Publicado originalmente na revista Ensign, em agosto de 1992.

Tradução: Marcelo Bighetti.

Revisão: Henrique Serra e Phil Jones.

Tradução em português autorizada pela autora.

Distribuição autorizada pela Divisão de Propriedade Intelectual de

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, junho de 2017.

Desde a morte do Profeta Joseph como mártir em Carthage, Illinois, alguns santos dos últimos dias se decepcionaram devido ao fato de que a esposa de Joseph, Emma, não seguiu com a Igreja no êxodo dos santos para o oeste em 1846-1847.

Os descendentes de Emma e Joseph cresceram separados de A Igreja de Jesus Cristo do Santos dos Últimos Dias. No entanto, eu sabia pouco sobre essas coisas, pois nosso ramo da família há muito fora removido de nossa herança Smith. Enquanto crescia em uma fazenda próxima a Ronan, Montana, eu sabia que tinha um parente chamado Joseph Smith, mas não me lembro de ter ouvido a palavra “mórmon” ou visto um Livro de Mórmon até quase me tornar adulta.

Embora uma religião organizada não fosse parte proeminente de minha vida, lembro-me de ansiar em meu coração por uma relação com Deus. Quando eu tinha dezessete anos, nossa família se mudou para Conrad, Montana, onde consegui um trabalho como babá com uma família SUD. Em agosto de 1955 eles me apresentaram aos missionários, Élder James Waldron e Élder Dean Richins, os quais estavam animados em saber sobre meu parentesco com Joseph Smith. Eles me contaram sobre a Primeira Visão e me deram um Livro de Mórmon.

O Élder Waldron disse: “Este é um exemplar do Livro de Mórmon. Foi traduzido pelo poder de Deus por seu tataravô, e é verdadeiro”. Ao pegar o livro nas mãos, todo meu ser pareceu emocionar-se por completo com uma convicção abrangente. “É verdade! Realmente é verdade!”

Fui batizada em 17 de março de 1956. Depois de minha conversão, sempre que os membros da Igreja ficavam sabendo do meu parentesco com o profeta, me mostravam uma gentileza incomum por causa da reverência que tinham por ele.

Porém, descobri que havia uma atitude diferente em relação a Emma. Um dia, quando estava na sala da Sociedade de Socorro, notei o retrato de uma mulher com cabelos escuros. Curiosa, me aproximei. Na placa de identificação li a inscrição: “Emma Hale Smith, Mulher Eleita, Primeira Presidente da Sociedade de Socorro”. Fascinada ao ver finalmente um retrato de minha tataravó, pensei: Como ela é bonita! Fui tomada de sentimentos de amor por ela. Mas meus pensamentos foram interrompidos quando alguém atrás de mim disse: “Meu marido diz que eles deveriam tirar o retrato dessa mulher da parede da igreja”. Chocada com o tom, assim como com as palavras, fiquei incomodada e me perguntei qual o motivo daquele julgamento de Emma.

Posteriormente, enquanto lia o livro História do Profeta Joseph Smith por Sua Mãe, descobri o tributo de Lucy Mack Smith a Emma: “Em toda minha vida, jamais conheci uma mulher que conseguisse suportar todo tipo de cansaço e dificuldade, mês após mês, ano após ano, com inabalável coragem, zelo e paciência como ela o fez; pois sei que o que teve de suportar — foi atirada num oceano de incertezas — tendo de enfrentar as tempestades da perseguição e a fúria de homens e demônios, teria, quase sem exceção, derrubado qualquer outra mulher”.1

Fiquei fortemente impressionada pelo contraste entre as palavras amáveis de alguém que a conheceu e o julgamento de quem não a conheceu.

Aprendendo com Emma

Depois de trinta e cinco anos de pesquisa e muita luta em minha alma, satisfiz minha busca para entender o que pode ter levado às diversas reações a respeito de Emma. Encontrei na vida de Emma um exemplo de onde podemos obter sabedoria e aprender muito com relação ao amor redentor de nosso Salvador, Jesus Cristo.

Emma nasceu em 10 de julho de 1804, filha de Isaac e Elizabeth Lewis Hale. Os Hale cultivavam o solo perto de Harmony, Pensilvânia, e administravam uma pousada de campo. Emma e Joseph se conheceram quando ele se hospedou na pousada do pai enquanto trabalhava na região. Isaac se opôs firmemente ao cortejo deles, mas Joseph se declarou a Emma, e ela, “preferindo ele a todos os outros” que conhecera, aceitou.2 Casaram-se na casa de Squire Thomas Tarbel em South Bainbridge, Nova York, em 18 de janeiro de 1827.

Naquele outono, Joseph obteve as placas de ouro e continuou sua missão: ser um instrumento nas mãos de Deus para a restauração do evangelho. Emma serviu como escrevente durante os primeiros esforços dele em traduzir o Livro de Mórmon. Ela foi batizada em 28 de junho de 1830, pouco depois que a Igreja fora organizada. Em julho de 1830 o Senhor resumiu a missão dela em uma revelação: “És uma mulher eleita, a quem chamei. (…) O dever de teu chamado será confortar meu servo Joseph Smith Júnior, teu marido, em suas aflições.” (D&C 25:3, 5) Ela também foi instruída a compilar um livro de hinos para a Igreja, e foi advertida a “continuar em espírito de mansidão, acautelando-[se] contra o orgulho”. (D&C 25:11–14.)

A benção patriarcal de Emma, dada em 9 de dezembro de 1834 por seu sogro, Joseph Smith Sr., apresenta informações importantes referentes às contribuições de Emma para a Restauração, como o Senhor via Emma e o que Ele prometera a ela.

Emma (…) és abençoada pelo Senhor, por tua fidelidade e veracidade, serás abençoada com teu marido e te regozijarás na glória que virá sobre ele. Tua alma tem sido afligida por causa da iniquidade dos homens em procurar a destruição de teu companheiro, e toda tua alma tem perdurado em oração pela libertação dele; regozija-te, pois o Senhor teu Deus ouviu tuas súplicas. Tu te afligiste pela dureza de coração dos da casa de teu pai, e ansiaste pela salvação deles. O Senhor respeitará teus clamores, e por Seus julgamentos Ele fará com que alguns deles vejam sua insensatez e arrependam-se de seus pecados; mas será pela aflição que serão salvos. Verás muitos dias, sim, o Senhor poupar-te-á até que estejas satisfeita, pois verás teu Redentor. Teu coração regozijar-se-á na grande obra do Senhor, e ninguém tirará de ti teu regozijo. Lembrar-te-ás sempre da grande condescendência de teu Deus em permitir-te acompanhar meu filho [Joseph] quando o anjo entregou o registro dos nefitas aos cuidados dele. (…) Serás abençoada com entendimento, e terás poder para instruir teu sexoNT1, ensinar retidão a tua família, e o caminho da vida a teus pequenos, e os santos anjos zelarão por ti e serás salva no reino de Deus, mesmo assim, Amém.”3

Uma Mulher de Compromisso no Sofrimento

Durante os dezessete anos de seu casamento, nove filhos nasceram a Joseph e Emma, e dois foram adotados. Os primeiros três filhos de Emma morreram logo após o nascimento: Alvin em 1828 e gêmeos em 1831. Eles adotaram gêmeos, Joseph e Julia Murdock (nascidos em 1º de maio), cuja mãe Julia, morrera no dia seguinte ao nascimento dos gêmeos de Emma, deixando um marido desolado incapaz de cuidar dos bebês. O pequeno Joseph Murdock morreu em março de 1832 como resultado da exposição ao frio extremo durante um incidente com uma turba violenta. No mês de novembro seguinte, Emma deu à luz um filho saudável, Joseph Smith III. Embora Emma apreciasse os pequenos Julia e Joseph, afligiu-se com a perda de seus bebês.

O Senhor consolou Emma em sua benção patriarcal: “Viste muita tristeza porque o Senhor tirou–te três de teus filhos. Nisto não serás culpada, pois Ele conhece teus desejos puros de criar uma família, para que o nome de Meu filho [Joseph Smith Jr.] possa ser abençoado. E agora, eis que te digo, assim diz o Senhor, se creres, ainda serás abençoada (…) e terás outros filhos, para alegria e satisfação de tua alma, e para o regozijo de teus amigos.”4

A fé de Emma foi recompensada: Frederick nasceu em 1836, e Alexander (meu antepassado) em 1838. Don Carlos nasceu em 1840, mas morreu quatorze meses depois. Um filho sem nome nasceu morto em 6 de fevereiro de 1842; e David Hyrum nasceu em 1844, quatro meses após a morte de seu pai.

Emma nunca teve um lar fixo até Nauvoo. Devido à perseguição e ao progresso da obra do Senhor, os membros da Igreja se mudavam de estado para estado. Emma sofreu muita tribulação. Foi roubada e ridicularizada; ela e os filhos muitas vezes passaram fome. Ainda assim, lutou para prover a seus filhos durante os aprisionamentos e as longas ausências de Joseph.5 Muitos santos a ajudaram, mas alguns se aproveitaram, aumentando seriamente suas dificuldades e solapando sua confiança.6 Enquanto Joseph e outros líderes da Igreja ficaram presos injustamente em Liberty, Missouri, Emma e seus quatro filhos tornaram-se parte do maior êxodo da Igreja no estado, depois que a ordem de extermínio foi emitida em 27 de outubro de 1838 pelo governador de Missouri, Lilburn Boggs.7

Em Quincy, Illinois, Emma expressou sua lealdade a Joseph em março de 1839 com estas palavras:

Não tentarei escrever completamente meus sentimentos, pois a situação em que estás, as paredes, barras e ferrolhos, os rios turbilhonantes, riachos deslizantes, as colinas elevadas, os vales declivosos e as amplas pradarias que nos separam, e a cruel injustiça que inicialmente te lançou na prisão e ainda te mantém aí. (…) Não fosse pela inocência consciente e a direta interposição da divina misericórdia, estou bem certa de que nunca teria sido capaz de perseverar pelas cenas de sofrimento que tenho passado (…) mas ainda vivo e estou disposta a sofrer mais se for a vontade do amável céu, e que devo por sua causa (…) e se Deus não registrar nossos sofrimentos e vingar nossos males naqueles que são culpados, estarei tristemente enganada. (…) Você deve estar surpreso com minha má escrita e meus modos incoerentes, mas a tudo me perdoarás quando refletires sobre como seria difícil escreveres quando tuas mãos estivessem enrijecidas pelo trabalho árduo e teu coração abalado pela intensa ansiedade (…) mas espero que ainda tenhamos dias melhores. (…) Tua sempre afetuosa. Emma Smith.”8

A Compaixão e o Serviço de Emma

Os cuidados de Emma para com um sem número de santos doentes e desabrigados assim como seus cuidados para com a família de Joseph – seus pais, irmãos e irmãs, sobrinhas e sobrinhos – são lendários. O trabalho de Emma na Igreja logicamente incluía cuidar dos negócios de Joseph em sua ausência e cuidar dos filhos. Sua compilação de hinos datada de 1835 foi na verdade publicada em 1836. Ela continuou a coletar hinos para outros hinários até o momento em que Joseph morreu. De acordo com os registros do Templo de Nauvoo, ela foi batizada no Rio Mississipi em 1840 por seus parentes falecidos. Demonstrou coragem e inteligência, defendendo Joseph em sua carta ao Governador de Illinois, Carlin.9 Em seu chamado como primeira presidente geral da Sociedade de Socorro, estabeleceu um exemplo de forte liderança. Suas instruções sobre o serviço de solidariedade deram o tom para gerações de membros da Sociedade de Socorro sobre o tema que promoveu: “A Caridade Nunca Falha”. (ver I Cor. 13:8)

Emmeline B. Wells, contemporânea de Emma, escreveu sobre ela: “A irmã Emma era benevolente e hospitaleira; ela traçou em torno de si um grande círculo de amigos, que eram bons companheiros. Ela era maternal por natureza aos jovens, tendo sempre uma casa cheia para entreter ou ser entretida. Era muito animada e os irmãos e irmãs tinham grande respeito por ela. Emma era um grande consolo para o marido em todas as perseguições e duras provações pelas quais ele passou. Estava sempre pronta para incentivá-lo e consolá-lo, dedicada aos interesses dele, e estava constantemente perto dele sempre que possível. Era uma rainha em seu lar, por assim dizer, e amada pelas pessoas, muitas das quais tinham dívidas para com ela por seus favores e bondade.”10

O profeta escreveu em seu diário, refletindo sobre uma visita de Emma enquanto ele estava em grande dificuldade em 1842: “Que prazer indescritível e que êxtase de alegria dilatou meu peito, quando a peguei pela mão, naquela noite, minha amada Emma – ela que era minha esposa, sim, a esposa de minha juventude, e a escolha do meu coração. Muitas foram as reverberações de minha mente quando contemplei por um momento as muitas situações que fomos chamados a passar, as fadigas e labutas, tristezas e sofrimentos, e as alegrias e consolações, de tempos em tempos, que espalharam-se por nosso caminho e coroaram nossas necessidades. Oh, que mistura de pensamentos encheu minha mente no momento, novamente ela está aqui, sim, na sétima purgaçãoNA1 – destemida, firme e inabalável – imutável, afetuosa Emma!”11

Selada a Joseph

Nos registros das primeiras investiduras em Nauvoo há um documento que registra que Emma recebeu ordenanças sagradas de Joseph, e ela as administrou sobre a direção de Joseph a muitas outras mulheres.12 Um dos deveres de Emma como esposa do profeta era supervisionar a parte feminina das ordenanças. Joseph e Emma foram selados para o tempo e para toda a eternidade e receberam as ordenanças sagradas do sacerdócio em 1843 (ver D&C 132:45-46). Joseph ensinou que a restauração dessas ordenanças pavimentou o caminho para todas as famílias da Terra estarem juntas na eternidade (ver Malaquias 4:5, 7; D&C 132:4–7, 21–31).

Acredito que é no contexto dessas ordenanças que melhor podemos entender e apreciar o que Emma escreveu pouco antes de Joseph ser morto: “Desejo de todo o coração honrar e respeitar meu marido como meu cabeça, viver para sempre com sua confiança e, agindo em uníssono com ele, reter o lugar que Deus me deu a seu lado.”13

Emma também escreveu: “Desejo o espírito de Deus para conhecer e entender a mim mesma; desejo uma mente fértil e ativa, para que possa ser capaz de compreender os desígnios de Deus, quando revelados por seus servos, sem duvidar.”14

Sua grande prova veio quando o profeta revelou a Emma que deles seria requerido viver a antiga lei de Abraão, o casamento plural. Emma sofreu profundamente com sentimentos feridos por causa disso. Embora algumas vezes ela concordasse com essa doutrina, opunha-se em outras. Anos mais tarde, Emma teria negado que tal doutrina alguma vez fora apresentada por seu marido. Em anos posteriores, Emma aparentemente nunca falou sobre as ordenanças sagradas que receberam. Ela estaria sob convênio de não o fazer.

Um estudo cuidadoso e em espírito de oração foi essencial ao meu entendimento de que Joseph recebeu verdadeira autoridade do Senhor e de que houve aqueles que tentaram abusar da autoridade, ou tomar a autoridade sobre si mesmos a respeito desse assunto. Em D&C 132:45, o Senhor disse: “Porque [a ti, Joseph] te conferi as chaves e poderes do sacerdócio, pelo qual restauro todas as coisas.” Em 5 de outubro de 1843 o profeta deu instruções “para testar aquelas pessoas que estavam pregando, ensinando ou praticando a doutrina de pluralidade de esposas; pois, de acordo com a lei, eu possuo as chaves desse poder nos últimos dias; pois nunca houve a não ser um na Terra ao mesmo tempo a quem o poder e suas chaves são conferidos; e tenho dito constantemente que nenhum homem terá mais de uma esposa, a não ser que o Senhor ordene o contrário”.15 Essa questão é confirmada no Livro de Mórmon, em Jacó 2:27, onde lemos: “Pois nenhum homem dentre vós terá mais que uma esposa”. Mas no versículo 30 lemos: “Porque se eu quiser suscitar posteridade para mim, diz o Senhor dos Exércitos, ordenarei isso a meu povo; em outras circunstâncias meu povo dará ouvidos a estas coisas”. (Jacó 2:30)

Tanto a verdade das escrituras quanto a fonte das opiniões conflitantes estavam claras para mim. Concluo que, se Joseph foi um profeta, e sei que ele o foi, então as doutrinas que revelou eram verdadeiras e aos profetas que o sucederam também fora dada autoridade de acordo com a época de cada um. Por essa razão, sei que em 1890 Wilford Woodruff foi inspirado, como profeta, vidente e revelador, a emitir o Manifesto, encerrando a prática do casamento plural na Igreja. (ver Declaração Oficial – 1)

Uma Mulher Esperançosa

A morte de Joseph ocorreu em 27 de junho de 1844. O êxodo dos santos de Nauvoo ocorreu um ano e meio depois, deixando Emma, uma viúva de 41 anos, com sua sogra idosa Lucy Mack Smith, e cinco filhos com idades entre 14 anos e 15 meses, para cuidar. Ela tinha poucos meios para prover à sua família numa cidade deserta. Em dezembro de 1847, ela se casou com o “Major” Louis C. Bidamon. Com a ajuda dele ela criou os filhos e foi madrasta de duas filhas de Bidamon. Emma e Louis cuidaram da mãe de Joseph até que ela faleceu em 14 de maio de 1856. Em 1872, o “Major” Bidamon terminou a construção de um novo lar para Emma sobre o alicerce onde deveria ter existido um grande hotel se Joseph tivesse vivido para concluí-lo. Emma viveu pacificamente seus últimos sete anos na Mansão Riverside. De acordo com seu comentário em uma carta, ela sentiu que aquilo cumprira promessas dadas por revelação a Joseph. A referência a essas promessas é encontrada em D&C 124:59: “Portanto, que meu servo Joseph e sua semente depois dele tenham lugar nessa casa, de geração em geração, para todo o sempre, diz o Senhor.”

Embora a vida de Emma tenha sido cheia de muita perseguição e tristeza, e até com amargura em algumas ocasiões, parece que ela suportou suas tribulações com grande paciência e manteve a fé em Deus. Ao escrever a seu filho em 1869, ela disse: “Vi muitas, sim muitíssimas, cenas de provação na vida, as quais não podia ver (…) em que nenhum bem poderia advir delas.” E acrescentou este testemunho: “Mas ainda sinto uma confiança divina em Deus, de que todas as coisas contribuirão para o bem.”16

Um Forte Testemunho da Restauração

Que Emma manteve toda uma vida de comprometimento a Joseph como profeta e à autenticidade do Livro de Mórmon, é algo bem documentado. As atas da Sociedade de Socorro de março de 1844 mostram seu raciocínio: “Se ele [Joseph Smith] foi um profeta, o que ele é, (…),” disse Emma. Muitos anos depois, Emma disse a Parley P. Pratt, que a visitou em Nauvoo: “Acredito que ele [Joseph] era tudo que professou ser.”17

Em uma entrevista com seus filhos alguns meses antes de morrer, Emma prestou testemunho: “Minha crença é que o Livro de Mórmon tem autenticidade divina. Não tenho a menor dúvida disso. (…) Embora fosse participante ativa das cenas que ocorreram e estivesse presente durante a tradução das placas (…) e tivesse conhecimento das coisas como aconteceram, é maravilhoso para mim, ‘uma maravilha e um assombro’, assim como para qualquer outra pessoa.” Ao descrever sua experiência, disse: “As placas frequentemente ficavam na mesa sem qualquer tentativa de escondê-las, envolvidas em uma pequena toalha de linho que eu dera a ele [Joseph] para enrolá-las. Certa vez senti as placas enquanto estavam na mesa, percebendo seu contorno e sua forma. Pareciam ser flexíveis como papel grosso, e emitiam um som metálico quando as bordas eram movidas com o polegar, como alguém as vezes faz com as bordas de um livro.” Ela testificou também: “Sei que o mormonismo é a verdade; e acredito que a igreja foi estabelecida por direção divina.”18

O Nome de Emma Obscurecido pelo Conflito

Com um testemunho tão brilhante de seu comprometimento ao Profeta Joseph e ao evangelho restaurado, por que Emma não pegou os filhos e foi para o oeste com a Igreja? Gerações têm debatido a questão, considerando muitos dos comentários dela como que relatados por outros. Alguns presumiram que Emma perdera a fé, outros duvidaram de sua integridade. Esses sentimentos fomentaram a desagradável observação que ouvi anos atrás enquanto estava olhando a foto de Emma.

Está documentado que Emma discutiu com alguns líderes da Igreja sobre vários aspectos de um acordo sobre as propriedades de Joseph que geraram sentimentos de mágoa que não foram resolvidos na época.19 No entanto, ao verificar documentos em espírito de oração, e abstendo-me de julgar as pessoas envolvidas, vim a entender de modo sereno que, no clima ameaçador de perseguição que prevalecia naquele tempo, algumas das hesitações de Emma resultaram do fato de que ela temia pela vida dos filhos. Ela não sabia em quem confiar e não havia tempo e nem paz para que a cura natural de sua dor ocorresse. Em fevereiro de 1846, quando a violência da turba continuamente ameaçava os membros da Igreja em Illinois e os oficiais do estado recusaram proteção, os apóstolos, sob a direção de Brigham Young, conduziram os santos para um inverno no deserto para se prepararem para a longa jornada para o oeste. Para Emma, era uma ideia apavorante levar novamente seus filhos órfãos para cruzar o Mississipi congelado sem Joseph. Quando questionada muitos anos mais tarde por que não tinha ido para o oeste, simplesmente respondeu: “Tenho um lar aqui e não sei o que existe lá.”20

Sua decisão de permanecer em Nauvoo teve efeitos de longo alcance sobre seus descendentes. Joseph III, que tinha onze anos quando seu pai foi morto, tornou-se presidente da Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (a igreja RLDSNT2) em 1860. Morreu em 1914. Alexander tornou-se missionário por muito tempo, foi conselheiro na primeira presidência e finalmente patriarca presidente na igreja RLDS. Faleceu em 1909. Frederick, que nunca foi batizado, precedeu a mãe e morreu dezessete anos antes dela, em 1862. Dois anos antes da morte de Emma, seu filho mais novo, Davi, em quem Emma encontrou consolo em sua viuvez, foi diagnosticado com “febre do cérebro”NT3 e foi internado no Asilo do Estado de Illinois. Emma referiu-se à condição de David como uma “vida atribulada”.21 David morreu em 1904. Sua filha adotiva sobrevivente, Julia Murdock Middleton, uniu-se à Igreja Católica. Julia morreu de câncer com a idade de quarenta e nove anos, pouco mais de um ano depois do falecimento de Emma.22 Hoje os descendentes de Emma somam mais de dois mil, e cerca de setecentos estão vivosNA1. Estão espalhados por todo o mundo e abraçaram uma diversidade de religiões e ideologias. A maioria não tem conhecimento a respeito do testemunho de Emma e do evangelho restaurado de Jesus Cristo, assim como eu não tinha.

Emma Belle Smith Kennedy, uma neta, lembra-se de Emma: “Seus olhos eram castanhos e tristes. Ela sorria com os lábios, mas para mim, pequena como era, nunca vi os olhos castanhos sorrirem. Um dia perguntei a minha mãe, por que a vovó não ria com os olhos como você o faz, e mamãe disse: porque ela tem uma grande tristeza no coração.”23

Uma mulher que serviu como empregada na casa de Emma durante os últimos anos dela relatou o fato de que toda noite, depois que as tarefas estavam terminadas, Emma subia as escadas até o quarto, sentava-se na cadeira de balanço e olhava pela janela o pôr do sol a oeste sobre o Rio Mississipi. Ninguém ousava se aproximar para oferecer consolo, porque não sabiam como tocar a profundidade da tristeza evidenciada pelas lágrimas que lhe escorriam pelo rosto.24

Podemos perguntar-nos: “Por que chorava?” Seria pela perda terrível de seu amado Joseph? Seria pela memória de seus bebês que repousavam em túmulos na Pensilvânia, em Ohio e Illinois? Seria pela tragédia de ver seu precioso filho caçula desesperadamente enfermo? Seria pelo arrependimento de erros passados? Seria pelas tristezas de decepções vivenciadas? Seria pelas incertezas assustadoras quanto ao curso que tomara, assim como pensamentos sobre como teria sido se a tragédia e a perseguição não tivessem atormentado sua vida? Tendo vivido uma longa vida, como o Senhor prometera em sua benção patriarcal, e agora aparentemente humilde e refinada, Emma deve ter ponderado questões sobre a vida no além. Seu filho Alexander relatou posteriormente que alguns dias antes de sua morte, Emma teve uma visão que revelou sua aceitação pelo Senhor.25

Uma Promessa Cumprida

Emma viveu quase trinta e cinco anos após o martírio de seu marido profeta. Ela faleceu em 30 de abril de 1879, aos setenta e cinco anos. Em seus últimos anos foi grandemente amada e nas últimas horas de sua vida foi assistida por sua família: Louis Bidamon, Julia, Joseph III26 e Alexander. De acordo com Alexander, Emma parecia perder os sentidos, mas então levantou-se e estendeu a mão, chamando: “Joseph! Joseph!” Caindo para trás nos braços de Alexander, apertou as mãos sobre o peito e seu espírito partiu. Alexander e Joseph pensaram que ela estava chamando pelo filho Joseph, mas depois, Alexander soube mais sobre o incidente. A irmã Elizabeth Revel, enfermeira de Emma, explicou que poucos dias antes Emma dissera a ela que Joseph veio a ela em uma visão e disse: “Emma, venha comigo, é hora de vir comigo.” “Conforme Emma relatara: ‘Coloquei meu gorro e meu xale e fui com ele. Não pensei que fosse algo incomum. Fui com ele até uma mansão. Ele me mostrou os diferentes aposentos daquela bonita mansão’. Um dos quartos era um berçário. Naquele berçário havia um bebê em um berço. Ela disse: “Reconheci meu bebê, Don Carlos, que foi tirado de mim.’ Ela saltou à frente, pegou a criança nos braços e chorou de alegria pela criança. Quando Emma se recuperou o suficiente, virou-se para Joseph e disse: ‘Joseph, onde está o restante dos meus filhos’? Ele disse-lhe: ‘Emma, sejas paciente e terás todos os teus filhos’. Então ela viu de pé ao lado dele um personagem de luz, sim, o Senhor Jesus Cristo”.27

Encontrar esse testemunho fez-me lembrar de como cada alma é preciosa à vista de nosso Salvador, cuja compaixão e poder para salvar estão além de toda compreensão. Todos cometemos erros e precisamos de arrependimento. Sempre que nos afastamos da comunhão com os santos e cessamos de partilhar do sacramento regularmente, tendemos a perder nosso caminho e nos tornamos sujeitos a mal-entendidos, especialmente se nosso curso foi traçado por danos reais ou imaginários a nossos sentimentos ou orgulho. Isso pode acontecer a qualquer um de nós, inclusive a minha tataravó.

Ao refletir sobre tudo o que aprendi com a vida de Emma, sinto uma grande reverência pelo testemunho que ela prestou sobre a autenticidade divina do Livro de Mórmon e por sua preciosa visão de Joseph e seu bebê. Seu legado a nós em seu testemunho final é de que ela e todos nós, por meio das ordenanças restauradas pelo profeta Joseph Smith, temos a oportunidade de estar com nossa família na eternidade.

Sou grata além de qualquer medida aos meus tataravós, por seu comprometimento e sacrifício em relação à obra do Senhor. Amo e estimo os missionários que abriram o caminho para eu ganhar um testemunho de meu Pai Celestial e seu Filho Jesus Cristo, pois embora eu não soubesse sobre Deus, tinha contudo desejado o conhecimento da verdade por toda minha vida. Reconheço com gratidão o poder do Espírito Santo, que iluminou minha mente com o testemunho: “É verdade! É verdade!”

Marcos na Vida de Emma Hale Smith

10 de julho de 1804, nasce em Harmony, Pensilvânia.

18 de janeiro de 1827, casa-se com Joseph Smith Jr. em South Bainbridge, Nova York.

15 de junho de 1828, nasce e morre o filho Alvin; é enterrado em Harmony.

28 de junho de 1830, Emma é batizada em Colesville, Nova York.

Agosto de 1830, Emma é confirmada membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Janeiro de 1831, última despedida de Emma a seus pais.

2 de fevereiro de 1831, chegada em Kirtland, Ohio.

30 de abril de 1831, os gêmeos nascem e morrem no Assentamento Morley.

Maio de 1831, Joseph e Emma adotam Julia e Joseph Murdock, bebês gêmeos de Joseph e Julia Murdock, depois que a mãe morreu de complicações no parto.

24 de março de 1832, Joseph Smith é espancado pela turba em Hiram, Ohio; o bebê Joseph é exposto ao frio durante o ataque da turba.

27 de março de 1832, Joseph Murdock Smith, de 10 meses, morre como resultado da exposição ao frio.

6 de novembro de 1832, nasce o filho Joseph Smith III em Kirtland, Ohio.

9 de dezembro de 1834, Emma recebe a benção patriarcal.

1835-1836, é publicado o hinário compilado por Emma

O hinário compilado em 1835

O Senhor pediu a Emma para “fazer uma seleção de hinos sacros”. (D&C 25:11) O hinário, compilado em 1835, foi na realidade publicado em 1836. (Cortesia dos Arquivos SUD)

20 de junho de 1836, nasce o filho Frederick Granger Williams Smith em Kirtland, Ohio.

Janeiro de 1838, a família Smith foge de Kirtland, Ohio; viajam através de Ohio, Indiana e Illinois.

Fevereiro de 1838, a família atravessa o Rio Mississipi congelado rumo a Iowa.

14 de março de 1838, a família chega em Far West, Missouri.

2 de junho de 1838, nasce o filho Alexander Hale Smith em Far West, Missouri.

Novembro de 1838, líderes da Igreja são presos. Joseph é encarcerado na Cadeia de Liberty. Emma o visita três vezes: em 8 de dezembro de 1838, 20 de dezembro de 1838 e 21 de janeiro de 1839.

7 de fevereiro de 1839, Emma e a família partem de Far West, Missouri.

14 de fevereiro de 1839, Emma e os filhos chegam a Quincy, Illinois.

22 de abril de 1839, Joseph chega a Quincy depois de quase seis meses de confinamento injusto em Missouri.

9 de maio de 1839, os Smith se mudam para Commerce (Nauvoo), Illinois.

13 de junho de 1840, nasce o filho Don Carlos.

15 de agosto de 1840, o batismo pelos mortos é ensinado por Joseph Smith. Logo depois, Emma é batizada no Rio Mississipi em favor de sua mãe e irmã.

7 de agosto de 1841, morre o irmão de Joseph, Don Carlos.

15 de agosto de 1841, morre o filho Don Carlos, com 14 meses de idade.

6 de fevereiro de 1842, nasce um filho natimorto, sem nome.

17 de março de 1842, é organizada a Sociedade de Socorro. Emma é escolhida como presidente.

Verão/Outono de 1842, Joseph está escondido. Emma e os filhos estão doentes. Emma quase morre. Joseph volta para casa para abençoar a família.

17 de agosto de 1842, Emma escreve uma carta ao governador Carlin, defendendo Joseph.

18 de janeiro de 1843, grande comemoração na casa de Joseph e Emma pelo décimo sexto aniversário de casamento e pela absolvição dele.

Primavera de 1843, Joseph torna-se prefeito de Nauvoo.

28 de maio de 1843, Emma é selada a Joseph para a eternidade.

31 de agosto de 1843, os Smith mudam-se para a Mansion House.

28 de setembro de 1843, Emma recebe a investidura.

Outono de 1843, Emma supervisiona as ordenanças do templo para mulheres, de outubro de 1843 a fevereiro de 1844.

17 de maio de 1844, Joseph aceita a candidatura para concorrer à presidência dos Estados Unidos.

22 de junho de 1844, Joseph é intimado a comparecer a Carthage, Illinois, para audiência. Diante da probabilidade de morte certa, Joseph atravessa para o lado de Iowa do Rio Mississipi.

23 de junho de 1844, Joseph e Hyrum decidem ir para Carthage, Illinois.

24 de junho de 1844, Emma e Joseph se veem pela última vez.

27 de junho de 1844, Emma serve um jantar para o Governador Ford e sessenta de seus homens, na Nauvoo Mansion House mais ou menos às 17h. Por volta das 22h Emma fica sabendo que Joseph e Hyrum foram baleados e mortos.

17 de novembro de 1844, nasce o filho David Hyrum Smith.

Fevereiro de 1846, Emma permanece em Nauvoo quando os santos vão para o oeste.

12 de setembro de 1846, Emma parte com a família quando uma turba invade Nauvoo. Ela vai para Fulton, Illinois, voltando quatro meses depois.

23 de dezembro de 1847, Emma casa-se com o “Major” Louis C. Bidamon.

1856, Emma acolhe a órfã Elizabeth Agnes Kendall, de oito anos de idade, e a cria como sua própria filha.

14 de maio de 1856, morre Lucy Mack Smith, passando os últimos três anos de sua vida aos cuidados de Emma.

22 de outubro de 1856, Joseph III casa-se com Emmeline Griswold.

1857, o sobrinho de Emma, Samuel H. B. Smith, a visita.

13 de setembro de 1857, o filho Frederick Granger Willians Smith casa-se com Annie Marie Jones.

6 de abril de 1860, o filho Joseph III torna-se presidente da RLDS.

23 de junho de 1861, o filho Alexander Hale Smith casa-se com Elizabeth Agnes Kendall.

13 de abril de 1862, morre o filho Frederick Granger Williams Smith.

1866, Emma entrega a revisão da Bíblia de Joseph para Joseph III imprimir.

Cerca de 1870, Emma começa a cuidar de Charles, filho de seis anos de Louis Bidamon e Nancy Abercrombie.

10 de maio de 1870, o filho David Hyrum casa-se com Clara C. Hartshorn.

1871, Emma e a família mudam-se para a reconstruída Nauvoo House, mais tarde renomeada para Riverside Manson.

1875, os filhos de Emma partem de Nauvoo. Alexander muda-se para o norte de Missouri e Joseph III muda-se para Iowa.

1877, a filha adotiva de Emma, Julia, sofrendo de câncer e abandonada pelo marido, vem morar com Emma.

17 de janeiro de 1877, o filho de Emma, David Hyrum, é internado no Asilo Estadual de Illinois.

Fevereiro de 1879, último testemunho de Emma dado em uma entrevista com os filhos. Emma testifica que Joseph Smith foi um profeta, relata sua experiência com o Livro de Mórmon e testifica de sua crença na origem divina do Livro de Mórmon.

30 de abril de 1879, Emma falece aos setenta e cinco anos, no aniversário da morte de seus gêmeos em Kirtland.

Gracia N. Jones serves as a Relief Society teacher in the St. George Twenty-sixth Ward, St. George Utah East Stake.

Gracia N. Jones serve como professora da Sociedade de Socorro na Ala Vinte e Seis de Saint George, Estaca Saint George Utah Leste.

Notas

1. Lucy Mack Smith, History of Joseph Smith (Salt Lake City: Bookcraft, 1958), pp. 190–191.

2. “Emma Smith’s Last Testimony”, fevereiro de 1879, the Reorganized Church of Jesus Christ of Latter Day Saints, Independence, Missouri (doravante chamada de RLDS Archives). Publicado em Saints Herald, vol. 26, p. 289.

3. Bênção patriarcal dada a Emma Hale Smith, 9 de dezembro de 1834, Kirtland, Ohio, Patriarchal Blessing Book No. 1, Archives of The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints (doravante chamado de LDS Archives).

4. Idem

5. Ver, por exemplo, History of the Church, 1:63ff; 3:368–373. Joseph registrou (3:371) que “a milícia (…) foi a minha casa e expulsou de lá minha família (…) e levou todos os meus bens”.

6. De Emma Smith para Joseph Smith, 3 de maio de 1837, correspondência de Joseph Smith, LDS Archives.

7. Ver History of the Church, 3:175.

8. De Emma Smith para Joseph Smith, março de 1839, RLDS Archives; ortografia e gramática modernizadas. Exemplar em LDS Archives.

9. Joseph Smith, History of the Church, 5:115–17.

10. “LDS Women of the Past: Personal Impressions”, Woman’s Exponent 36 (fevereiro de 1908): p. 1.

11. Joseph Smith, History of the Church, 5:107.

12. Joseph Smith, diário, e Brigham Young, diário, ambos de 1 de novembro de 1843; Heber C. Kimball, diário, 1840–1845, Livro 91, p. 114, lançamento de janeiro de 1844, LDS Archives; ortografia modernizada.

13. Bênção de Emma Hale Smith, datilografada, LDS Archives. Emma pediu uma bênção a Joseph antes de sua partida para Carthage. O profeta disse-lhe que escrevesse a melhor bênção que pudesse, e que ele a assinaria quando retornasse.

14. Idem.

15. Joseph Smith, History of the Church, 6:46.

16. De Emma Smith Bidamon para Joseph Smith III, 1869, RLDS Archives.

17. Declaração de Nels Madsen, 27 de novembro de 1931, LDS Archives. (Nels Madsen acompanhou Parley P. Pratt em sua visita a Nauvoo.)

18. “Emma Smith’s Last Testimony”, fev.de 1879, RLDS Archives.

19. “Memoirs of Joseph Smith III (1832–1914)”, ed. Mary Audentia Smith Anderson, The Saints Herald, 2 de abril de 1935, pp. 431–434.

20. Declaração de Nels Madsen, 27 de novembro de 1931, LDS Archives.

21. De Emma Smith Bidamon para Joseph Smith III, 5 de janeiro de 1877, Lynn Smith Collection, Independence, Missouri.

22. Buddy Youngreen, Reflections of Emma (Orem, Utah: Grandin Book Company, 1982), pp. 80–81.

23. Journal of Emma Belle Smith Kennedy, filha de Alexander Hale Smith, em posse de Gracia N. Jones.

24. Relatado a Gracia N. Jones em 1980 em Lethbridge, Canadá, por uma mulher que disse: “Durante a Primeira Guerra Mundial, minha mãe estava viajando pelo Meio Oeste e foi hospitalizada em Kansas City, Missouri. Sua companheira de quarto era uma mulher idosa que disse ter servido como criada na casa de Emma Smith, e assim contou esta história”.

25. Alexander Hale Smith, sermão dado em 1º de julho de 1903, em Bottlineau, Dakota do Norte. Reimpresso no Zion’s Ensign em 31 de dezembro de 1903.

26. Joseph III relembra em suas memórias de Emma ter dito, ao olhar para cima, “Sim, sim, estou indo!”, como se estivesse vendo ou ouvindo alguém que lhe fazia um sinal ou a chamava.

27. Alexander Hale Smith, sermão dado em 1º de julho de 1903, em Bottlineau, Dakota do Norte.

NT1NT1 (nota do tradutor) – maneira de se dizer no século XIX, referindo-se ao gênero masculino ou feminino, neste caso “outras mulheres”.

NA1NA1 (nota da autora)

Era comum o uso de ouro como moeda de troca durante os anos de 1800 nos EUA. Joseph deu uma moeda de ouro de cinco dólares à Emma para a Sociedade de Socorro. Ele devia estar familiarizado com o processo de refinamento do ouro, o qual requer sete diferentes lavagens químicas para purificá-lo. Esses processos de lavagem eram referidos como ‘troubling’(causar problema, perturbar). Quando usou isso em seu tributo a Emma, referiu-se ao último ‘trouble’ (purgação) que purifica o ouro. A Sétima Purgação (The Seventh Trouble), em outras palavras, seria o estágio purificador em que eles estavam.

NT2NT2 a sigla RLDS refere-se à Reorganized Church of Jesus Christ of Latter Day Saints [Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias], que em 2001 teve seu nome alterado para Community of Christ [Comunidade de Cristo]

NT3NT3 “febre do cérebro” [brain fever] no século XIX referia-se à fadiga e enfraquecimento causados por excitação e medo, ou ainda por outra tensão no sistema nervoso. Consultando a autora, no caso particular de David refere-se a uma doença mental.

NA1NA1 (nota da autora) – os números atualmente – abril de 2017 – são: 1372 descendentes vivos, dentre esses 187 são batizados e 62 crianças com menos de oito anos. 55 possuem investidura e 16 já serviram missão de tempo integral. Atualmente há um missionário no campo, meu neto Elder Allen Denning, servindo em Pima, Arizona.

Siga-me!

Marcelo Bighetti

Marcelo Bighetti é Escritor de Ficção Científica e Fantasia. Possui vários contos publicados, sendo um deles best-seller na Amazon. Pesquisador e palestrante sobre o folclore brasileiro, divide seu tempo com suas criações como designer gráfico e a vida solitária de escritor. Estuda a possibilidade de cuidar de alguma planta, e parece que vai comprar um cacto. Adora ser pai dos seus cinco filhos, mesmo que um já tenha ido para outras esferas, e ama de paixão sua linda esposa.
Siga-me!