Quando era criança, eu tinha um sonho. Eu queria que existisse um grande videocassete celestial. Pensava em como seria bom se, depois de minha partida deste mundo, eu me encontrasse com o Criador, ele sentasse pacientemente comigo para me mostrar um filme gravado com toda a minha vida e me explicasse afinal: o que é que ele esperava de mim em cada uma daquelas situações? (note que na época ainda não havia o DVD, nem o Blue-Ray, mas eu já sonhava com algum tipo de arquivo nas nuvens rsrsrs).

Depois que me batizei na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, aos 39 anos de idade, meu sonho finalmente se realizou! Desde que renasci na pia batismal há quase um ano, eu sinto que a companhia do Espírito Santo me mostra dia-a-dia o que devo fazer. As escrituras estão sempre à mão para os momentos de maior dúvida. E os conselhos dos amigos da Igreja também fazem parte das mensagens que recebo sobre os rumos que devo seguir.

Temos o livre arbítrio, é claro, mas estou falando sobre usar de sensibilidade para saber o que o Pai Celestial espera de nós. Para mim funciona bem. E, melhor ainda, explica minhas memórias arquivadas também! Isso significa que, quando penso no que se passou em minha vida, o entendimento sobre tudo toma novas formas à luz do que venho aprendendo em nossa religião. E foi assim que eu percebi o quanto Deus me abençoou por uma trajetória que começou quando eu ainda estava no colegial!

Naquela época, eu tinha 16 anos de idade e sofria bullying. Sério, os garotos adoravam pegar no meu pé por tudo e tiravam sarro de mim o tempo todo. Mas um desses meninos, o Cláudio, um belo dia foi dar um saque de Vôlei com muita força e deslocou o ombro – saiu da quadra do colégio direto para o hospital. Naquela mesma tarde eu liguei para ele para saber se estava bem! Foi a irmã do Cláudio, que depois se tornou uma grande amiga, quem me contou a reação dele quando desligou o telefone: “eu não acredito, eu pego no pé do cara o tempo todo e ele me ligou pra saber como eu estou???” – daquele dia em diante eu e o Cláudio nos tornamos grandes amigos, e somos até hoje, numa amizade que já dura mais de 20 anos. Sei que o Pai Celestial ficou muito contente com o meu gesto, que foi além do perdão, já que me recompensou grandiosamente pelo meu feito: além de desfrutar da amizade dele por todos esses anos, ainda tive um bônus: foi uma amiga da nossa turma em comum quem resolveu me apresentar a uma tal Maria Carolina de Almeida… que atualmente vem a ser a Sra. Maria Carolina de Almeida Marcondes. Precisamos mesmo esperar chegar do outro lado do véu para saber o que o Pai Celestial espera de nós? A hora de viver a vida é agora, enquanto há tempo de viver bem. Conte com a ajuda dos Mórmons para compreender isso!!!

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Eduardo Marcondes

É jornalista há 20 anos, com ênfase na atuação em Rádio e Televisão. Foi repórter, editor e apresentador, com passagens por praticamente todas as emissoras com sede na capital paulista, entre elas o Grupo Bandeirantes e o SBT. Atualmente faz trabalhos de textos em parceria com alguns empresários e escreve regularmente na internet há pouco mais de ano.
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