Depois que me batizei n’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, aprendi por mim mesma que milagres continuam existindo. Milagre é tudo aquilo que acontece, que até então é inexplicável do ponto de vista humano, embora, para Deus, que é o grande conhecedor de tudo, é explicável (porque para tudo precisa existir uma explicação).

Os milagres são intervenções divinas nos acontecimentos de nossa vida quando as coisas mudam seu o curso natural. É um milagre, por exemplo, uma pessoa levar um tiro no peito e a bala acertar uma caneta ou um celular, ainda que muitas pessoas pensem que seja sorte ou acaso.

Muitos milagres aconteceram ao longo da minha vida, mas depois que me tornei SUD pude perceber mais frequentemente a mão do Senhor me livrando do pior ou agindo para me ajudar.

Fobia de falar em público

O primeiro milagre que aconteceu depois de eu me tornar uma SUD, foi superar um grande problema que eu tinha: a fobia de falar em público. Quem me conhecia no meio acadêmico sabia dessa minha grande dificuldade. Em dias de apresentação de trabalhos na faculdade eu ficava apavorada! As apresentações eram um fracasso! Eu tinha lapso de memória, gaguejava, suava, ficava vermelha. Minhas notas nas apresentações eram sempre baixas. Logo que recebi meu primeiro chamado na Igreja eu pensei: “Como vou fazer para falar em público?” Então recorri ao jejum.

O propósito do meu primeiro jejum foi vencer essa fobia. Queridos amigos, um milagre aconteceu instantaneamente. Na primeira aula que dei tudo correu muito bem. Consegui expressar-me tranquilamente. Não fiquei nervosa nem gaguejei! Fiquei tão feliz com o que aconteceu! Desde então, nunca tive problemas para falar em público. Venho ensinando na Igreja em muitos chamados, discursando na sacramental e em conferências de Distrito esse tempo todo. Sempre dá aquele friozinho natural na barriga, nada além disso.

O assalto 

Quando eu morava em Porto Alegre sofri uma tentativa de assalto e reagi. Ocorreu da seguinte maneira: eu estava chegando em casa do trabalho (eu trabalhava em um Shopping) por volta das 23 horas. Quando fui por a chave na porta de entrada do meu prédio, vi uma sombra. Olhei pra trás e um cara me deu um empurrão e puxou minha bolsa. Em vez de largar eu segurei firme e comecei a gritar. Eu gritei tão alto que o ladrão largou minha bolsa e colocou as mãos nos ouvidos com cara de quem sentia dor. Na mesma hora, um senhor que tinha uma padaria do outro lado da avenida estava saindo, viu o ladrão e jogou o carro para cima da calçada do meu prédio, iluminando-nos com os faróis. O ladrão correu assustado.

Qual foi o milagre aí? Minha voz de alguma forma foi potencializada e o vizinho veio em meu socorro no momento exato. Sinto fortemente que o Senhor me protegeu naquele dia, tal qual eu havia lhe pedido em oração quando saí de casa. É um hábito que continuo nutrindo, não saímos de casa sem orar pedindo proteção.

Sem batimento cardíaco por 15 minutos 

Quando eu estava com oito meses e meio de gestação do meu primeiro filho, comecei a apresentar a um pequeno sangramento. Eu estava com leves contrações, que tinham começado no início da tarde. Fui consultar o médico que me disse que eu estava em início de trabalho de parto. Ele pediu que eu voltasse para casa e começasse a controlar a frequência das contrações. Eu tinha somente dois dedos de dilatação. Ele não se preocupou com o sangramento e disse que eu fosse ao hospital somente quando as contrações fossem mais frequentes.

As contrações aumentaram, apesar de uma dor fraca. Fui na emergência do hospital e acabei ficando por lá. Fique na sala de observação e, de tempos em tempos, minha pressão era medida e o batimento cardíaco do bebê verificado. A dilatação ainda era a mesma.

De repente senti uma coisa estranha, como se algo se rompesse dentro de mim. Quando olhei entre minhas pernas, percebi que estava toda ensanguentada. A enfermeira ficou visivelmente nervosa. Ela pediu que eu saísse de onde estava e me deitasse em uma maca, quando fiquei de pé um pedaço de placenta, ou a placenta inteira, caiu no chão. Parecia um pedaço de fígado! E o sangue escorria entre as pernas.

Todos se mobilizaram. Enquanto a enfermeira tentava ouvir, sem sucesso, os batimentos cardíacos do Joshua, outra ligava para o meu obstetra. Nesse meio tempo, prepararam-me às pressas para uma cesárea de emergência. Quando percebi que o bebê estava sem batimento, comecei a chorar. Chorei muito! Pedi que chamassem meu marido, mas ninguém chamou porque, diante da grande emergência, ter um marido por perto era o que menos importava.

Então comecei a orar! Pedi a Deus, em prantos, que salvasse a vida do meu filho! Não parei de orar um instante sequer. Quando cheguei à sala de parto, tive que trocar de maca novamente. Olhei para o lençol banhado de sangue da maca anterior e meu desespero aumentou.

Os médicos estavam muito nervosos. Precisei sentar-me para que aplicassem a anestesia, mas eu não conseguia ficar na posição correta, não conseguia parar de chorar. O médico, irritado, brigou comigo, dizendo que não podiam mais perder tempo. Depois de alguns minutos conseguiram aplicar a anestesia.

Não sei se deram uma dose excedente, só sei que fiquei anestesiada até o pescoço e não estava conseguindo engolir a saliva. Estava ficando engasgada. Estava também muito tonta. De repente escutei um ruído sonoro contínuo. Olhei para o lado e vi na parede o aparelho mostrando que minha frequência cardíaca tinha caído muito, estava em torno de 40. Então falei para alguém que estava ao meu lado: “estou muito fraca, não consigo respirar, nem engolir… minha frequência está caindo”. Ele comentou com outra pessoa algo do tipo “nossa, como ela consegue prestar atenção ao aparelho nessas condições?”.

Desde que minha placenta caiu no chão até o nascimento do Joshua transcorreram cerca de 15 minutos. Futuramente fui informada de que o bebê sofreu uma parada cardiorrespiratória.

Para quem não sabe, a placenta é de onde provém alimento e oxigênio através do cordão umbilical. Uma amiga obstetra, a Dra. Etsuko, que morava em Tramandaí naquela época, disse que em casos como o meu, o natural é que o bebê morra. Isso quando a mãe não morre também. Descolamento de placenta é um dos maiores casos de morte de mães e bebês.

Quando fui tirar os pontos da cesárea o médico comentou comigo que foi um milagre o bebê ter sobrevivido. Meu bebê nasceu com Síndrome de Down, que nada tem a ver com o parto traumático. Dois dias depois do parto eu já estava caminhando, não precisei de transfusão de sangue e o APGAR (testes vitais feitos no primeiro minuto) do meu filho foi 9 (em uma escala de 0 a 10). Deus escutou minhas orações, com certeza! Foi Ele o responsável pela sobrevivência do meu filho e pelo meu bem estar.

Tempestade em uma manhã de seminário

Em 2001 eu era professora do seminário diário. Nossas aulas aconteciam pela manhã, das 6h30 às 7h20. As manhãs de inverno em cidades praianas costumam ser muito frias, ventosas e úmidas. Numa dessas manhãs, olhei pela janela e vi nuvens muito baixas movendo-se rapidamente, formando uma tempestade. Vesti-me, peguei minha sombrinha grandona e saí com meu material embaixo do braço. Eu morava em um apartamento no centro da cidade, a umas cinco quadras da capela. Eu levava menos de 10 minutos para chegar.

Eu tinha três alunos assíduos. Dois deles, a Liziane e o Anderson, que moravam mais longe, vinham de bicicleta. Eu ficava preocupada em dias de chuva, porque não deve ser moleza andar de bicicleta segurando um guarda-chuva, principalmente embaixo de chuva forte. Naquele dia eu fiquei ainda mais preocupada, pois estava armando um baita temporal.

Durante o trajeto, pedi a Deus que segurasse a chuva até que todos os jovens chegassem à capela. Eu disse a Ele que quando chegassem, poderia chover à vontade, mas que, “por favor” quando a aula terminasse, Ele segurasse a chuva mais um pouco durante o trajeto deles da Igreja à escola ou para casa.

No outro dia perguntei para a Daiane Korth, cujo trajeto de volta seria mais longo, se ela havia se molhado. Ela disse que começou a chover assim que chegou em casa. Eu me emociono demais quando lembro de que Deus atendeu-me exatamente como pedi.

Uma experiência do meu filho do meio

Em muitas outras ocasiões, Deus segurou a chuva nos momentos em que eu mais precisava, quando eu estava na rua com meus filhos. No inverno de 2010, estávamos voltando para casa da escola, eu com meus três pequenos (meus filhos conhecem minhas experiências com orações em dias chuvosos), e outro temporal estava armado. Meu filho do meio, que tinha sete anos na época, orou silenciosamente durante o caminho pedindo que não chovesse até chegarmos em casa. Só fiquei sabendo da sua oração quando chegamos na área da frente de casa e a chuva começou a cair com toda a força, foi quando ele me disse: “deu certo, mãe!”

Um milagre para contrariar as previsões do tempo 

Outra experiência significativa aconteceu no inverno de 2003, ainda em Torres. Chovia forte há vários dias e havia várias máquinas de roupas lavadas esperando para secar. A previsão do tempo indicava que a chuva se estenderia por vários dias ainda.

Em uma dessas manhãs, ao acordar, deparei-me com um clarão na janela. Disse: “Oba, sol!” Corri para uma janela voltada para o leste e vi um pedaço de céu claro. Juntei aquela montoeira de roupa e fui para o quintal estendê-las. Quando olhei pra cima, aquelas nuvens mais baixas iam encobrindo o céu rapidamente. Estendi minhas roupas para que tomassem o pouco tempo de sol que teríamos. Mas logo o céu nublou por inteiro.

Entrei para o meu quarto e ajoelhei-me (novamente) em oração. Pedi ao Senhor por um dia de sol. Eu disse que precisava secar as roupas da família. Mencionei as tantas outras mães e donas de casa que precisavam daquele dia de sol também. Pedi que a vontade Dele fosse feita acima da minha, mas se fosse possível, que aquele dia fosse ensolarado. Um sentimento de paz tomou o meu coração.

Depois das roupas estendidas, fui ao mercadinho na esquina e a proprietária comentou comigo: “Bah, coloquei um monte de toalhas para rua e agora vai chover!” Eu disse: “Fica tranquila, porque não vai chover!” Ela retrucou: “Vai sim! Olha só!”, apontando para o céu nublado. Eu disse: “Não vai, não! Tu vais ver!”

Comprei algo e voltei para casa. Pouco tempo depois, as nuvens começaram a se dissipar e o sol veio com tudo. O dia ficou todo ensolarado. Orei, cheia de gratidão por mais um pedido atendido.

À tarde, fui no mercadinho novamente e ela queria saber como eu sabia que não choveria. Simplesmente prestei testemunho sobre o poder da oração.

O Furacão Catarina

No final de março de 2004, tivemos o primeiro furacão no Brasil, o Catarina. Ele atingiu o norte do Rio Grande do Sul e o Sul de Santa Catarina (na parte leste). Foi um F1 com vento entre 150 a 180 km/h.

Não tentem imaginar o que é ficar dentro de uma casa, durante quatro infindáveis horas, onde as paredes e o telhado tremem incessantemente, a chuva que entra por debaixo da porta molha o teu rosto, e a água que entra nas frestas das janelas, mesmo com as vidraças fechadas, molham as paredes e móveis que do lado oposto do cômodo. Foi a situação mais assustadora pela qual já passei em minha vida! Nunca orei por tanto tempo seguido na minha vida!

As crianças dormiram todo o tempo, como se nada estivesse acontecendo! Eu ia para a janela da sala (tinha um janelão de vidro de dois metros de largura) e ficava lá olhando, apavorada! Eu via sucessivos clarões dos relâmpagos, barulho insuportável de ferro se retorcendo, explosões de luz que pareciam curto-circuito nos transformadores. Enfim, eu pensei que o mundo iria acabar naquele dia! Eu já estava escutando até mesmo as trombetas dos anjos do Apocalipse (hehehehehe).

Quando, às 4 horas da manhã o vento parou, escutei a vizinhança toda se mobilizando. Estava muito escuro, pois faltava luz em toda a cidade. Somente quanto o sol nasceu que tivemos noção do que tínhamos vivido. Os noticiários na noite anterior alertavam para um forte ciclone extratropical. Ninguém imaginava (a não ser a NASA que publicou posteriormente as imagens) que teríamos um furacão.

Entramos no carro com as crianças e fomos dar uma volta na cidade. Gente do céu! A cidade estava destruída! Todos os enormes eucaliptos que tinham na entrada da ULBRA foram arrancados pela raiz. Casas destelhadas, postos de gasolina contorcidos, árvores e postes caídos nas ruas e sobre carros, lindas mansões à beira mar destelhadas, com paredes ou muros tombados. Areia de praia por todo lugar. Todas as pessoas com quem conversei tiveram prejuízos. Uma irmã da igreja, que morava bem em frente aos eucaliptos que tombaram, ficou com sua humilde casa de madeira torta para um lado. Era uma casa muito velha, poderia ter caído sobre ela, mas ela saiu ilesa (a Igreja doou para ela o material para a construção de uma nova casa de alvenaria).

Na minha casa… bom, nenhuma telha quebrada, nada danificado, só a casa toda molhada por dentro. Nada mais do que isso! Milagre? Claro que sim! A vizinhança TODA foi atingida, porque a minha casa não? Deus me ama mais do que aos outros? Claro que não! Mas ele escutou minhas orações mais uma vez!

A visão

Certa vez, meu ex-marido deixou-me uma nota de 20 reais, antes de ir trabalhar, eu a coloquei em cima da geladeira e fui aos meus afazeres domésticos. Quando fui pegá-la, ela havia sumido. Procurei por tudo! Fiquei um tempão procurando sem sucesso. Então, adivinhem? Fui orar para encontrá-la.

Nas outras vezes em que extraviava ou perdia as coisas, depois de orar eu tinha intuição de procurar em determinado lugar e lá estava o que fora extraviado. Desta vez aconteceu algo bem diferente. Durante a oração (antes do “amém”) eu tive uma visão. Eu vi a porta se abrindo e o vento soprando o dinheiro para trás da geladeira. Falei “amém”, levantei-me e corri para a cozinha, empurrei a geladeira e lá estava o dinheiro!

Foi uma experiência surpreendente! Eu nunca havia tido uma visão assim! Milagre? Não sei se posso classificar isso como milagre. As revelações são um indício de que Deus está atento à nossa vida, nos ouve e responde-nos. É um milagre podermos contar com alguém assim, tão poderoso!

Essas experiências podem soar estranhas para muitos, mas o próprio Senhor fez a seguinte promessa: “E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á.” (Lucas 11:9-10)

Nosso Deus é um Pai amoroso e cuidadoso. Ele quer que sejamos humildes e peçamos as coisas de que necessitamos. Ele, ser for preciso, manipula os elementos da natureza a nosso favor, Dá-nos revelações e faz qualquer coisa justa que um filho bom peça com FÉ. “Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando”(Tiago 1:6).

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Erika Strassburger

Erika Strassburger Borba mora no Rio Grande do Sul. Atualmente serve como professora na classe de Doutrina do Evangelho. É divorciada, tem três filhos. Tem bacharelado em Administração de Empresas, escreve artigos para o site Familia.com.br, é curadora de mídias sociais e blogueira.
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