Este é um post para os adultos solteiros. Cada vez mais, menos casamentos têm acontecido na idade que é a mais propícia para se iniciar uma família. Diversos podem ser os fatores que levam a este quadro. Gostaria de tratar de alguns deles aqui.

O ponto mais óbvio é crer que os rapazes não estão sabendo abordar as moças, conversar com elas, serem convincentes em suas intenções. O Élder Oaks, falando a esse respeito, disse: “Rapazes, se vocês retornaram da missão e ainda estão seguindo o padrão de interação entre rapazes e moças que foram aconselhados a seguir quando tinham menos de 16 anos, é hora de crescerem: criem coragem e procurem uma moça com quem sair.”

Forte, não? Realmente, não é difícil ver homens que já retornaram de uma missão de tempo integral –- e portanto sabem como falar com as pessoas, como se relacionar com os outros, como fazer e obter compromissos –- continuarem com atitudes infantis, conversando sobre assuntos pouco interessantes para as irmãs, andando em bandos, como garotos juvenis. A palavra é: cresçam!

Bem, talvez um dos grandes desafios seja decidir com quem sair para conhecer melhor para o casamento. Muitos procuram a pessoa “perfeita”. O Élder Scott ensinou sobre isso: “Nós não podemos procurar a mulher perfeita. Se a encontrar ela não se casaria com você. Você tem que encontrar alguém com os mesmo valores, com testemunho em Jesus Cristo e o desejo de obedecer aos mandamentos Dele, que tenha o desejo de formar uma família e ter filhos. Quando você encontrar alguém assim com as qualidades básicas e boas, não tenham medo de seguir no processo de escolher ela como esposa. O que eu faria é sair com diversas pessoas como expliquei e que também tenham a mesma prioridade de casar-se.”

O Élder Oaks acompanha o que disse o Élder Scott: “”Comecem com vários encontros com várias moças e, quando essa fase resultar em uma boa possibilidade, passem à fase do namoro firme. É hora de se casarem. É isso que o Senhor deseja para Seus jovens filhos adultos (tanto homens como mulheres).”

Isso mesmo, irmãos: ‘vários encontros, com várias moças’. Moças, nada de discriminar o rapaz que a leva para passear hoje, e amanhã já está passeando com outra. Ele está fazendo o certo. Observando. Analizando. Haja de maneira a convencê-lo de que ele deve tornar a convidá-la e, se isso acontecer, as chances de progresso serão grandes, certamente.

Talvez a moça deseje sair mais vezes com aquele rapaz em especial, para conhecê-lo melhor. E para que ele a conheça melhor, é claro. Nenhum problema nisso. Porém, é sempre bom deixar claro qual objetivo do encontro. Como também disse o Élder Oaks: “”Moças, se quiserem persuadir os rapazes a propor encontros mais frequentes, é bom que fique claro para ambos que o fato de terem um encontro não significa que terão um compromisso sério.””

Há um maneira de se fazer isto corretamente. O Élder Oaks ensinou isto, citando sua neta: “”Homens, cabe a vocês tomar a iniciativa, e vocês devem tomá-la. Se não souberem o que é um encontro, talvez esta definição, que ouvi de minha neta de dezoito anos, ajude: Um ‘encontro’ precisa passar no teste dos três Ps: (1) Planejado com antecedência, (2) Pago pelo rapaz e (3) Para os dois apenas.””

Muito bom este check-list dos Ps! Vamos ver o que os líderes têm ensinado a respeito de cada um destes pontos:

1 – Planejado com antecedência

Planejar é uma parte muito importante dos encontros para conhecer melhor uma moça ou um rapaz. Atividades decididas e realizadas às pressas podem parecer divertidas. Mas, geralmente, não passam disso. Quando você planeja bem, pode extrair mais do encontro para o progresso do futuro relacionamento. Além disso, seu encontro pode se tornar bem mais barato se houver um planejamento feito por ambos, com total consciência e compreensão das limitações financeiras que cercam esta fase da vida.

Disse o Élder Scott: “Rapazes não podem sair como beija-flores. Não vão apenas ao cinema, vão a um museu de arte ou a um parque, ou a uma apresentação musical, ou apenas sentem-se para conversar. Quanto mais prática tiverem nisso, mais fácil será encontrar a pessoa para se selar. (…) na Igreja devemos fazer desta maneira.”

Variar os locais dos encontros é algo positivo. Disse o Élder Scott: “Produzam circunstâncias diferentes para cada encontro. Certa vez vocês vão querer ir ao museu, outras vezes no baile, às vezes visitar alguém doente. E fazendo isso, observar como são as reações da pessoa nestas atividades.”

2 – Pago pelo rapaz

Cada vez mais o mundo tenta dizer que homens e mulheres são iguais. Não são. Embora a tônica no mundo seja da divisão igualitária de responsabilidades, sabemos que a divisão de responsabilidades se dá de maneira justa quando respeita o papel de cada um. Em um encontro a dois, é do rapaz a responsabilidade pelas despesas. E é a responsabilidade da moça não abusar disto, é claro. Isto não significa que, eventualmente, a moça não possa pagar o picolé depois que o rapaz pagou o transporte, o lanche e o ingresso para o parque. Isto deve ser feito de maneira natural, não como uma tentativa de dividir responsabilidades.

Disse Élder Oaks: “Moças, evitem o excesso de programas em grupo e incentivem os encontros simples, baratos e frequentes. Não facilitem para os rapazes a realização de atividades em grupo em que vocês, mulheres, providenciam o alimento. Não sustentem os aproveitadores. Uma atividade em grupo ocasional é aceitável, mas, quando virem homens cuja principal interação com o sexo oposto são as atividades em grupo, creio que vocês devem trancar a despensa e passar a chave na porta da frente. Se fizerem isso, pendurem também um aviso na porta, dizendo: ‘Abriremos para encontros individuais’ ou algo assim.”

3 – Para os dois apenas

Atividades grupais para casais que estão se conhecendo com o propósito de encontrarem alguém para o casamento não é algo muito inteligente.

O Élder Scott disse: “Sair em grupos para fazer “nada” não é a maneira de encontrar alguém. Sair em duas ou quatro pessoas no máximo é mais apropriado. Sair em grupo não dá oportunidade para conhecer as características. Precisa sair em duas pessoas para fazer algo interessante juntos. Não há problema de um rapaz e uma moça saírem uma ou duas vezes e não dar certo e não sair mais com a pessoa.”

Vejam o que ensinou o Élder Oaks sobre isto: “Meus jovens amigos solteiros, aconselhamos vocês a canalizarem seu convívio com o sexo oposto para os encontros e o namoro, que têm o potencial de amadurecer e levar ao casamento, e não para as atividades de grupo que apenas têm a probabilidade de, ao amadurecer, levá-los a praticar esportes de equipe, como o futebol. O casamento não é uma atividade de grupo — ao menos até os filhos chegarem em grande número.”

Espero que estes conselhos possam ser úteis a vocês. Já fui um de vocês. Fiquei o menor número de anos que pude no programa dos adultos solteiros, pois sabia que aquele era um lugar de passagem, não o meu destino. Espero que seja assim para vocês também. Isto depende, em grande parte, de suas decisões. O casamento é sua meta?

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Antonio Carlos Lima

Antonio Carlos Lima mora em Aracaju/SE. Serviu na Missão Brasil Brasília, de 1991 a 1993. Atualmente, serve como 2º Conselheiro no Bispado. Casado, é pai de 2 filhos.
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