Muitos dos homens que foram treinados para ser missionários mórmons passaram a tornar-se as pessoas mais ilustres no mundo dos negócios e vida cívica. Tenho observado esse número de homens mórmons proeminentes aumentando, conforme aumentam-se também o número de jovens que vão servir como missionários d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Há alguns anos, as revistas Newsweek e Bloomberg Businessweek focaram suas principais matérias no trabalho dos missionários mórmons. Além dessas importantes publicações, a revista Foreign Policy publicou um artigo de Molly Worthen, que argumentou que a experiência missionária dos candidatos à presidência da república em 2011, Mitt Romney na França e de Jon Huntsman Jr. no Taiwan, moldaram sua maneira de fazer política.

“Durante o último século e meio, a igreja mórmon se tornou uma das organizações mais internacionais do mundo”, escreveu Worthen. “Esse ethos missionário global tem implicações de como um futuro presidente dos EUA mórmon – especialmente ex-missionários como Romney (França) e Huntsman (Taiwan) – veria negócios estrangeiros”.

Esse artigo em especial faz uma análise de como os missionários d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em terras estrangeiras devem equilibrar compromisso com uma ideologia de “flexibilidade pragmática” – atributos que podem vir a calhar quando estão envolvidos nos interesses norte-americanos contra potências estrangeiras.

Worthen também observou no artigo que “há rumores de que” as agências de inteligência americanas (CIA e FBI) dependem fortemente de mórmons como seus melhores agentes.

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O artigos da Businessweek, intitulado “MBAs de Deus: Por que as Missões Mórmons produzem líderes“, por Winters Caroline, analisou como as missões Mórmons são locais de reprodução de CEOs para as empresas e elites empresariais.

Além da lista dos 40 empresários mais importantes do mormonismo, o artigo dá razões pelas quais alguns missionários mórmons tornam-se grandes homens dos negócios ainda na meia-idade. “Muitos dos homens que se prepararam para as suas missões aqui (no CTM de Provo)”, escreveu Winters, “passaram a se tornar entre os rostos mais distintos e reconhecíveis em empresas americanas e da vida cívica.”

Na Capa da Newsweek, Mitt Romney foi retratado como um missionário. A história mencionou que “Mitt Romney aprendeu francês em sua missão na França, enquanto Jon Huntsman aprendeu chinês mandarim em Taiwan.”

Certamente, a disciplina, a administração do tempo, as experiências vividas com outras culturas e idiomas, o desenvolvimento do espírito de liderança e o senso de altruísmo sendo aplicados em rapazes tão jovens, acabam por trazer a eles uma formação além do normal, comparado aos jovens de mesma idade que não passam por este tipo de experiência.

Ser um missionário mórmon é uma experiência de crescimento estratosférico na vida de um jovem. Além disso, a própria doutrina da Igreja que centraliza na família, ajuda no processo pós missão, quando a maioria desses jovens voltam para casa, se casam, procurando viver segundo aquilo que aprenderam como missionários, com um senso de responsabilidade e disposição acima da média de sua faixa etária. Ser um missionário mórmon é preparar-se para ser um grande líder, não somente na Igreja, mas na sociedade como um todo.

Murilo Vicente L. Ribeiro
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Murilo Vicente L. Ribeiro

Murilo Vicente Leite Ribeiro é blogueiro desde 2004. Tecnólogo na Área de Transito e Transportes, é graduando em Pedagogia e tem especialização em Direito Público e Privado. Criador do blog Murilovisck, ficou em segundo lugar no top blog Brasil 2012. Hoje tem uma parceria com o pro. Carlos Wizard Martins para direção do site OsMormons.com. Casado, tem dois filhos e trabalha na área de licitações públicas. É Presidente da Estaca Goiânia Brasil Sul.
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