Você já se sentiu exausto fisicamente? Não apenas cansado, mas exaurido de suas forças à ponto de não conseguir mexer-se e com dores musculares?

Isso pode acontecer por alguns motivos:

Pode ser resultado de um esforço físico extenuante prolongado, como no caso de maratonistas ou praticantes de triatlo; pode ser também resultado da saída do estado do sedentarismo nas primeiras semanas da prática de um novo esporte.

O que fazer quando chegamos a esse estado de exaustão? Normalmente repousamos, usamos de relaxantes musculares, banhos de imersão, etc.; e com o tempo nosso corpo se recupera. Outra coisa interessante que acontece é que, com o tempo e a prática, o corpo se acostuma com o esforço aplicado e os limites da resistência são ampliados, e o corpo se fortalece como um todo.

Mas e quando nossa exaustão não se encontra em nosso corpo? Já se sentiu exausto espiritualmente? Já se sentiu meio que “quebrado por dentro”, desmotivado, cansado e meio perdido?

Poderíamos dizer que os sintomas são muito semelhantes com os da depressão; e posso dizer que essa exaustão espiritual pode sim levar à depressão.

A pressão do dia à dia, as responsabilidades, o corre corre pode nos fazer esquecer que somos passíveis de quebra, como qualquer outra máquina.

Como um carro, precisamos de “manutenção”: precisamos estar alertas ao aumento de temperatura, à possíveis vazamentos, à falta de combustível e, algo que é muito importante, não podemos forçar nosso motor, ou seja, devemos trocar marchas na hora certa e andar na velocidade correta conforme o terreno.

Joseph Smith, profeta da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também teve problemas com isso em sua época, tanto que recebeu o seguinte conselho do Senhor;

“Não corras mais depressa nem trabalhes mais do que te permitam as tuas forças e os meios concedidos para que te seja possível traduzir; mas sê diligente até o fim.” (D&C 10:4)

Os antigos habitantes das Américas deixaram um registro, hoje conhecido como O Livro de Mórmon (Mórmon foi um profeta historiador que viveu entre 320 à 390 depois de Cristo); e há um registro de um discurso de um rei chamado Benjamim onde ele aconselha:

“E vede que todas estas coisas sejam feitas com sabedoria e ordem; porque não se exige que o homem corra mais rapidamente do que suas forças o permitam. E, novamente, é necessário que ele seja diligente, para que assim possa ganhar o galardão; portanto todas as coisas devem ser feitas em ordem.”

O segredo para vivermos é o equilíbrio; precisamos ter um tempo para cada coisa, como registrado na Bíblia, em Eclesiastes 3, versículos de 1 a 9:

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:

Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz.

Que proveito tem o trabalhador naquilo com que se afadiga?”

Reparou na última frase? Que proveito tem o trabalhador naquilo com que se afadiga?

Tire um tempo e faça uma analisa de como está o seu “carro”. Pode ser que seja preciso tirar o pé do acelerador ou, em outros casos, encostar na oficina mecânica para uma revisão e troca de peças…

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Luiz Laffey

Luiz Laffey é ator profissional há 18 anos, radialista há 27 e DJ há 35. Casado, é pai de 4 filhos.
Multimídia, Luiz Laffey transita pelo meio artístico com trabalhos realizados na TV e no rádio. Dublagem, novelas, cinema, rádio e publicidade fazem parte do seu dia-a-dia. E com certeza você já ouviu a voz dele. Atualmente serve como Diretor de Assuntos Públicos da Área São Paulo Oeste.
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