Já ministrei muitos cursos de oratória na Igreja usando vários manuais e livros, mas nenhum material, a meu ver, é mais simples e eficiente do que o chamado “O Livro Mágico da Oratória”.

Preparado pela antiga “Associação de Melhoramentos Mútuos” (atual ORM), este pequeno livro, de fácil assimilação, ajudou inúmeros membros a falarem melhor na Igreja, em discursos, serões, ou qualquer outro evento.

Se você quiser falar melhor, as técnicas deste livro antigo podem ajudar bastante!

Vou transmitir, em várias partes, as dicas deste “Livro Mágico de Oratória”.

Em primeiro lugar, o livro diz que na Igreja (e eu acrescento:em qualquer outro lugar também) dificilmente podemos escapar de sermos chamados, de vez em quando, a fazer um discurso, ministrar uma aula, fazer uma oração ou fazer um comentário a respeito de algum assunto.

O que a maioria das pessoas faz, quando isso acontece, é entrar em pânico, mas com simples conhecimentos que vamos ver agora e depois, poderemos nos sair bem nessas ocasiões, se tivermos em mente regras simples de oratória.

Um discurso (ou aula, ou apresentação qualquer), deve ter Começo, Meio e Fim, para que fique inteligível e interessante.

Então, um bom discurso deve ter uma curta INTRODUÇÃO. Pode ser uma pergunta, uma Escritura interessante, uma pequena história bem humorada ou uma referência de algum autor interessante. O LMO (Livro Mágico de Oratória) diz que a introdução deve ser relacionada ao tema, assim como tudo no discurso, aliás! Não fica bem se abrir um discurso contando uma história sobre a Apostasia, e depois falar sobre Palavra de Sabedoria, terminando o discurso abordando o tema dos Últimos Dias!…

Se misturarmos muitos assuntos num mesmo discurso, os ouvintes não reterão em suas memórias quase nada do que dissermos, mas se fizermos uma introdução a respeito dos Dez Mandamentos, depois abordarmos no corpo do discurso o tema dos Dez Mandamentos e finalizarmos prestando um testemunho a respeito dos Dez mandamentos, com certeza os ouvintes lembrarão que você falou a respeito dos Dez Mandamentos!

Então, uma Introdução curta a respeito do tema a ser abordado no discurso é a primeira coisa a ser lembrada.

O LMO fala que pode-se até pular essa parte (introdução), e entrar direto no assunto, mas tenho visto que os muitos oradores, na maioria das vezes, fazem uma introdução, quebrando o gelo contando uma piada (de bom gosto), ou aproveitando algo que aconteceu no momento em que ia começar a falar. Vou citar dois exemplos de Introdução que nunca esqueci.

1º Exemplo: O Pres.Shirts, um de meus Presidentes de Missão (o outro foi o Hélio da Rocha Camargo) levantou para falar mas, quando chegou ao púlpito, entrou uma interferência no sistema de som: era um rádio amador que existia perto da capela, e o som da voz do homem do rádio assustou todo mundo. O Pres. Shirts, sem titubear, aproveitou o incidente e abriu seu discurso dizendo:-“Eu pensei que era a Segunda Vinda! ” (claro que todos nós, missionários, rimos bastante- e, mais importante– eu me lembro disso que aconteceu, e isso foi há mais de 35 anos!).

2º Exemplo: Certa vez, quando eu fui discursar, ao chegar ao púlpito, uma criança começou a chorar tão alto que sua mãe pegou-a no colo e saiu da capela. Eu aproveitei e disse:”- Essa criança não quer mesmo ouvir o meu discurso!” – muita gente riu.

Isso quebrou o gelo, e depois falei tranquilamente.

Então, para finalizar essa primeira parte com dicas de como se fazer um bom discurso, aproveitando ideias do Livro Mágico de Oratória, comece seu discurso com uma Introdução interessante e curta, usando uma pergunta interessante, uma Escritura, uma citação de um autor importante, ou (eu acrescento), aproveitando alguma coisa que acontece inesperadamente, quando você for iniciar a falar.

Voltaremos breve com mais dicas!

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Luiz Polito

Luiz Polito serviu na Missão Brasil Rio de Janeiro (1978/80). É músico e microempresário. Proprietário de um Sebo Virtual, chamado Higino Cultural. E atualmente serve como Consultor de História da Família na Ala Bauru - Estaca Bauru.
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