Quando o Profeta Joseph Smith foi martirizado em 27 de Junho de 1844, John Taylor declarou:

“Joseph Smith, o Profeta e Vidente do Senhor, com exceção apenas de Jesus, fez mais pela salvação dos homens neste mundo do que qualquer outro homem que jamais viveu nele.” (D&C 135:3)

A missão gloriosa do Profeta da Restauração, quando compreendida corretamente testifica do amor e cuidados de Nosso Pai Celestial em preparar todas as coisas necessárias para a salvação de Seus filhos.  A influência da missão de Joseph Smith ecoa por todas as dispensações anteriores e tem abençoado todos os filhos de Deus que hoje estão sobre a terra, todos os que já nasceram e morreram e todos aqueles que ainda passarão pela mortalidade. Por ter tal importância, sua missão foi profetizada em dias antigos, tal como a missão de Moisés, que de igual maneira libertou o povo do Senhor da apostasia e tinha como propósito prepará-los para entrarem na presença do Senhor:

“Portanto, José verdadeiramente viu nossos dias. E obteve a promessa do Senhor de que do fruto de seus lombos o Senhor Deus levantaria um ramo justo para a casa de Israel; não o Messias, mas um ramo que seria arrancado e, não obstante, seria lembrado nos convênios do Senhor de que o Messias lhes seria manifestado nos últimos dias, com o espírito de poder, a fim de tirá-los das trevas para a luz — sim, das trevas ocultas e do cativeiro para a liberdade. Porque José verdadeiramente testificou, dizendo: O Senhor meu Deus levantará um vidente, que será um vidente escolhido para o fruto de meus lombos. Sim, José verdadeiramente disse: Assim me diz o Senhor: Um vidente escolhido levantarei eu do fruto de teus lombos. E gozará de grande estima entre o fruto de teus lombos. A ele ordenarei que faça um trabalho para seus irmãos, o fruto de teus lombos, que lhes será de grande benefício, levando-os a conhecer os convênios que fiz com teus pais. (…) E ele será grande como Moisés, o qual eu disse que suscitaria para vós a fim de libertar meu povo, ó casa de Israel. E suscitarei Moisés para tirar teu povo da terra do Egito. Suscitarei, porém, um vidente do fruto de teus lombos e a ele darei poder para revelar minha palavra à semente de teus lombos — não somente para revelar a minha palavra, diz o Senhor, mas para convencê-los da minha palavra, que já lhes terá sido declarada. (…) E seu nome será igual ao meu e será chamado pelo nome de seu pai. E ele será semelhante a mim; porque aquilo que o Senhor fizer através de sua mão, pelo poder do Senhor, levará meu povo à salvação.” (2 Néfi 3:5-7; 9-11; 15)

As profecias de José do Egito sobre Moisés e sobre o Vidente escolhido para os últimos dias no Livro de Mórmon, encontram paralelos em antigas tradições judaicas e parecem indicar que um profeta escolhido da tribo de José surgiria nos últimos dias.

W. Cleon Skousen, professor de Escrituras Antigas da BYU explicando o contexto de João 1: 19-23 e 25, quando João Batista fora interrogado sobre sua identidade por sacerdotes e levitas, ensinou:

“Os judeus ortodoxos conservaram no Talmude, no Midrash e no Targum judaico, uma tradição de suma importância. Desastradamente, essa tradição foi retirada da Bíblia, conforme nos foi entregue. No entanto, apesar das mudanças de Gênesis, os judeus ortodoxos têm mantido uma rica tradição sobre um descendente de José que viria nos últimos dias para preparar o caminho do Grande Messias. Nela podem-se encontrar referências sobre este José moderno, que os judeus chamam de “Mashiach Ben Yosef” (Ungido Filho de José). Dizem as referências judaicas (…) que o servo de Deus nos últimos dias seria chamado José, filho também de José, que ele seria descendente de José (do Egito) através da semente corporal de Efraim, que seu advento se daria ao tempo do retorno de Elias, o qual viria numa época de Páscoa (até hoje, os Judeus reservam um lugar vazio à mesa na época da Páscoa para o retorno de Elias) e que ele, José, seria assassinado junto com outro”. [1]

Assim, entende-se melhor a passagem descrita no evangelho de João.

João 1: 25.

E perguntaram-lhe, e disseram-lhe: Porque batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?

O Cristo (Mashiach Ben Yehuda): O Messias esperado da tribo de Judá, que seria o Salvador e Rei de Israel.

Elias: Elias o Profeta retornaria antes do grande e terrível dia do Senhor para converter o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos pais. (Malaquias 4: 5-6)

O Profeta (Mashiach Ben Yosef): O servo do Senhor nos últimos dias, o Ungido da tribo de José que viria para preparar a obra do Senhor antes do grande e terrível dia do Senhor.

O Ungido de José

O termo hebraico para Messias (Mashiach) significa “Ungido”, indicando alguém que fora escolhido e separado para executar uma importante missão. Na antiga Israel, os reis, os profetas e os sumo sacerdotes eram ungidos. Na antiga tradição judaica, o Ungido de José deveria iniciar a coligação das tribos de Israel, receber Elias em seu retorno prometido e estava destinado a ser um líder militar que morreria em combate. [2]

Outras fontes Cristãs e Judaicas falam mais sobre a missão do Ungido de José, como a Enciclopédia Judaica:

“De acordo com o Talmude, o Messias será um descendente da casa de Davi e será precedido por um Messias da casa de José. Quando foi perguntado ao Rabi chefe, Avraham Hakohen Kook em 1920, se os judeus poderiam agora construir o templo (destruído desde o ano 70 AD), sua resposta foi que os direitos do sacerdócio se foram, referindo-se ao Rabi do Século 12 Moses Maimonides. Maimonides disse, em efeito, “nós estamos aguardando pelo Messiah Ben Joseph, a ele será dado às chaves da coligação de Israel, ele vai restaurar a adoração nos templos”. [3]

Joseph Smith (descendente da tribo de José) afirma ter recebido as chaves da coligação de Israel no Templo de Kirtland no dia 3 de Abril de 1836:

“Depois de encerrar-se esta visão, os céus tornaram-se a abrir e Moisés apareceu diante de nós e conferiu-nos as chaves para coligar Israel das quatro partes da Terra e trazer as dez tribos da terra do norte.” (D&C 110:11)

Entre os cristãos do primeiro século e também entre os judeus, era usado um livro de escritura que hoje não faz mais parte da Bíblia. Este livro Apócrifo hebreu era chamado de Livro de Enoque. Nele é mencionado um profeta “dos últimos dias”. O nosso Livro de Moisés parece mesmo indicar que Enoque viu o profeta “dos últimos dias” (Moisés 7: 67). Nestes escritos apócrifos, que foram extensivamente usados por antigos escribas Judeus, Enoque menciona este futuro profeta por nome. Ele o chama de “Mashiach Ben Yehuda” (Messiah Ben Joseph). Ao ter uma visão do final dos tempos, Enoque descreve da seguinte forma:

“Eu vi o Messias, filho de José, e sua geração e suas obras e seus feitos que eles farão contra as nações do mundo…”. [4] 

O estudioso Bíblico Hugo Odeberg foi quem traduziu esta obra. Ele escreveu o seguinte sobre este futuro profeta:

“… o final do curso do presente mundo é marcado pelo aparecimento do Messiah Ben Joseph e o Messiah Ben David, em cujos tempos haverá guerras entre Israel e ‘Gog e Magogue’, a consumação será então, assim parece, trazida pelo próprio Altíssimo”. [5]

O Boi Branco e O Búfalo

No nosso atual Velho Testamento, lemos em Deuteronômio 33: 17 a estória do unicórnio ou touro que usa seus chifres para coligar Israel. O Livro de Enoque Hebreu descreve este touro como o símbolo de um futuro homem, que seria usado como um instrumento nas mãos de Deus para ajuntar este outro “gado”. Enoque narra sua visão desta maneira:

“E eu vi que um Boi Branco nasceu, com grandes chifres, e todas as bestas do campo e pássaros do ar o temiam e faziam petições a ele continuamente. E eu vi todas as suas espécies serem transformadas, e todos eles se tornaram gado branco. E o mais grandioso de todos era o búfalo, e aquele búfalo era um animal formidável, e tinha grandes chifres negros na sua cabeça. E o Senhor das ovelhas regozijava neles, e também sobre todo o gado.” [6]

De acordo com vários intérpretes o Boi Branco representaria o ‘Messiah Ben David’ ou ‘Messiah Ben Judah’ e o Búfalo o ‘Messiah Ben Joseph’. De acordo com a Enciclopédia Judaica este Búfalo estaria relacionado com o touro selvagem mencionado em Deuteronômio 33: 17. Parte da importante missão do búfalo seria coligar Israel com seus grandes chifres, e o emblema do Messiah Ben Joseph é um búfalo com grandes chifres. [7]

 Dr. Charles Torry, um grande estudioso do Velho Testamento, escreveu a respeito desta relação entre o profeta “dos últimos dias”, mencionado no Livro de Enoque e o touro selvagem ou búfalo mencionado no Velho Testamento:

“Parece seguro, além de qualquer dúvida, que o “animal formidável” de Enoque 90: 38, que está destinado a aparecer nos últimos dias, ser o Messiah Ben Joseph. Não é por acidente que as palavras com que ele é apresentado, ‘e o mais excelente entre eles (o gado) era o búfalo, ’ repete-se no início de Deuteronômio 33: 17: “As primícias do rebanho… seus chifres são chifres de boi selvagem”. O autor de Enoque, que conhecia a tradição Judaica, apresentou seu ‘búfalo’ com a natureza divino-humana da casa de José. Contudo, acima dele estava o Boi Branco, o Ungido da Casa de Davi, ‘e o Senhor das ovelhas jubilou sobre os dois’”. [8]  

José, Aquele que Ajunta

Nomes e seus significados eram muito importantes da antiga tradição judaica. A história de José do Egito é repleta de simbolismos e tem profunda relação com a história do futuro Messias que expiaria os pecados de Israel.

 A etimologia do nome José é frequentemente interpretada como “o Senhor adicionou” ou “aumentou.” Quando Raquel nomeou seu filho José, traduziu-se do Hebreu como “Asaph” que significa “aquele que junta,” “aquele que causa o retorno” ou “Deus ajunta.”

Há também escrituras judaicas em que o antigo profeta José é conectado com o futuro Messiah Ben Joseph. Nelas, Raquel, profetizou e acreditava que “… José seria o ancestral do Messias (Efraimita), que se levantaria no final dos dias.” [9]

A ideia de um futuro Messiah Ben Joseph também era conhecida por outros profetas do Velho Testamento. Assim como Enoque, estudiosos Judeus concluíram que Jeremias falou sobre este futuro profeta em seus escritos.

Em Jeremias 30: 21 lemos: “E o seu príncipe será deles; e o seu governador sairá do meio deles, e o farei aproximar-se, e ele se achegará a mim; porque quem será aquele que empenhe o seu coração para se achegar a mim? Diz o Senhor.”

Edward G. King, escreveu o seguinte a respeito desta passagem: “Certamente nós não poderíamos culpar nenhum Judeu que enxerga o Messiah Ben Joseph nesta passagem.” Ele nos relembra que esta passagem é para ser cumprida nos últimos dias. [10]

Ao lermos Jeremias 30 e 31, perceberemos que o profeta está falando sobre os últimos dias e a coligação de Israel, que acontecerá pelas mãos de Efraim. Os judeus consideravam estes capítulos como o Livro da Consolação, por falarem sobre o futuro de Israel e a promessa de voltarem para suas terras. Os capítulos anteriores tornaram claro que Efraim, a quem foi dado o direito de primogenitura, faria isto e seria a força movente responsável por esta grande coligação. Efraim é descrito como a “torre de vigia sobre os montes,” a tribo designada para levantar a voz de advertência para coligar Israel de onde eles estivessem e declarar a palavra do Senhor.

Depois da queda de Efraim (por volta de 605 AC), a eles seriam dado à oportunidade de se arrependerem, e a eles seriam dados os princípios de salvação. Os Efraimitas dos últimos dias estão cumprindo a promessa de restaurar as antigas verdades e o “novo e eterno convênio” do Senhor. Esta profecia manifesta o trabalho de Joseph Smith como se relaciona ao Evangelho Restaurado e os convênios que envolvem parte do processo de restauração. De fato, Joseph Smith era um Efraimita. (D&C 113:6)

Dois Messias e Um Elias

A crença comum entre os judeus a respeito do Messias prometido encontrava obstáculo ao perceberem que os profetas descreviam o Messias, ora como o Libertador de Israel, ora como um servo humilde e desprezado. Eles se referiam ao rei triunfante que os libertaria de seu estado de servidão. Mas este futuro libertador seria “trazido como um cordeiro ao matadouro.” As referencias são claras, pois elas obviamente falam sobre um futuro personagem que expiaria pelos pecados de Israel – um Messias. Os Judeus se encontraram num atoleiro de escrituras. Como eles se safaram? Eles passaram a ver nestas passagens dois Messias – um sofrendo e o outro como um rei triunfante.

Charles Torrey escreveu: “A doutrina de dois Messias representa um laço importante no [pensamento] Judeu [que é] mais abundantemente aceito do que agora reconhecido. Não é uma teoria imperfeitamente formulada ou somente mantida temporariamente, mas sim um padrão de artigo de fé, primitivo e firmemente estabelecido e universalmente aceito.” [11]

Solomon Zeitlin, erudito judeu escreveu: “De acordo com um depoimento Talmúdico os Judeus acreditavam em dois Messias, um da tribo de José, ou mais precisamente, que era um Efraimita, e o outro como um descendente real de Davi.” [12] 

Parece então que os judeus criaram dois Messias. Um que expiaria os pecados do mundo e outro que viria como um Elias, um precursor que abriria uma nova dispensação antes do retorno do Messiah Ben David. A crença era de que este Messiah Ben Joseph viria no tempo da vinda de Elias o Profeta.

De acordo com Louis Ginzberg, a missão de Efraim, ou do Messiah Ben Joseph se reflete nas promessas do Patriarca Jacó, ao abençoar seus filhos. Segundo Ginzberg ao relacionar seus filhos com imagens de animais e mencionar certas características, o Patriarca simbolizou suas futuras missões, ao chamar Benjamim de lobo, Judá de leão, e José de boi. O propósito era: “… apontar para os três reinos conhecidos como lobo, leão e boi, e o destino dos quais eram e serão selados pelos descendentes de seus três filhos: Babilônia, o reino do leão caiu pelas mãos de Daniel da tribo de Judá; Média, o lobo encontrou seu mestre no Benjamita Mordecai; e o boi José subjugará a besta com chifre, o reino da iniquidade, antes do tempo Messiânico.” [13]

Ainda de acordo com a antiga tradição Judaica o papel do Messiah Ben Joseph centraliza-se em torno da coligação de Israel nos últimos dias. Ele será responsável por restaurar a verdadeira adoração nos templos, pelo retorno de Judá à Palestina, reconstrução do templo em Jerusalém e o retorno das 10 tribos. Tudo isto deverá acontecer antes da vinda do Messiah Ben David. Os judeus ainda acreditam que o Messiah Ben Joseph estará ligado ao trabalho de Elias o Profeta, nos últimos dias. Segundo eles, Elias é responsável pela missão de restaurar as tribos de Jacó. Ele retificará tudo concernente às leis e interpretação Bíblica e estará envolvido com a correção de todo registro genealógico. [14]

Ainda nas palavras de Louis Ginzberg: “… a atividade principal de Elias o Profeta será ajudar a restaurar a pureza da família”. [15]

Joseph Klausner disse que o retorno de Elias o Profeta, deverá ser no tempo da restauração do sacerdócio de Melquisedeque e na redescoberta do Peitoral e do Urim e Tumim. O retorno de Elias deverá também acontecer, de acordo com Dr. Klausner, durante o tempo sagrado da unção e ablução. Tudo isto se daria quando a reconstrução do novo templo de Israel seria esperada. [16]

Isto já aconteceu em nossos dias. Na dedicação do templo de Kirtland, Elias o Profeta de fato retornou, e no exato dia em que os judeus celebraram a páscoa, no ano de 1836, em 3 de abril, ou o décimo quinto dia de Nissan, segundo o calendário Hebraico. [17]

O Messiah Ben Joseph e os Samaritanos

Um dos mais importantes eruditos do Velho Testamento dedicou grande parte de seus estudos ao tema do Messiah Ben Joseph. Joseph Klausner foi professor de Hebraico e do Velho Testamento na Universidade Hebraica de Jerusalém. Um de seus escritos mais significantes foi A Ideia Messiânica em Israel. Neste material Klausner dedica um capítulo inteiro a este assunto. Mas quando o erudito estudou as tradições judaicas, percebeu que muito do que se sabia sobre o Messiah Ben Joseph não encontrava referências nas escrituras Hebraicas. Ele escreveu: “A tradição da vinda do Messiah Ben Joseph era tão completamente estabelecida entre os eruditos judeus, mas não havia referência a isto nas escrituras Hebraicas.”Klausner observou também que esta tradição era mais zelosa entre os Samaritanos. [18]

Os Samaritanos foram um pequeno grupo remanescente que escapou do cativeiro Assírio em 721 A.C, diferente da grande maioria dos judeus que foram levados para a Mesopotâmia. De acordo com Dr. Klausner, o zelo dos Samaritanos em preservar esta antiga tradição pode ser resumido desta maneira:

·         Os Samaritanos diziam que o futuro Messiah Ben Joseph seria descendente de José através de Efraim. Ele registra que os Samaritanos algumas vezes se referem a ele como o “Filho de Efraim.”

·         Que ele seria chamado Tel, significando ‘O restaurador’, ‘Aquele que restaura’, ou ‘Aquele que causa o retorno’.

·         Suas crenças eram de que ele chamaria o povo ao arrependimento enquanto trazia de volta melhores dias para Israel.

·         Os Samaritanos diziam que este futuro José “restauraria em todo lugar a verdadeira Lei a sua validade anterior e converteria todas as pessoas, especialmente os Judeus, à religião Samaritana (Efraimita).”

Joseph Klausner por fim observou que a tradição Samaritana do Messiah Ben Joseph se relacionava intimamente com a profecia de Ezequiel 37 e as tribos de Judá e José. (Ezequiel 37: 15-28) [19]

Refletindo posteriormente a tradição Samaritana, o Rabi Abisha Ben Pinhas do século XIV escreveu um poema sobre a vida e realizações deste “restaurador” que ele nomeava Taheb:

“Quando ele nascer em paz

Sua majestade brilhará avante nos céus e na terra

Quando o Taheb crescer, sua retidão será revelada

O Senhor o chamará e ensinar-lhe-á suas leis

Ele lhe dará uma nova escritura e o revestirá com profecias”. [20]

A Morte do Messiah Ben Joseph

Um antigo texto Judeu Baraithot menciona que a morte do Messiah Ben Joseph seria como a de alguém sendo perfurado e que não haveria nenhum valor expiatório em sua morte. Ele seria um mártir. [21]

A crença SUD é de que Joseph Smith fez mais pela salvação dos homens do que qualquer outro, exceto o próprio Salvador. Da mesma forma os judeus que acreditaram nas antigas tradições sobre o futuro Messiah Ben Joseph o viam como a figura mais importante, salvo o Messiah Ben Judah. [22]

Como visto anteriormente o nome de Joseph em hebraico significa “Aquele que ajunta” ou “ Aquele que causa o retorno”. Curiosamente o nome de seu irmão, morto com o profeta, possui significado que parece indicar uma precisão de detalhes. Hyrum, do hebraico significa “Aquele que exalta seu irmão” ou “Meu irmão é exaltado”. A profecia se cumpriu mesmo no fato de Joseph Smith ter sido ‘perfurado’ por balas.

Joseph Smith seria o tão esperado Messiah Ben Joseph dos Judeus e Samaritanos? Talvez!

Que Ele restaurou a verdade e tirou o mundo das trevas da apostasia, restaurou o sacerdócio e a chaves do poder selador e a adoração nos templos, isso não tenho dúvida!

O Presidente Brigham Young testificou sobre o chamado do Profeta Joseph Smith:

“Foi decretado nos conselhos da eternidade, muito antes que os alicerces desta terra fossem estabelecidos, que ele deveria ser o homem, na última dispensação deste mundo, a levar adiante a palavra de Deus ao povo, e receber a plenitude das chaves e poder do Sacerdócio do Filho de Deus. O Senhor pôs seus olhos sobre ele, e sobre seu pai, e sobre o pai de se pai, e sobre todos os seus progenitores até regressarmos a Abraão, e de Abraão ao dilúvio, e do dilúvio a Enoque, e de Enoque a Adão. Ele observou aquela família e aquele sangue (…) desde sua fonte até o nascimento daquele homem. Ele foi pré-ordenado na eternidade para presidir sobre esta última dispensação… [Deus] sabia de antemão o que José, que fora vendido no Egito faria. José foi ordenado para ser o salvador temporal da casa de seu pai, e a semente de José foi ordenada para serem os salvadores temporais e espirituais de toda a casa de Israel nos últimos dias. A semente de José se misturou entre todas as sementes dos homens sobre a face de toda a terra. A grande maioria daqueles que agora estão diante de mim são descendentes daquele José que foi vendido. Joseph Smith Jr. foi pré-ordenado para vir através dos lombos de Abraão, Isaque, Jacó e José, e assim por diante através dos profetas e apóstolos; e então surgir nos últimos dias para ser um ministro da salvação, e portar as chaves da última dispensação da plenitude dos tempos.” [23]

Notas

1.       El Antiguo Testamento Habla Hoy em Día, Liahona, Maio de 1973.

2.      Messiah ben Joseph and The War With Gog and Magog, Joseph Klausner, 483-501; The Messiah of Ephraim and The Premature Exodus of the Tribe of Ephraim, Harvard Theological Review 8/1 (January 1975): 1-15.

3.      The Jewish Encyclopedia, 12 vols. (New York: Funk and Wagnall’s Company, 1904) 8:512

4.      Hebrew Book of Enoch 45:5.

5.      Hugo Odeberg, trans., 3 Enoch or the Hebrew Book of Enoch (reprinted New York: KTAV Publishing House, 1973) pg. 144.

6.      R.H. Charles, The Apocrypha and Pseudepigrapha of the Old Testament, 2 vols. (Oxford: Clarendon Press, 1977) 2:260.

7.      The Jewish Encyclopedia, 12 vols. (New York: Funk and Wagnall’s Company, 1904) 8:512.

8.      Charles Torrey, “The Messiah Son of Ephraim,” Journal of Biblical Literature 66 (1947) pg. 266-268.

9.      Raphael Patai, The Messiah Texts (New York: Avon Book, 1979) pg. 165.

10.   Edward G. King, trans., The Yalkut on Zechariah (Cambridge, England, Bell and Co., 1882) pg. 87.

11.    Charles Torrey, “The Messiah Son of Ephraim,” Journal of Biblical Literature 66 (1947) pg. 253.

12.   Solomon Zeitlin, “The Essenes and Messianic Expectations,” Jewish Quarterly Review No. 45 (1954): pg. 107.

13.   Louis Ginzberg; The Legend of the Jews, 7 Vols (Philadelphia: Jewish Publication Society of America, 1911) 2: 147.(Também observamos que Roma, cujo símbolo foi um lobo, foi subjugada pela pregação do Apostolo Paulo, um Benjamita)

14.   Louis Ginzberg; The Legend of the Jews, 7 Vols (Philadelphia: Jewish Publication Society of America, 1911) 4: 233.

15.   Louis Ginzberg; The Legend of the Jews, 7 Vols (Philadelphia: Jewish Publication Society of America, 1911) 6: 339.

16.   Joseph Klausner, Die Messianishe Vorstellungen des juedischen Volkes im Zeitalter der Tannaiten (Berlin: Verlag M. Poppelhauer, 1904) pgs. 61, 115-119. This is Dr. Klausner’s PhD thesis.

17.   “The Hebrew Calendar, Jewish Theology and the Restoration”

18.   Joseph Klausner, The Messianic Idea in Israel (Macmillan Company, N.Y., 1955).

19.   Joseph Klausner, The Messianic Idea in Israel (Macmillan Company, N.Y., 1955) pg. 484, 487, 493.

20.  Bousset-Gressmann, Die Religion des Judentums, 3rd Edition, 1926, pg. 224-225.

21.   George Foot Moore, Judaism in the First Centuries of the Christian Era: The Age of the Tannaim, Vol. II (Cambridge: Harvard U. Press, 1966) p. 370.

22.  Joseph Klausner, The Messianic Idea in Israel (Macmillan Company, N.Y., 1955) pg. 501.

23.  Journal of Discourses 7: 289-90

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Marcelo de Almeida

De Fortaleza/CE, e com 34 anos, Marcelo de Almeida é solteiro, missionário retornado e serve como Diretor de Indexação da Estaca. Ele estuda Enfermagem e é SUD desde os 16 anos, tendo servido na Missão Brasil Londrina.
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