Aprendemos nas escrituras e com os profetas modernos que estamos aqui para sermos felizes. Esse é o nosso propósito mortal, ter felicidade e alegria. “Adão caiu para que os homens existissem; e os homens existem para que tenham alegria” (2 Néfi 2:25). Que ensinamento e visão perfeita da vida! Saber que existimos para termos alegria nesta vida e na vida vindoura! Porém sabemos que a tristeza, solidão, medo, dúvida e incerteza também fazem parte dessa mortalidade e em muitas situações paralisam a nossa ação. Em momentos assim duvidamos de nossa capacidade humana de realizar e alcançar nossos propósitos na vida. Em algum momento da sua caminhada você já se deparou com alguma fraqueza? Já se sentiu fraco, impotente e sem forças? Acredito que sim, por incrível que pareça essa é uma condição humana. No Guia de Estudo das escrituras (G.E.E) temos uma definição para fraqueza.

Fraqueza – A condição de ser mortal e ter falta de aptidão, força ou destreza. A fraqueza é um estado de ser. Todas as pessoas são fracas e é só pela graça de Deus que recebem o poder de praticar o bem.

Bem, quero dar enfoque nesta definição do G.E.E, principalmente nestas palavras chave “Todas as pessoas são fracas” e “é só pela graça de Deus que recebem o poder”;

Vejamos esse padrão nas escrituras:

“E se os homens vierem a mim, mostrar-lhes-ei sua fraqueza. E dou a fraqueza aos homens a fim de que sejam humildes; e minha graça basta a todos os que se humilham perante mim; porque caso se humilhem perante mim e tenham fé em mim, então farei com que as coisas fracas se tornem fortes para eles” (Éter 12:27)

Três aspectos importantes me chamam a atenção nessa escritura, primeiro: é O Senhor quem dá a fraqueza aos homens. E sendo humildes Ele oferece a força para superar, ou seja, a sua graça divina, o auxilio e o poder fortalecedor que advêm da sua expiação.

Segundo: Sua graça será concedida apenas por condição da demonstração da humildade.

E o terceiro aspecto é que com esta qualificação da humildade e graça receberemos força para sobrepujar as fraquezas, tornando-as um elo forte em nossas vidas.

Percebemos então que todo ser humano possui fraquezas e limitações e um requisito para vencê-las é tornarmo-nos humildes.

Analisemos outras escrituras:

“Não obstante, o Senhor Deus mostra-nos as nossas fraquezas a fim de que saibamos que é por meio de sua graça e sua grande condescendência para com os filhos dos homens que temos poder para fazer estas coisas” (Jacó 4:7)

(…) E agora, se erro, também os antigos erraram; não que outros homens me sirvam de desculpa, mas por causa da fraqueza que há em mim, segundo a carne, quero desculpar-me. (1 Néfi 19:6)

(…) E porque viste a tua fraqueza, serás fortalecido (…) (Éter 12:37)

(…) aquele dentre vós que for fraco, no futuro será tornado forte. (D&C 50:16);

Mais uma demonstração de que essa condição da fraqueza humana é essencial para nosso progresso e crescimento. É por meio das limitações e dores da vida que chegaremos a conhecer melhor nosso Salvador. Ele conhece todas as dores tanto físicas, emocionais, psicológicas como espirituais.

Estas escrituras esclarecem o que Ele passou no Getsêmani:

(…) E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se. E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte (…) (Marcos 13:33-34)

(…) E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se grandes gotas de sangue, que corriam até o chão.  (Lucas 22:44)

“As minhas costas ofereci aos que me feriam, e a minha face aos  que me arrancavam os cabelos; não escondi a minha face dos que me afrontavam e me cuspiam” (Isaías 50:6);

(…) Pois eis que eu, Deus, sofri essas coisas por todos (…)

Sofrimento que fez com que eu, Deus, o mais grandioso de todos, tremesse de dor e sangrasse por todos os poros; e sofresse, tanto no corpo como no espírito (…) quão dolorosos tu não sabes, quão intensos tu não sabes, sim, quão difíceis de suportar tu não sabes.

Ele conhece todas as dores e sabe como socorrer cada um de seus filhos. (…) diz o Senhor vosso Deus, sim Jesus Cristo, vosso advogado, que conhece as fraquezas dos homens e sabe como socorrer (…) (D&C 62:1). É por meio da sua expiação que podemos nos aperfeiçoar. Sermos corrigidos e vencermos todas as vicissitudes da vida. Nossas fraquezas podem se tornar uma força para nós desde que sejamos humildes e puros de coração para aceitarmos a correção. Em Mosias, no livro de Mórmon lemos que o homem natural é inimigo de Deus a não ser que ceda ao influxo do Santo Espírito e  torne-se santo pela expiação de Cristo, tornando-o como uma criança, submisso, manso, humilde, paciente e cheio de amor. (Mosias 3:19);

Não existe outra opção para sobrepujar essa condição humana, sem tornarmo-nos como uma criancinha, dispostos a submeter-nos a tudo quanto o Senhor achar que deva infligir sobre nós. Não venceremos as dificuldades da vida e as nossas limitações apenas contando com a nossa própria força. Amon, o missionário do livro de Mórmon disse:”(…) sei que nada sou; quanto a minha força, sou débil; (…) mas gloriar-me-ei em meu Deus, por que com a sua força posso fazer todas as coisas (…)” (Alma 26:12);

Não precisamos ficar nos lamentando ou nos culpando de algo que não estamos conseguindo realizar ou fazer. Muitos até dizem: isso é difícil pra mim, basta; já não suporto mais; tira de mim essa dor ou peso; até quando terei que passar por isso; enfim são muitas situações não é mesmo? A vida muitas vezes é como uma montanha russa com altos e baixos, porém, devemos lembrar que somos totalmente dependentes de um Ser Supremo e Maior que entende as nossas dúvidas, medos, tristezas e fraquezas diversas.

O apostolo Paulo entendeu que era preciso conhecer as suas fraquezas para que sentisse a manifestação da mão do todo Poderoso. Em II Coríntios na Bíblia lemos:

“Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Por que quando estou fraco então sou forte. (…) E disse-me: A minha graça te basta, por que o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. (II Coríntios 12:9-10).

Que tenhamos esse mesmo entendimento de Paulo sobre as nossas fraquezas e que jamais esqueçamos que podemos sempre contar com a força de Deus por intermédio da graça para nos tornarmos fortes com Cristo.

Voltando às palavras chave da definição do G.E.E – “Todas as pessoas são fracas” e “é só pela graça de Deus que recebem o poder”, aprendemos que as fraquezas são necessárias para participarmos da expiação de Cristo e sermos merecedores da sua graça. É interessante perceber que nas escrituras citadas algumas palavras e frases se repetem, como: humildade, força, graça, fraquezas, poder para realizar e etc. Há um padrão inerente que não pode escapar, e que também encontramos na vida de outros homens que foram chamados por Deus para realizar a sua obra à exemplo de Moisés que sentia sua boca pesada, reconhecendo a sua fraqueza e medo. (Êxodo 4:10). Jeremias disse ao Senhor: “Ah, Senhor ainda sou um menino” (Jeremias 1:6). A fuga de Jonas diante da difícil tarefa de pregar a iníqua cidade de Nínive. (Jonas 1:3). Enoque, Abraão, o Apostolo Pedro, Joseph Smith e tantos outros na história Bíblica e nos tempos atuais.

O melhor de tudo isso é que temos o evangelho de Jesus Cristo, as escrituras para nos esclarecer a verdade e os profetas vivos para nos guiar nesse tempo atual e tão caótico e confuso, de muita pressão e exigência.   E o principal é que temos a expiação do Salvador para nos capacitar e fortalecer todos os dias de nossas vidas. Lembremos que as nossas fraquezas são essenciais para o poder de Cristo habitar em nós. Somos um povo abençoado com esse conhecimento puro e verdadeiro de que é preciso possuir essas limitações para reconhecermos que somos totalmente dependentes do auxilio divino e só teremos êxito em nossa jornada quando nosso coração entender que somos fracos e nos voltemos a Ele com humildade. Só por meio dessa virtude que teremos a nosso favor o seu poder para realizar muitas coisas.

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Alex Mazalti

Serviu missão em Campinas-SP, de 2003 a 2005. Serviu como bispo. Casado e pai de dois filhos. Fundador e presidente do Instituto de Coaching do Vale – INCOVALE.Formado em Marketing e Bacharel em Administração de Empresas.Especialista em Consultoria Empresarial, Gestão de Pessoas e MBA em Gestão de Negócios. Master Coach e Trainer em Programação Neurolinguistica (PNL) com credenciais internacionais pelas maiores instituições de Coaching e PNL do mundo.
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