Sempre é melhor falar de prosperidade do que de pobreza. Existe força e poder nas palavras.

No entanto, há que se alertar sobre certas atitudes que são tão “naturais” para alguns, que nem percebem o quanto elas podem travar sua prosperidade pessoal e familiar.

A palavra pobreza aqui, refere-se às atitudes em si mesma, seja por quem tem muita ou poucas posses, porque tais atitudes são percebidas em ambos os casos.

O evangelho nos ensina a busca da excelência sempre e em quaisquer circunstâncias. Da busca pelas coisas louváveis. (13º Regra de Fé)

Se identificar algumas delas em seu cotidiano, pondere e reveja seus conceitos, pautando-as nas orientações do evangelho e conselhos de nossos profetas.

  • “Gatos”

Ah os famosos gatos! Energia elétrica, TV por assinatura, água, e wifi.

A racionalização dessas atitudes para alguns é:

“O governo nos rouba, a conta da energia é cara, todo mundo faz isso” e, sobre o wifi: – “quem mandou não colocar senha”?

  • Impostos

Sabemos que Brasil é o país com maior número de tributos e que o retorno não é proporcional ao que se paga. Mas daí a ter caixa dois, omitir dados no imposto de renda, não emitir nota fiscal e outras artimanhas para fugir do fisco, é contrariar tudo o que se prega na igreja em discursos, aulas e testemunhos.

O evangelho e nossos líderes nos ensinam a ser bons cidadãos e contribuir com nossos talentos para melhorar a comunidade onde vivemos. (12ª Regra de Fé)

Se as leis do nosso país não nos favorecem, cabe a nós participar e apoiar que sejam mudadas para beneficio coletivo.

  • Escolher produtos inferiores

A desculpa para não escolher coisas com qualidade é sempre a mesma: “sou pobre e não tenho dinheiro para essas coisas”. “Isto é frescura!”

Vale lembrar que a qualidade das coisas não está relacionada diretamente com seu preço. Há coisas caras que são horríveis e de péssima qualidade e vice-versa.

Darei um exemplo prático desse tópico:

Em construção, uma pessoa com atitude pobre usará materiais que acham que é barato, por que sente-se pobre. Então comprará blocos cujo valor é o mais baixo possível, sem verificar se o produto tem alguma qualidade.

Ao usá-lo, percebe-se que tal bloco quebra na mão, com o próprio peso. De cada 100, pelo menos uns 20 viram entulho. Para concluir uma parede precisa comprar mais blocos do mais barato por que “sou pobre” e não tenho dinheiro para comprar blocos de “pessoa rica”

Percebem o que estou dizendo?

Agora extrapolem isso para outras atividades de consumo cotidianas.

Há alternativas para construção sustentável e econômica, na alimentação saudável com produtos que não são caros. Basta pesquisar e orientar aqueles com dificuldade de acesso a estas informações.

Mas a máxima de que, “essas coisas são caras e são frescuras de gente pobre metida a rica”, não traz economia alguma.

Nem vou comentar aqui sobre os famosos produtos piratas tão comum em nossa comunidade.

  • Viver de aparência

Seja quem tem muito dinheiro ou pouco, esta atitude não só empobrece em termos materiais como empobrece a alma. A pessoa passa a se tornar uma pobre alma e não uma alma pobre.

Uma pessoa que deseja obter um produto, (principalmente os eletrônicos) cujo valor é o dobro o triplo do salário, só por que todo mundo têm ou apenas para causar inveja, vive num vazio constante.

A “facilidade” de se pagar em até 24 vezes, dá a falsa impressão para si mesmo que a pessoa é “rica” igual aos demais com que quer parecer ou conviver.

Muitos membros entram no dilema entre pagar o dízimo ou as prestações e a fatura do cartão de crédito. Viver de aparências mina a fé e consequentemente trava as bênçãos e a prosperidade.

O Senhor nos ensina a viver de modo previdente.

  • Desdenhar a excelência

Uma casa feita de bambus, ou de folhas de compensado, pode ser uma casa excelente. Sim, uma bela casa, bem arrumada, organizada e limpa. O bom gosto não está em objetos ou produtos caros. Está no espírito de cultivar o que é belo. Isso deveria estar impregnado em todos os Santos dos Últimos Dias que busca o Espírito Santo. O exemplo é o Templo.

“Ora, mas no Templo é fácil ter tudo excelente, afinal, a Igreja é rica e tem gente trabalhando lá pra manter tudo sempre impecável!”

Quem diz isso não conhece a história da Igreja, quando da construção do Templo de Kirtiland, em plena época de perseguição e pobreza.

  • Falta de refinamento

Não me refiro às regras de etiqueta para se portar num banquete da Rainha da Inglaterra. Refiro-me a busca por aprimorar a educação e cultura.

Se bem que as regras de etiquetas básicas são muito apropriadas para o santos.

Outro ponto é não se inteirar ou entender os fatos importantes que influenciam a vida da comunidade ou nação. A falta de interesse, ou mesmo de leitura e interpretação, faz com se tenha atitudes e decisões equivocadas que trarão mais prejuízos pessoais e familiares.

Se o foco na TV são apenas novelas, futebol e noticiários sensacionalistas, que juízo de valor a pessoa terá para tomar decisões corretas por conta da influência de constantes notícias ruins? A tendência é tomar decisões por medo e não por fé. Esquece-se o que os lideres ensinam e a sensibilidade de ouvir o Espírito Santo.

A falta de refinamento também prejudica a inserção e a diversificação social. Se os assuntos são sempre os mesmos e genéricos, ficar mudo será a melhor opção em um grupo onde a conversa vai além do futebol e coisas da TV.

  • Desdém pelo ensino secular

Há pessoas que param no tempo.

Se têm dificuldades com leitura, não leem.

Se têm dificuldade com escrita, não escrevem.

Se têm apenas a educação básica, não avançam para o ensino médio.

Cada um deve conhecer seus limites e buscar ultrapassá-lo em seu próprio tempo e ritmo. Mesmo que estejam aposentados.

Além do que, pessoas com idade produtiva, que param no tempo em relação ao aprimoramento educacional e profissional, tendem a permanecer com a mesma renda, o que é fator limitante para a prosperidade.

O Senhor nos admoesta a buscar instrução:

Doutrina e Convênios:

78 Ensinai diligentemente e minha graça acompanhar-vos-á, para que sejais instruídos mais perfeitamente em teoria, em princípio, em doutrina, na lei do evangelho, em todas as coisas pertinentes ao reino de Deus, que vos convém compreender;

79 Tanto as coisas do céu como da Terra e de debaixo da Terra; coisas que foram, coisas que são, coisas que logo hão de suceder; coisas que estão em casa, coisas que estão no estrangeiro; as guerras e complexidades das nações e os julgamentos que estão sobre a terra; e também um conhecimento de países e reinos—

80 Para que estejais preparados em todas as coisas, quando eu vos enviar outra vez para magnificardes o chamado com o qual vos chamei e a missão com a qual vos comissionei.

No versículo acima está o porquê o Senhor nos pede isso. Dá para perceber alguma coisa relacionada a chamados na Igreja e missões?

Podem perceber o quanto isso é importante para preparação de nosso filhos a servirem missões e terem vidas prósperas?

Argumentar que se faz todas essas coisas empobrecedoras por que todo mundo faz, não está de acordo com o que os profetas ensinam:

“O errado sempre será errado, mesmo que todo mundo esteja fazendo!”

Quem cultiva hábitos telestes, como alguns aqui citados, terá muitas dificuldades para um viver em uma ordem terrestre, como será a do milênio.

Tudo o que nos é ensinado pelo evangelho neste período teleste da terra nos prepara para a vida milenar, a qual é, o próximo passo até que estejamos prontos para um viver celeste.

Procuremos então, viver no padrão celeste, cujo modelo nos é ensinado no Templo.

Alexandre Neto

Antonio Alexandreda Silva Neto é escritor, gosta de nadar e passear de bicicleta. Serviu na Missão Brasil Porto Alegre de 1982 a 1983. Trabalha como
Consultor da Ademilar Consórcio de Investimento Imobiliário e participa do Projeto ReclySystem, empresa incubada de reciclagem de resíduos sólidos, como gerente administrativo.

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