E viver no mundo da fantasia, da inocência, do perdão contínuo, do amor incondicional, da amizade universal, da confiança e da eterna alegria de viver o máximo cada dia, gastando todas as energias de uma vez só, como se ela nunca fosse acabar.

São tantas as histórias que estão presentes no mundo das crianças que é quase que uma tradição passar de pais para filhos as histórias, contos, mitos e lendas que continuam vivas de gerações em gerações até hoje.

Simplesmente porque esse mundo de fantasia é fascinante demais para as crianças e também para nós, claro.

E muitas vezes as histórias podem ser também reais, de nossa própria vida (como em nossos diários) ou de alguma fonte verídica.

Como nas escrituras e outros recursos.

Não são só os contos da Disney, os contos de fadas que nos trazem o gostinho da fantasia e também o aprendizado com a moral da história. Cada uma delas nos mostra que sempre temos algo a aprender com uma situação ou alguém.

Na história da Branca de Neve tem os 7 anões, por exemplo, onde cada um deles têm suas fraquezas e qualidades, onde cada um tem seu jeito de ser, Dengoso, Mestre, Soneca ou Zangado. Todos são irmãos e se amam mesmo assim, com suas diferenças. Todos são importantes e especiais.

Assim como o Pai Celestial nos ama a todos não importando quais são nossos defeitos ou fortalezas.

O Pai Celestial deixará, quando preciso, as 99 ovelhas para salvar uma que se afastou do rebanho, nos ensina a “Parábola da Ovelha Perdida”. Assim como nós, mães e pais, sempre que um filho está doente, cuidamos com mais carinho deste, mas não com menos amor o outro. Essa é uma história para contar quando um filho sente ciúmes do outro. Neste caso os meus!

Que vos parece? Se algum homem tiver cem ovelhas e uma delas se desgarrar, não deixa as noventa e nove e vai aos montes procurar a que se extraviou? Se acontecer de achá-la, em verdade vos digo que se regozija mais por causa desta, do que pelas noventa e nove que não se desgarraram. Assim também não é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que perca nenhum só destes pequeninos.” (Mateus 18:10-14)

Sendo assim, acredito que nossa maior missão neste mundo é ensinar aos nossos filhos a importância de amarmos uns aos outros. Mostrando que todos nós somos iguais, mesmo com nossas diferenças. Todos somos filhos de Deus e todos merecemos ser tratados com amor e carinho.

Mesmo não sendo fácil, as vezes tratar bem também quem não nos trata bem, ou quem faz o mal. Podemos sim aprender a amar à todos não importa a quem.

A Bela e a Fera nos ensina que a aparência não é importante, mas o coração sim. A história do Dumbo nos ensina que às vezes temos imperfeições que podem nos fazer mais fortes. Bambi nos ensina sobre a perda de alguém que amamos. Malévola nos explica o porquê de alguns vilões fazerem escolhas ruins.

Todos tem seus motivos. Não podemos julgar, apenas amar. Mogli ilustra bem que por ser um filho adotivo não significa ser amado menos. Pinóquio tem inúmeras lições, em especial sobre não mentir e resistir às tentações que os falsos amigos estão sempre nos empurrando. E muitos outros exemplos mais.

Na Bíblia e no Livro de Mórmon também temos lindas histórias, porque não fazer delas contos de fadas para as crianças?

Exemplos na Bíblia: A criação, Adão e Eva, o dilúvio, a torre de Babel, Moisés, Davi e Golias, Daniel na cova dos leões, Jonas e o Peixe, Balaão e a Jumenta, José do Egito, Jesus Cristo, os 10 mandamentos, a ressurreição (famílias eternas), a viúva e sua única moeda, o bom samaritano, o fariseu e o publicano, o joio e o trigo (para amizades também), o credor e seus dois devedores, Lázaro, os 10 leprosos e tantas outras curas.

Em cada fase de nossas vidas e de nossos filhos, tudo o que pudermos aplicar dessas histórias ou desenhos, sejam elas quais fontes forem, para nos edificar e nos fortificar em nossas provações, é válido.

Ou apenas para aproveitar um tempo, uma atividade em família (que é tão importante quanto).

Quando estive em Portugal, na missão, soube da lenda do Galo de Barcelos. Onde um homem era acusado de um crime sendo inocente e condenado à forca.

No dia da execução o juiz se preparava para comer um galo assado na presença daquele homem condenado, e este, desesperado gritou “É tão certo eu estar inocente como certo é esse galo levantar-se e cantar três vezes!” todos riram. Mas quando chegou a hora de sua execução o galo se levantou e cantou. Assim o juiz o soltou na hora!

Meus filhos (um menino e uma menina) gostam muito de brincar de inventar histórias. Onde cada um cria sua história e o outro continua. Também sempre pedem pra eu contar a história de meu livro sobre piratas e tesouros que eles adoram. Principalmente meu filho, que é louco por piratas e navios!

Eles também gostam muito que eu conte como foi andar de avião para ir para missão, perguntam onde fui e o que fui fazer lá. Conto sobre os lugares que vi, que fui ajudar alguns amigos e que fui ensinar sobre Jesus Cristo para eles. Mostro as fotos da missão e conto o que aconteceu em cada uma delas. Estão doidos para viajar também e andar de avião.

Muitas vezes os recursos que usamos ajudam as crianças a absorverem mais as histórias ou a prender mais a atenção delas. Usando gravuras, desenhando enquanto conta a história ou até mesmo usando bonecos e fantoches. É só usar a imaginação e mudar as vezes o recurso para não cansarem. Para sempre ser uma novidade. Elas mesmas podem ajudar a criar os personagens para elas também contarem e se divertirem aprendendo.

No Livro de Mórmon minha história favorita é a do Capitão Morôni e o estandarte da liberdade. É tão poderoso e profundo o que tem nele que nunca deixo de lembrar a importância que é ensinar as crianças que não precisamos nem podemos ter vergonha do que acreditamos, de quem somos e que nunca devemos desistir de lutar por nossas famílias também.

Em 2008 quando eu estava na missão Porto – Portugal, escrevi algumas citações do Capitão Morôni numa só:

O Estandarte da Liberdade

Há muito se ouviu

E milhares de olhos viram

Um grande e fiel guerreiro

Que levantou o caminho

E foi ele Morôni

Sua coragem ninguém esconde

Um comandante valente

E aos seus irmãos responde:

(O que o Capitão Morôni chamou

O Estandarte da Liberdade)

“Em lembrança de nosso Deus

Nossa religião e nossa liberdade

E nossa paz e nossas esposas

E nossos filhos!” assim declarou

Das vestes um símbolo

Do convênio de não transgredir

Nem vergonha do nome de Cristo

Que aceitamos sempre seguir

Somos os remanescentes

Da semente de Jacó

E de José. E para nossos descendentes

Vamos por eles nos preservar até o fim

Em verdade eu digo

A vós todos:

Erguei-vos e brilhai,

Para que vossa luz

Seja um estandarte

Para as nações!

Hoje ainda existem guerras e sempre vão existir. Em nosso país podemos ainda não ter guerras físicas como vemos em várias partes do mundo, mas as guerras espirituais às vezes são as mais difíceis de lutar.

É tão bom quando lutamos por uma boa causa, seja ela qual for, desde que seja justa. E melhor ainda quando conseguimos que nossos irmãos e amigos se juntem à essa causa! Hoje temos tanto pelo que lutar e tanto o que melhorar em nosso mundo!… Mas o mais importante é começarmos a melhorar o nosso próprio lar.

Se cada um cuidar melhor e sempre mais de sua família o mundo seria melhor!

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Francine Polito Galdino

Nascida em Bauru, serviu uma Missão de Tempo Integral na Missão Porto Portugal. Casada , mãe de 2 filhos, gosta muito de escrever, costurar, desenhar e fotografar.
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