SERVIÇO AO PRÓXIMO

Um tempo depois que terminei a minha missão fiquei pensando sobre esse grandioso trabalho de amor, quando eu era criança me recordava de ver os americanos na casa da minha tia e eles eram sempre amorosos e atenciosos, ali foi plantada uma semente desse trabalho grandioso de amor.

Anos mais tarde foi a minha vez de estar no lugar daqueles missionários fazendo o meu melhor, o melhor que aprendi com meus líderes. Hoje em nosso mundo o ato de ajudar alguém vira, em minutos um viral na internet, algumas pessoas comentam essas boas ações como se elas fossem algo do outro mundo, quando na verdade elas deveriam se tornar algo normal e comum em nossa rotina, muitas pessoas acham essas ações maravilhosas, chegam a se emocionar naquele momento, porém poucas agem para que o próximo tenha um pouco de conforto.

BEM ESTAR DO PRÓXIMO

Pensando nessa ação me recordo de uma experiência do presidente Spencer W. Kimball.

Um simples ato de bondade do Presidente Kimball num aeroporto de Chicago teve efeitos de longo alcance.

Uma jovem mãe num vôo noturno com uma filha de dois anos ficou retida no aeroporto de Chicago devido às más condições atmosféricas, sem comida nem roupas limpas para a menina e sem dinheiro. Ela estava (…) grávida e com ameaça de aborto, assim recebera ordens médicas de não carregar a menina, salvo numa emergência. Hora após hora, ela ficou numa fila após outra, tentando pegar um vôo para Michigan. O terminal era barulhento e estava cheio de passageiros cansados, frustrados e irritados, e ela ouviu várias críticas por causa da filha que chorava e do fato de ela empurrar a criança com o pé à medida que a fila avançava. Ninguém se ofereceu para ajudar a cuidar da menina cansada, com fome e com as fraldas sujas.

Então, contou a mulher posteriormente, ‘alguém veio até nós e disse com um sorriso bondoso: “Posso fazer algo para ajudá-las?” Com um suspiro de gratidão, ela aceitou a oferta. Ele levantou do chão frio minha filhinha que soluçava e segurou-a nos braços, dando-lhes tapinhas nas costas. Ele perguntou se ela podia mascar chiclete. Quando ela se acalmou, ele levou-a consigo e explicou às pessoas que estavam na minha frente na fila o quanto eu precisava de ajuda. Eles pareceram concordar e em seguida ele foi ao balcão [no início da fila] e conseguiu com o funcionário que eu embarcasse num vôo que sairia em breve. Ele andou conosco até um banco, onde conversamos um pouco, até ele se assegurar de que eu estivesse bem. Então, ele se foi. Cerca de uma semana depois, vi a fotografia do Apóstolo Spencer W. Kimball e reconheci-o como o estranho do aeroporto’.

Vários anos depois, o Presidente Kimball recebeu uma carta que dizia, em parte:

Caro Presidente Kimball:

Estudo na Universidade Brigham Young. Voltei recentemente da missão em Munique, Alemanha Ocidental. Tive uma missão maravilhosa e aprendi muito. (…)

Eu estava assistindo à reunião do sacerdócio na semana passada quando contaram a história de um ato de serviço amoroso que o senhor realizou há cerca de 21 anos no aeroporto de Chicago. O relato dizia que o senhor ajudou uma jovem mãe grávida com uma (…) menina que gritava, (…) em situação desesperadora, esperando na fila para receber suas passagens aéreas. Ela corria o risco de sofrer um aborto e assim não podia segurar a filhinha para consolá-la. Ela sofrera quatro abortos naturais antes, o que constituía um motivo a mais para ela seguir as ordens médicas e não se abaixar nem carregar peso.

O senhor consolou a criança que chorava e explicou o dilema aos outros passageiros da fila. Esse ato de amor aliviou o estresse e a tensão de minha mãe. Nasci alguns meses depois em Flint, Michigan.

Eu queria lhe agradecer por seu amor. Obrigado por seu exemplo!”

GRATIDÃO

Um casal israelense elogiou emotivamente seu único filho. A audiência na sinagoga ouviu com simpatia enquanto o casal falava sobre o caráter do jovem, sua apreciação pela vida, e profunda devoção à Terra Santa. Pouco depois de seu 19º aniversário, ele foi brutalmente assassinado enquanto defendia seu amado país. Em memória ao filho, os pais fizeram uma generosa doação à sinagoga que frequentavam.

Após a apresentação, uma mulher na audiência voltou-se ao marido e sussurrou: “Vamos doar a mesma quantia pelo nosso filho.”

“O que está dizendo?” perguntou o marido. “Nosso filho não perdeu a vida!”

“Por isto mesmo!”, respondeu a mãe. “Vamos fazer caridade porque ele foi poupado.”

Muitas vezes em nossas vidas precisamos desempenhar gratidão diária, precisamos nos tornar exemplos bons para os outros para que possamos aliviar os fardos e ajudar com um pouco de alento aqueles que sofrem.

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Carlos Goes

Carlos Goes serviu na Missão Porto Alegre Sul entre 2000 e 2002, é Professor de Inglês e desenvolvedor de metodologias de ensino, fotógrafo e microempresário. É dono da página A Eternidade é Logo Ali. Atualmente é Líder do MAS/JAS de sua ala juntamente com a sua esposa.
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