Quem me conhece sabe: sou agitada, falo muito e quero sempre ajudar (mesmo que essa ajuda seja por meio de um puxão de orelha a meus amigos). Entre todas essas coisas, sou conhecida na minha ala e estaca, por sempre ter um sorriso no rosto. Não posso dizer que é fácil. Mas apesar dos problemas da vida, o Evangelho sempre me ajuda a “ser uma luz para o mundo”, como aprendi em minha época de moça.

Conto esses detalhes por conta de um fato, que para mim já é quase uma anedota. A algum tempo venho visitando famílias de recém conversos com os Elderes de minha ala. E assim, fiz muitos amigos. Um deles, que eu carinhosamente chamo de Leo, é um homem muito eloquente e engraçado, além de observador. Certo dia, ele me chamou de “Laura Feliz”. Como não sou muito achegada a meu segundo nome, ele tratou de corrigir “Ana Feliz! Vou te chamar assim. Você está sempre sorrindo!”.

E bem, eu não tinha notado até aquele instante. E na noite daquele dia fui ponderar. “Puxa, eu realmente sorrio muito! Mas, por que?”, eu me questionei.
As pessoas que não guardam os padrões divinos quase sempre compartilham de piadas de duplo sentido, histórias sobre alguém humilhado física ou moralmente, comentários agressivos sobre esta ou aquela pessoa. Eu nunca consegui achar essas coisas engraçadas. Aqueles que são apegados a bens materiais sempre falam de roupas, acessórios, celulares… o meu caiu no vaso sanitário do shopping, e eu ri muito. Além de muitos outros “grilos” da vida, os quais me passam completamente fora do esperado. Minha mãe me ensinou “se não é exatamente necessário para sua vida, não há por que se preocupar”.

É claro, há tempo para tudo nesta vida, quando é tempo de ser séria, estou séria. Quando algo triste ocorre, fico cabisbaixa. Mas nos momentos em que se pode distrair com os amigos e a família, que bom é saber que todos estão se divertindo! Aquela diversão onde todos no local se sentem confortáveis, mesmo que alguém seja “o palhaço” da vez… ou nas noites familiares onde alguém faz algo engraçado, mas não é chacota de ninguém.

Essas coisas são as chamadas “diversões salutares”. E elas são as melhores. Acredito que as pessoas que passam de frente a capela de minha ala aos domingos deve pensar que “esses mórmons” são loucos. Ao menos entre a primária, os jovens, os jovens do JAS/MAS, os adultos, as mães e os líderes quase sempre todos estão sorrindo e se abraçando (espera, esses são todos os membros!). E eu sou muito grata ao Pai Celeste por ter elaborado um plano tão perfeito, onde as pessoas podem sim ser felizes, todas juntas, ao abandonar o pecado – em atos, em palavras e em pensamentos – e se achegarem a Seu Redentor. É, eu sou feliz!

Ana Laura Macedo

Ana Laura Martins Macedo tem 18 anos e deseja servir missão. Atualmente se dedica ao estudo do evangelho e curso língua inglesa.

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