Ao inaugurar esta coluna, pus-me a ponderar cuidadosamente sobre que tema abordar; sendo uma mulher-mãe a interagir entre os 7 bilhões de seres viventes no planeta , acho pertinente conversar sobre a maternidade e suas vicissitudes, no mês dedicado às mães. Cada ato, pensamento ou intencionalidade nossa, assim como quaisquer de nossas vibrações , boas ou más, reverberam para fora de nós em direção ao mundo, e contagiam o outro. Por isso dizemos que certas pessoas nos alegram com sua presença, outras nos entristecem, imaginemos então este efeito em massa, ou seja, o efeito contagioso da emoção de muitos a contagiar muitos.

Em se tratando da maternidade e seus mistérios, esta encerra em si algo singular para cada mulher, que se tona impossível descrever. Para algumas será algo sublime, para outras surreal, para outro grupo nem tanto. É impossível descrever as reações das pessoas diante de fatos que podem ser tão sagrados e desafiantes até o limite da compreensão humana, da capacidade de suportar e superar dificuldades que são inerentes ao ato e fato de ser mãe.

Assim, nossas emoções, pensamentos e sentimentos, nosso modo de encarar a vida, nossas concepções e crenças serão o arcabouço socioemocional e psicológico em que se apoiarão as nuances performáticas da nova personalidade que está a se formar sob os nossos cuidados, de acordo com as emanações que estamos a efluir para aquele pequeno ser que milagrosamente foi gerado em nós. Por isso a comunicação entre mãe e filho ocorre instantaneamente numa relação que chamamos simbiótica, onde ambos dependem um do outro. Da mesma forma que o filho necessita dela para sobreviver tanto física quanto emocionalmente, esta também precisa dele para que sua mente e equilíbrio pessoal também permaneçam estáveis, para que sua felicidade seja real.

Em nossos dias atuais, contudo, temos visto cada vez mais aberrações que fogem ao padrão normal das relações humanas saudáveis e duradouras, que servem de base para a formação de seres humanos sadios e futuros cidadãos solidários e cooperativos. Uma das razões que explicam esta grave crise de caráter moral, social e humano consiste no afastamento dos princípios benéficos que advém da prática de conceitos simples como o amor, respeito e fidelidade no interior dos lares.

Estes, se vivenciados naturalmente desde cedo pelo casal, se tornam cultura por parte da família e se disseminam entre os filhos e em seu círculo de forma automática e sem esforço, de modo a construir famílias bem sucedidas e fortes, e assim sucessivamente. Certamente, o impacto social dessas práticas será altamente desejável por sua influencia positiva e em todos os segmentos das esferas sociais. É fácil perceber o poder das mães, no que concerne à sua presença serena e meiga, seu sorriso, sua beleza, mesmo que não seja bela aos olhos do mundo, mas que será bela aos olhos dos seus, na medida em que trouxer segurança, paz e esperança àqueles que tem por missão apresentar o mundo.

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Suzana Mcauchar

Membro da Igreja há 35 anos, é casada e mãe de dois filhos. Psicóloga credenciada nos Serviços Familiares SUD. Serve como 1ª Conselheira na Sociedade de Socorro e como Professora na Escola Dominical. Trabalha com políticas públicas na Prefeitura de Juiz de Fora, além de ser professora universitária.
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