Karl Bruno Reinhold Stöof nasceu no dia 12 de janeiro de 1887 na cidade de – Pfaueninsel Brandenburg, Prússia atualmente está junto com a Alemanha, pois no dia 25 de fevereiro de 1947 o conselho de controle aliado proclamou formalmente, baseando-se na Lei N º 46 a dissolução da Prússia.

Desde jovem, o Elder Stöof gostava muito de ler livros, por isto seus familiares sempre desejavam que ele se tornasse professor. Sendo assim aos 20 anos de idade se tornou um ótimo professor para as crianças, quando estava em uma biblioteca em Berlim ele encontrou o livro de Mórmon. Ao começar a ler este livro estranho, sentiu que tudo que estava escrito naquele livro era verdade e teve um forte desejo de conhecer a Igreja e assim nasceu o testemunho da veracidade da Igreja no coração do rapaz Karl Bruno Reinhold Stöof.

Ainda na Alemanha, conhece a Igreja e filia-se, e se torna um missionário membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Por se tornar membro da Igreja muitos de seus colegas professores o desprezam, foram até opositores, e criticavam-no. Anteriormente eram seus amigos.

Com o inicio da 1º Guerra, Stöof se muda para os Estados Unidos e depois vai para Salt Lake City, onde trabalhou em um jornal, e assim buscando se aprofundar melhor na doutrina da Igreja, podendo visitar o Templo. Por seu intermédio e por sua grande dedicação e trabalho, logo se tornou conhecido entre as autoridades da Igreja.

Em Salt encontrou uma moça que também era imigrante, vinda da Alemanha, seu nome era Ella Hirte, nascida em 1 de outubro de 1900, em Seiferdorf, Brandenburg, Prússia. Ella tinha 10 anos de idade quando conheceu o professor, por quem manteve uma terna paixão, só que ninguém podia imaginar que anos depois iria encontrar este mesmo professor novamente na cidade de Salt Lake, com quem se casou no dia 11 de setembro de 1925 .

Por ter o domínio das línguas alemã e inglesa o Élder Stöof deve facilidade para aprender o espanhol, mesmo tendo talento para tocar órgão, apesar de seu estilo cordial e também pelo seu bom nível cultural. O presidente Stöof teve muitas dificuldades na propagação do evangelho nos países Sul-Americanos.

Por razão principal da oposição das outras igrejas que diziam que os missionários eram espiões que vinham do EUA só para buscar informações sobre o país, assim as outras igrejas procuravam destruir e confundir os primeiros conversos com respeito a sua fé no evangelho não só na Argentina, mas em toda America do Sul.

Qualquer progresso significativo no trabalho missionário entre os adultos era muito difícil, por razões com suas tradições, crenças e culturas enraizadas, no entanto os missionários descobriram que estabelecendo Escolas Dominicais nos subúrbios da cidade poderiam despertar o interesse das crianças e dos jovens.

Élder Sharp relata que provavelmente três acontecimentos que colaboram para o estabelecimento da Igreja na America do Sul: “No subúrbio de Liners, havia uma garotinha italiana de talvez 6 anos de idade , que chegou ao Élder Sharp um dia e disse que seus pais não deixavam que ela assistisse a Escola Dominical. Quando lhe foi perguntado como estava sempre assistindo as reuniões, ela respondeu que ela e seu irmãozinho iam à casa da tia e de lá iam assistir a escola dominical com seus primos.

Ela foi avisada que deveria primeiro obedecer seus pais e ela concordou. Pouco tempo depois, a menina ficou extremante doente e numa terça-feira perdeu a consciência, e na sexta-feira da mesma semana, voltou sua consciência, o suficiente para reconhecer sua mãe e perguntar: que dia é hoje? Depois de saber que era sexta-feira, ela disse à mãe: Hoje é o dia em que os missionários têm uma reunião na casa do irmão Molar, e, se eu não levar flores os missionários procurarão saber o que aconteceu comigo! Foram essas as últimas palavras pronunciadas pela menina Rosa antes de falecer. Não é preciso dizer que isto gerou uma profunda impressão para família e vizinhos ao pensarem que suas últimas palavras mencionavam os missionários e sua obra. Soube-se que por causa das poucas condições financeiras, seus pais não poderiam pagar o enterro, e a igreja a que pertenciam, não realizaria o funeral, e assim os missionários, ao saberem do fato, ofereceram-se para realizar as cerimônias, e com o consentimento dos pais, fizeram. As pessoas ficaram impressionadas com a devoção da garotinha e também com a pregação dos missionários, durante o funeral. Depois disto, duas famílias demonstraram grande interesse pela igreja e foram visitadas pelos missionários as famílias Gianfelice e Guicci.

A segunda história que Élder Sharp relatou aconteceu com as famílias citadas acima. Como a oposição à Igreja estava muito forte, essas duas famílias “alguns dias depois foram atacadas, feridas e roubadas. Convalesceram algum tempo no hospital e depois voltaram para casa, mas não abandonaram a sua fé e o desejo de se filiar à Igreja aumentou ainda mais”.

Os três relatos contam que um pastor de uma igreja da região desejava realizar um debate com o Élder Sharp sobre religião e já tinham até feito apostas sobre quem iria vencer o debate.

Élder Sharp não queria fazer debate nenhum, depois de muita relutância e conversação, o Élder Sharp aceitou participar do debate. O irmão Gianfelice, já estava recuperado, levou uma mensagem ao pastor, ele disse assim: “Não haverá nenhum debate, pois pode haver apenas uma igreja verdadeira, e não se aposta com alguma coisa sagrada como a igreja verdadeira!”.

Leia a parte II da História da Igreja na América do Sul

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Valeria da Silva

Valéria Corrêa da Silva possui Licenciatura Plena e é Bacharel em História na PUCRS.
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