e demais seres do universo e em toda a natureza, levando-nos a resistir às intempéries da vida e trazendo a força extra que nos permite a recuperação de todo o nosso sistema.

Outro dia pude assistir a um filme em companhia de minha filha de dezenove anos, cujo cenário e tema tinham como pano de fundo as agruras vividas por uma família holandesa durante a segunda guerra mundial, por ocasião da ocupação nazista. O protagonista, jovem de 12 anos de idade, se vê obrigado a suportar inúmeras vicissitudes, como assistir ao fuzilamento do pai, descobrir a traição de seu tio infiltrado na própria família a serviço dos alemães, ser obrigado a mata-lo para salvar a sua irmã e o cunhado, além de muitas outras dificuldades.

Com o fim da guerra, todas se põem a comemorar, mas o menino se encontra aos pedaços, moralmente destruído e não consegue socializar, nem sair de casa. Após vários esforços para ajuda-lo, em algum momento um companheiro o busca e lhe oferece uma tira de borracha tirada de um avião caído ali por perto, que muito tímido e desinteressado o menino se põe a girar e girar, até que a tira sobe ao céu e ele volve os olhos para cima e sorri, reaprendendo a brincar, esperançoso pela primeira vez, após tanto sofrimento. E o filme se encerra neste momento.

No dia seguinte perguntei a minha filha o que poderíamos aprender com tudo aquilo e o que mais a havia sensibilizado. Chegamos à conclusão que a ultima cena representou tudo o que foi refletido acima e que tentei colocar em palavras, que o poder fortalecedor e capacitador do Salvador está a disposição de toda e qualquer criatura sobre a terra não somente hoje , mas desde o momento em que aqui foi colocada, para viver as experiências terrenas. Este maravilhoso poder testifica que não estamos sós, que Ele tudo provê e tudo proverá, de acordo com nossas necessidades e desejos justos.

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Suzana Mcauchar

Membro da Igreja há 35 anos, é casada e mãe de dois filhos. Psicóloga credenciada nos Serviços Familiares SUD. Serve como 1ª Conselheira na Sociedade de Socorro e como Professora na Escola Dominical. Trabalha com políticas públicas na Prefeitura de Juiz de Fora, além de ser professora universitária.
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