Há pouco mais de um ano, eu estava grávida, à espera do meu 4º bebê. Devido a um sangramento e algumas dores, me dirigi ao hospital. Fui atendida por um médico jovem de, no máximo, uns 38 anos. Ele me perguntou se aquela era minha primeira gestação. Respondi que não, e por já ter 3 filhos, estava assustada com os sintomas que vinha sentindo. Sorrindo, desacreditado, ele não se conteve: “Quantos anos você tem?”

Eu: “29!” E na sequencia:

Ele, sarcástico: “29? Não conhece o método contraceptivo?”

Então, pacientemente, embora minha vontade fosse chorar, respondi ao médico que aquela gravidez foi tão desejada e planejada, por meu marido e eu (antes que ele perguntasse se todos eram do mesmo pai), quanto as anteriores.

Não satisfeito, além de perguntar se eu não tinha TV em casa, ele perguntou se eu trabalhava. Respondi que sim, e muito!

E ele: “O que você faz?”

Eu: “Depende muito do dia e do humor dos meus filhos…”

Ele desistiu de me questionar, mas eu praticamente podia ler seus pensamentos pela expressão do seu rosto: “Em pleno século XXI, ainda há mulheres que façam isso?” Infelizmente, depois de alguns dias eu sofri um aborto natural.

Vivemos num mundo onde errados são os que se casam, e, loucos os que, além disso, tem filhos. As perguntas daquele médico me mostraram a grande influência e pressão que sofremos por acreditar que a família foi ordenada por Deus.

O mundo prega que ter filhos é caro, que se perde a liberdade, que dá trabalho, e, entre outras tantas “desvantagens”, nos sentimos pressionados e convencidos de que, a coisa certa a fazer, seja ter uma família pequena.

“Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos (…). Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava”. (Salmos 127:4-5)

Vivíamos em família antes de nascer nesta Terra e esses princípios foram gravados em nossa alma. No hino da Primária “A Família é do Senhor” aprendemos: “Sou da família do bom Deus, você e outros também somos Seus filhos. Mandou-me a Terra para nascer, crescer e aprender EM FAMÍLIA (…)”. Esta é nossa mais sublime responsabilidade.

O sucesso que teremos em TODOS os nossos outros empreendimentos será diretamente proporcional à atenção que dermos a esse relacionamento ordenado por Deus. (Ver D&C 88:119.)

Não existem famílias perfeitas, famílias que fazem tudo juntas, famílias sem problemas ou famílias que não se desentendem entre si. Este é um dos propósitos desta vida: Aprender a criar uma família em meio às adversidades e provações que acompanham o período mortal.

“(…) Família é dom de Deus; para sermos tão bons quanto Ele nos quer. E assim mostra o Teu amor, pois família é do Senhor.”

Precisamos entender e confiar que o Salvador conhece as dificuldades do caminho, e que Ele pode nos guiar através de desapontamentos e sofrimentos que vierem a surgir.  Seu amor é infinito e não há nada a temer. “Os filhos são herança do Senhor”. A maior fortuna que poderíamos receber de nosso amado Pai.

Ainda aguardo a flecha que falta em minha aljava. Sei que o Senhor nunca nos dá ordens sem antes preparar um caminho para que elas que cumpram.

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Amanda de Castro

Amanda é esposa e mãe em tempo integral de 3 filhos lindos, planeja a chegada do 4º. É Formada em Design Gráfico pela Escola Panamericana de Arte. Preocupada com o ensino do evangelho para as crianças no lar, decidiu juntar a saudade e o amor à profissão e criar a página Primariando, onde é a única autora. Atualmente serve como presidente da Primária da Ala Vila Império, Estaca Piratininga - SP
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