Quando estamos crescendo, durante todos os anos em que frequentamos a escola, desde o ensino primário ao ensino superior, temos muito contato com pessoas diferentes diariamente. Há muitos colegas na turma e muitos professores. Consequentemente, há também muitas chances de conhecermos novas realidades, assim como inúmeras oportunidades de compartilhar nossas crenças e modo de vida SUD.

Após o término desse período de formação acadêmica, no entanto, é comum haver uma drástica diminuição na quantidade de relações e contatos sociais fora da Igreja. É claro que continua havendo pessoas no ambiente de trabalho e nos demais lugares que frequentamos, mas geralmente não ocorre o mesmo nível de sociabilidade ou a mesma quantidade de exposições a tentações que ocorrem na época escolar.

Mesmo quando o membro se esforça para ser amigável e expandir sua esfera de boa influência, isso fica limitado a um número específico de pessoas que não muda anualmente, ou seja, um adulto normalmente convive mais tempo com as mesmas pessoas e tem proximidade com um número muito menor de “não-membros” do que uma criança ou jovem.

Especialmente após o casamento, nossa tendência é manter as principais amizades dentro da Igreja, com pessoas que compartilham de nossa cultura peculiar. Isso fica ainda mais intenso para as mulheres que escolhem permanecer no lar dedicando-se integralmente a criação dos filhos. Elas não são tão expostas ao mundo quando permanecem em casa e isso é ótimo, é o modelo ideal estabelecido pelo Senhor.

Porém, ao passar a maior parte do tempo apenas com familiares e amigos da Igreja, seu estado de alerta em relação à situação caótica do mundo tende a diminuir. Afinal, seu mundo passa a ser seu lar, seus filhos e tudo que aprendem na Igreja. Em um verdadeiro lar sud também não há mídia imprópria, pois é um local sagrado. Dessa maneira, o contato próximo com o território inimigo vai ficando apenas na lembrança.

Mães, não estou sugerindo que comecem a assistir novelas, nem que arranjem um emprego só para voltar a ter contato com perigos, distrações e pessoas do mundo. De forma alguma! Mas, é preciso estar atenta ao que acontece ao seu redor e primordialmente, às influências que afetam seus filhos na escola!

Compartilhar o evangelho também pode passar a ser algo menos frequente quando não se tem que comparecer diariamente a um local de estudo ou trabalho. É certo que com um grande espírito missionário e um pouquinho de boa vontade, pode-se dar um jeito nisso – falando com vizinhos e atendentes dos comércios que utilizamos, por exemplo. Os cartões da amizade podem ser de grande ajuda.

Mas se alguma vez, você como mãe, já se sentiu culpada por estar deixando sua habilidade de compartilhar o evangelho enferrujar, talvez seja bom pensar em seus filhos e começar a exercer um papel mais vigoroso nos bastidores da obra missionária. É claro que encenar no palco de uma linda história de conversão é maravilhoso, mas aqueles que trabalham atrás das cortinas também são indispensáveis!

Ao ensinar e preparar seus filhos diligentemente estará multiplicando seu poder de abençoar o próximo. A fé e o testemunho da verdade são a herança mais valiosa que pode ser passada.

II Timóteo 1: 5 – “Trazendo à memória a fé não fingida que há em ti, a qual habitou primeiro em tua avó (…)” Por isso, converse com seus filhos, seja sua melhor amiga, descubra tudo que tem acontecido em suas vidas e como são seus amigos.

Uma excelente forma de fazê-los praticar, é enviar materiais da Igreja como presentes para seus professores e amigos. Pode-se aproveitar datas especiais como páscoa, dia dos professores, aniversários e natal para montar um belo kit com uma Liahona, um cartão da amizade, um vídeo e uma cartinha, por exemplo.

Você já passou pelo que seus filhos estão passando agora, já trilhou caminhos semelhantes, você conhece as dificuldades e pode se lembrar de muitas experiências úteis para eles. Cada fase da vida tem seu lugar no grande plano.

Eclesiastes 3: 1 – “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. ”

Encerro com o trecho abaixo, extraído do memorável discurso: Mães ensinam seus filhos em casa, do Elder L. Tom Perry. Sei que suas palavras são mais necessárias hoje do que nunca!

“O ensino no lar está-se tornando cada vez mais importante no mundo atual, onde a influência do adversário está tão disseminada, e ele dirige seu ataque procurando minar e destruir o próprio alicerce de nossa sociedade, que é a família. Os pais precisam decidir que o ensino no lar é uma responsabilidade extremamente sagrada e importante.

No palco eterno de Deus, geralmente se espera que os pais sejam os atores principais na vida dos filhos. Felizmente, há substitutos na produção, que podem assumir o papel quando os pais não puderem fazê-lo. Contudo, foram os pais que receberam o mandamento do Senhor de criar os filhos em luz e verdade (ver D&C 93:40).

Os pais precisam trazer luz e verdade para o lar por meio de cada oração familiar, cada sessão de estudo das escrituras, cada noite familiar, cada leitura de livro em voz alta, cada hino e cada refeição feita em família. Eles sabem que a influência de pais justos, conscienciosos, persistentes e que atuam diariamente é uma das forças mais alentadoras e poderosas em favor do bem neste mundo. A saúde de qualquer sociedade, a felicidade de seu povo, sua prosperidade e sua paz, todas essas coisas têm uma raiz comum no ensino dos filhos no lar.

De acordo com “A Família: Proclamação ao Mundo”, os princípios que mencionei sobre o ensino no lar se aplicam a ambos os pais, mas são especialmente vitais para o papel da mãe. O pai, com mais frequência, passa grande parte do dia fora do lar, em seu trabalho. Esse é um dos muitos motivos pelos quais uma parte tão grande da responsabilidade pelo ensino dos filhos no lar recai sobre a mãe. Embora as circunstâncias variem e o ideal nem sempre seja possível, creio que foi por desígnio divino que o papel da mãe enfatiza a criação e a educação da próxima geração. Vemos tantas dificuldades hoje em dia causadas por influências que distraem e destroem, visando desviar os filhos de Deus! Vemos muitos jovens que carecem das profundas raízes espirituais necessárias para permanecerem firmes na fé quando as tempestades da descrença e do desespero rugem a seu redor. Um número demasiadamente grande dos filhos de nosso Pai Celestial é subjugado pelos desejos mundanos. O massacre que a iniquidade vem causando em meio a nossos filhos é ao mesmo tempo mais sutil e mais ousado que nunca. O ensino do evangelho de Jesus Cristo no lar acrescenta mais uma camada de proteção para nossos filhos contra as influências do mundo. ”

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Suzana Argachof Ribeiro

Formada em Letras, casada, mãe de 3 meninas em tempo integral e escritora nas horas vagas. Fã de carteirinha da Sociedade de Socorro! Autora dos livros: O Elo Forte - uma história contada por quatro gerações, Um Sonho Distante - o que existe além da memória e A Guerra Invisível - o que se ganha quando se perde. Blog pessoal: http://escritorasuzanaribeiro.blogspot.com.br/
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