No dia 2 de novembro de 1974, foi realizada em solo brasileiro uma importante reunião que contou com a presença de três representantes regionais naquele país: António C. de Camargo, Asael T. Sorensen e William Grant Bangerter. Neste encontro foi proferido de uma forma solene o seguinte anúncio: “Está sendo aberta uma missão da Igreja em Portugal”.

O irmão Bangerter preparava-se para assumir a liderança desta missão e fez questão de enfatizar que o assunto não requereria apenas e só um esforço dos missionários norte-americanos, informando então os presentes que o Comité Missionário havia determinado que pelo menos metade dos missionários que viriam servir em Portugal deveriam ser oriundos deste antigo território português tornado independente em 1822.

Após o anúncio daquela decisão e à medida que a notícia se espalhava pelo país, os brasileiros responderam com uma grande onda de entusiasmo. Os laços de amizade que ligavam as duas nações sempre foram muito fortes pelo que não foi de admirar a sua reação.

Assim, logo após a divulgação do anúncio muito brasileiros começaram a fornecer indicação de nomes e endereços de amigos e parentes residentes em Portugal para servir como referência para os missionários.

Os presidentes de missão no Brasil trataram de selecionar alguns entre os seus melhores missionários de forma a pode-los transferir para Portugal. Foi nessa altura que chegaram a terras lusas Os élderes Wagner de Camargo, Paulo Perisse, Dale E. Thompson, W. Shane Topham, Carlos Alberto Domingues, Sebastião Lourenço de Oliveira, David Law e John Joseph.

Obedecendo às diretivas do Comité Missionário, destes missionários pioneiros, metade eram brasileiros e os restantes norte-americanos, pelo que pela primeira vez até então, a abertura da obra missionária de um país foi levada a cabo com o esforço significativo de uma outra nação que não os Estados Unidos da América. A Igreja desenvolvia-se fortemente em Portugal e em 9 de junho de 1975 já eram em número de vinte os missionários pertencentes à Missão Portugal, sendo que onze deles eram brasileiros e por essa altura já a Igreja em Portugal registava o centésimo membro.

Nesse ano de 1975 os brasileiros regozijavam-se por no seu país duas missões estarem a ser presididas por nativos e um outro santo dos últimos dias natural daquela grande nação ter sido chamado para presidir uma missão no exterior.

Outro aspeto importante e digno de nota é que neste período muito do material utilizado para estudo nas congregações dos santos dos últimos dias estava a ser impresso em português naquele país. Foi essa literatura que foi enviada para Portugal, representando um importante apoio adicional à Obra Missionária que viria a desenvolver a sua benéfica ação na terra de Camões com bibliografia impressa na sua própria língua.

Em: MOVIDOS PELA FÉ

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Rui Canas Gaspar

Rui Canas Gaspar foi escuteiro ativo durante 25 anos, tendo servido como dirigente em todos os escalões hierárquicos do C.N.E. Serviu como bispo durante mais de seis anos. Foi missionário do Serviço de Bem-Estar em Portugal durante um ano. Criou diversas páginas e dinamiza-as nas redes sociais. É escritor com diversos livros publicados, entre eles três abordando a Igreja SUD.
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