A notícia de que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias planeja desenvolver para uso comercial e residencial algumas de suas fazendas na Flórida induziu a história de que a igreja irá “construir uma cidade”. A sugestão é que a Igreja seria proprietária ou controlaria essa cidade. Isso é falso!

A Igreja é proprietária há 60 anos de uma fazenda de 290.000 hectares. No ano passado, ela adquiriu mais 380.000 hectares. A Igreja planeja converter 130 mil hectares de terras para uso comercial e residencial, e está trabalhando com funcionários do Condado de Osceola para elaborar um plano de desenvolvimento.

Para entender as intenções da igreja é fundamental compreender o processo de desenvolvimento imobiliário [da região]. O proprietário que deseja vender uma grande porção de terras para empresas ou proprietários de casas, não pode simplesmente colocar uma placa de “Vende-se”. A medida toda envolve um grande planejamento, o que requer o envolvimento do governo local, tem implicações ambientais que podem exigir aprovações locais, estaduais e do governo federal.

Assim, o proprietário deve elaborar um “plano de desenvolvimento”, que estabelece, em diferentes graus, quais partes da terra serão vendidas para a construção residencial, para uso comercial, as que estarão fora dos limites para a construção visando proteger sensíveis áreas ambientais, onde novas estradas serão colocadas, onde as estradas existentes serão alteradas, se transporte público será necessário, como grandes grupos de pessoas serão capazes de comprar suas casas, como o fornecimento de energia elétrica e água chegará aos novos edifícios, se eventuais ocupantes fariam parte das cidades existentes ou formariam novas cidades, além de outros fatores.

A Igreja já está trabalhando no plano de desenvolvimento com as autoridades locais, e o principal ponto de discussão parece ainda ser a quantidade de terra que será preservada em favor do meio ambiente.

Depois que o plano de desenvolvimento estiver aprovado por todos os reguladores governamentais necessários, a Igreja estará livre para vender partes da terra para aqueles que desejarem construir casas ou empresas. A Igreja não irá reter qualquer participação acionária após a terra ser vendida. A igreja não terá uma cidade ou casas, empresas ou qualquer outra coisa. Mesmo as terras reservadas para a conservação ambiental provavelmente terão sua propriedade transferida para o condado ou para a nova cidade.

Por que a Igreja se prepara para vender algumas de suas terras? Por que agora? A Igreja nunca havia desenvolvido suas terras na Florida, mas se não fizesse um plano intencional para o seu desenvolvimento perderia o controle sobre elas. Cidades vizinhas tiveram sucesso em processos solicitando os direitos de uso da água, e um condado vizinho está tentando condenar uma parte da terra para o uso como aterro sanitário. Ao invés de perder uma parte significativa do valor da terra para tais ações, a Igreja escolheu ser proativa e fazer um plano coerente para o futuro daquela propriedade.

Mito: A Igreja está construindo uma cidade na Flórida.

Fato: A Igreja está trabalhando com as autoridades locais para elaborar um plano que permitirá a venda de parte da terra para o desenvolvimento comercial e residencial, o que provavelmente irá criar uma nova cidade.

Mito: A Igreja vai ser proprietária da futura cidade.

Fato: A Igreja vai vender a terra para os compradores e desenvolvedores, e não terá posse de qualquer parte vendida.

Mito: O plano da Igreja tem algo a ver com a criação de um local de encontro para o refúgio em futuras calamidades.

Fato: O futuro desenvolvimento da terra vai produzir uma cidade normal, diversificada, sem qualquer carácter SUD especial. A única maneira de viver na cidade será comprando ou alugando uma casa através de alguém que comprou o terreno da Igreja.

Fonte e texto original: Fair Mormon Blog 

Publicado em 13 de agosto de 2015 por Cassandra Hedelius. Traduzido por Rodrigo Rizzutti Sette

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Rodrigo Rizzutti Sette

Rodrigo Rizzutti Sette é membro da igreja desde 1991, é casado e pai de duas filhas. Serviu como missionário de tempo integral na Missão Brasil Curitiba e em duas ocasiões como missionário do FamilySearch. É empresário e fundador do Genealogia na Prática que mantém projetos que tratam de assuntos relacionados com genealogia, suas técnicas e ferramentas.
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