Eu me lembro muito bem como foi que cheguei à conclusão de que iria me batizar na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no ano passado, aos 39 anos de idade. Eu já tinha recebido muitas visitas dos missionários que estavam me ensinando sobre o evangelho, mas não sabia se meu coração estava pronto para aceitar a verdade: afinal, será que Deus estava mesmo mandando um recado para mim? Queria Ele que eu entrasse para a Igreja SUD? Conforme orientação dos próprios missionários, eu fiz como Joseph Smith: perguntei a Ele! Afinal,” se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, sem repreensão, e ser-lhe-ádada.” (Tiago 1:5). O que se seguiu no dia seguinte à minha oração foi impressionante.

Morador de Campinas, eu tinha ido a São Paulo visitar o meu cunhado e, na volta, na estrada, dirigindo o carro, eu vinha quieto e pensativo, sem conversar com minha esposa – em minha cabeça rondavam todas as lições que eu tinha recebido dos missionários. Eu pensava na história de Joseph Smith, nas placas de ouro e no evangelho restaurado… pensava também na aventura de Leí ao sair com sua família de Jerusalém e nas narrativas de Néfi que eu começava a descobrir. Foi então que saímos da estrada e eu clamei mais uma vez “oh, Deus, dê-me um sinal claro, eu preciso saber ”. Naquele instante eu estava em uma avenida que costuma ser deserta, pois apesar de ser perto do Shopping Dom Pedro, fica numa região isolada que não tem nada em volta – nem casas, nem prédios comerciais, nada… pois foi naquele exato momento que eu olhei para o lado e vi: diante de meus olhos dois missionários Mórmons estavam caminhando tranquilamente pelo lugar deserto. Era coincidência demais para ser verdade! Dois missionários? Justo ali??? Só podia ser o meu sinal!

Foi então que comentei com minha esposa: “você viu dois missionários Mórmons ali?”. Ela disse que não, não tinha visto. Eu falei pra ela “nossa, assim que chegarmos em casa (já estávamos perto) vou ligar para os nossos amigos missionários. Mais uma coincidência: o telefone de minha esposa tocou assim que pisamos em casa e, na outra ponta da linha, os missionários que estavam nos ensinando o evangelho queriam falar comigo! Naquele instante eu me senti pronto para me render à vontade do Senhor, manifestada por aquelas coincidências. Afinal, como disse o presidente Thomas S. Monson, “Existe um poder celeste acima de todas as coisas. Em geral, quando as coisas acontecem, não é por fruto do acaso. Um dia, quando olharmos para trás e virmos as aparentes coincidências de nossa vida, perceberemos que não foram exatamente por casualidade que ocorreram.”

Eu acredito que Deus fala com a gente por meio do que parece ser o “acaso”! Mas aprendi que é preciso sensibilidade para perceber estes sinais. E às vezes, precisamos de ajuda também. Foi um grande amigo Mórmon que me ajudou a perceber a grandiosidade dos sinais que recebi naquele dia. Eu fico pensando se acontece assim com todo mundo… e você, caro leitor, tem um testemunho de uma resposta a uma oração como eu? Escreva sua experiência abaixo!

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Eduardo Marcondes

É jornalista há 20 anos, com ênfase na atuação em Rádio e Televisão. Foi repórter, editor e apresentador, com passagens por praticamente todas as emissoras com sede na capital paulista, entre elas o Grupo Bandeirantes e o SBT. Atualmente faz trabalhos de textos em parceria com alguns empresários e escreve regularmente na internet há pouco mais de ano.
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