Por Jamie Armstrong, Famous MormonsFun, traduzido por José Eduardo Marcondes

Você sabia que 7 estrelas na Calçada da Fama de Hollywood são Mórmons? Leia a seguir para aprender mais sobre esses talentosos membros da Igreja!

1. Laraine Day

A atriz Mórmon Larraine Day contracenou com os mais icônicos atores nos papéis principais, incluindo Cary Grant, Gary Cooper, John Wayne, Ronald Reagan, e Kirk Douglas. Ela estrelou quase 50 filmes e foi a primeira atriz Mórmon a ganhar uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, que ela recebeu em 1960.

Day começou sua carreira quando a família dela se mudou do Utah para a Califórnia. Ela fez sua primeira aparição em um curta metragem em 1937, apesar de que seu papel mais famoso foi o de uma enfermeira, Mary Lamont, na série de televisão Dr. Kildare. Day também apareceu em inúmeros outros shows de televisão, incluindo Alfred Hitchcock Presents, Ilha da Fantasia, O Barco do Amor, Lou Grant e Assassinato por Escrito.

2. Dean Jagger

Dean Jagger fez sua estreia no cinema em 1929. Mas até estrelar em O Filho dos Deuses (Brigham Young) em 1940, ele era um ator pouco conhecido. Ele prosseguiu na carreira e chegou a estrelar em Almas em Chamas (1949), pelo qual ganhou um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, assim como atuou também em Natal Branco (1954).

Jagger se juntou à Igreja quando já estava no final dos seus 60 anos, depois de se casar com Etta Mae Norton, que era Mórmon. Ele apareceu em quase 100 filmes e foi premiado com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 1960.

Fato curioso:

Para a realização de O Filho dos Deuses (Brigham Young), a Twentieth Century Fox consultou historiadores da Igreja e líderes, incluindo o Presidente Heber J. Grant.

3. Glen A. Larson

O membro da Igreja Glen A. Larson foi um produtivo produtor de televisão e escritor. Talvez mais conhecido por sua série de televisão de ficção científica Galactica: Astronave de Combate, Larson trabalhou com diversos temas Mórmons no show de televisão.

Por exemplo, as colônias originárias do planeta Kobol (compreendido como um anagrama de Colobe) eram governadas por um “conselho” ou “quórum” de 12. E no episódio “Guerra dos Deuses, parte 2”, anjos (ou seres avançados) explicam, “Como vocês são agora, nós um dia fomos, e como somos agora, vocês podem ser.” Soa familiar? Compare isso com o conhecido ditado de Lorenzo Snow, quinto presidente da Igreja, “Como o homem é hoje, Deus já foi: Como Deus é, homem pode ser”. Até mesmo casamentos foram citados como sendo selamentos que duram “não apenas por agora, mas por toda a eternidade”.

Larson também trabalhou em diversos outros shows de televisão populares como O Homem de Seis Milhões de Dólares, Duro na Queda, Magnum, A Supermáquina, Quincy M.E., The Hardy Boys/Mistérios de Nancy Drews, Buck Rogers e as Aventuras de B.J.

Larson foi premiado com uma estela na Calçada da Fama de Hollywood em 1985. Ele faleceu de câncer no esôfago no mês de novembro.

Fato curioso:

Larson teve seu início na indústria do entretenimento em 1956 como membro do grupo vocal The Four Preps, lançando três discos de ouro com a Capitol Records. Ele escreveu e produziu diversas músicas para o grupo e mais tarde utilizou seus talentos musicais para compor trilhas para Duro na Queda, Galactica: Astronave de Combate e Aventuras de B.J.

4. Gladys Knight

Gladys Knight começou a cantar com a idade de quatro anos, e com apenas sete anos sentiu pela primeira vez o gosto da fama quando ganhou um concurso no show Ted Mack´s Original Amateur Hour TV em 1952. No ano seguinte ela, sua irmã Bernda, seu irmão Merald e os primos Eleanor e William Guest formaram um grupo musical chamado The Pips – o nome era uma homenagem ao primo dela, James “Pip” Woods.

Brenda e Eleanor acabaram sendo substituídos pelos primos Edward Patten e amigo Langston George, e o grupo saiu para sua primeira turnê nacional quando Gladys tinha 11 anos de idade. Em 1966, Gladys Knight e The Pips assinaram um contrato com a Motown Records, onde apesar da voz poderosa de Knight e dos vocais suaves dos Pips, além dos movimentos de dança impressionantes, eles ainda eram considerados estrelas de segunda grandeza. Eles logo superaram as expectativas, entretanto, com o lançamento de diversos singles de sucesso, incluindo “I Heard It Through the Grapevine,” “Friendship Train,” e “I Don’t Want to Do Wrong.”

O grupo assinou com a Buddah Records em 1973 e atingiu um novo nível de sucesso com o topo na lista de R&B e levou um Emmy por “Midnight Train to Georgia,” assim como por “I’ve Got to Use My Imagination,” e “You’re the Best Thing That Ever Happened to Me.”

The Pips se aposentou em 1988, e Knight tem aproveitado uma carreira solo de sucesso desde então.

Em 1976, Knight fez sua estreia como atriz no papel principal do filme Pipe Dreams, pelo qual ela foi indicada para um Globo de Ouro como Nova Estrela do Ano – Atriz. Em 2003, ela fez uma pequena participação no filme Divisão de Homicídios, estrelando Harrison Ford. Ela também pode ser vista no filme de Tyler Perry “I Can Do Bad All By Myself” (2009).

Além das participações em filmes, Knight foi estrela convidada em diversas séries de televisão, incluindo The Jeffersons, A Different World, O Poderoso Benson, Living Single, The Jamie Foxx Show e New York Undercover. Ela também fez diversas participações especiais em shows como Um Maluco na TV e Las Vegas.

Knight se juntou à Igreja em 1997, anos depois de seu filho e sua filha serem batizados. Ela disse ao LDS Living, “Meu filho Jimmy e sua esposa foram os primeiros a se juntar à Igreja, depois que o melhor amigo deles compartilhou seu testemunho. Então minha filha, Kenya, se juntou à Igreja. Eu vi o quanto a vida deles cresceu, e ao ver como meus netos estavam sendo criados e o que eles sabiam realmente me impressionou”.

Ela recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 1995, e Gladys Knight e os Pips foram conduzidos ao Hall da Fama do Rock & Roll em 1996.

Saiba mais sobre a história de conversão de Gladys Knight, assim como os pensamentos dela sobre raça e religião.

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5. Marie Windsor

Depois de se graduar em drama na Brigham Young University em Utah, a rainha da beleza Marie Windsor mudou-se para Hollywood em 1940 para prosseguir numa carreira de atuação.

Depois de aparecer em algumas participações pequenas, Windsor foi para Nova Iorque, onde ela atuou em mais de 300 novelas de rádio. Ela atuou como uma “femme fatale” na Broadway em “Follow the Girls”, que depois lhe rendeu um contrato na MGM. O estúdio a inseriu no elenco de filmes desde Fogo no Inferno, um dos favoritos dela, até o filme clássico noir de Abraham Polonsky chamado A Força do Mal, contracenando com John Garfield.

Depois de aparecer em filmes de segunda linha como Mulheres-Gato da Lua (1953) e Mulheres do Pântano (1956), Windsor ganhou o apelido de “Rainha dos Filmes Bs”. Mas seu papel como a viúva de um gangster no filme de baixo orçamento Rumo ao Inferno (1952) chamou a atenção de um jovem Stanley Kubrick, que a escalou para viver o papel de uma esposa ardilosa em O Grande Golpe (1956).

Ao longo de sua carreira, Windsor apareceu em 76 longa-metragens contracenando com homens no papel principal como Marlon Brando, James Garner, David Niven e George Raft. Ela também apareceu em mais de 100 show de televisão, incluindo As Panteras, Ilha da Fantasia, Gunsmoke, Maverick, Perry Mason, Simon & Simon e Assassinato por Escrito.

Windsor foi premiada com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 1983.

6. Billy Barty

Billy Barty é talvez o mais reconhecível de todas as pessoas baixinhas.

Barty, que tem 1,18m, começou a atuar em 1927 com a idade de 3 anos. Durante sua carreira, ele apareceu em mais de 200 filmes e estrelou em teatro de revista, rádio e shows de televisão. Ele trabalhou com grandes lendas como Mickey Rooney e Elvis Presley.

Barty era também um dedicado ativista a promover os direitos daqueles que têm nanismo. Em 1957, ele reuniu-se com um grupo de 20 outras pessoas com “pouca estatura” em Reno, Nevada, e passou uma semana compartilhando ideias e sonhos. Durante este encontro histórico, fundou o Pequenas Pessoas da América. Barty estabeleceu a organização na esperança de oferecer suporte e informação para as pessoas de baixa estatura e suas famílias, bem como dissipar mal-entendidos sobre as pequenas pessoas. Mais de 50 anos depois de sua fundação, o Pequenas Pessoas da América continua a florescer com mais de 6 mil membros em 13 distritos e 70 capítulos.

Barty recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 1981.

7. A Família Osmond

Os Osmonds tiveram seu início no entretenimento no final dos anos 1950, quando Alan, Merril, Jay e Wayne começaram a cantar localmente como um quarteto de vozes. Alguns anos depois, eles foram convidados a se apresentar na Disneylândia.

Depois que o pai de Andy Williams os viu em um especial de televisão da Disney, ele disse ao seu filho, o anfitrião de um programa de variedades muito popular chamado The Andy Williams Show, para agendar com eles. Os Irmãos Osmond apareceram regularmente no programa durante os anos 60, com o irmão mais novo Donny se juntando ao grupo e os irmãos Jimmy e Marie se apresentando também.

Durante os anos 70, os Osmonds se tornaram um grupo de música pop e depois rock and roll, tocando para multidões de fãs que gritavam. Donny, Jimmy e Marie começaram a fazer suas próprias carreiras de sucesso solo, com 13 anos de idade Marie atingiu o topo da lista de música country com “Paper Roses” em 1973 e Jimmy tinha hits de sucesso no Japão.

Donny e Marie também começaram a gravar duetos juntos e tiveram várias canções de sucesso. Logo Donny e Marie se tornaram a prioridade para a família Osmond, com os irmãos mais velhos produzindo o Show de Donny e Marie na ABC, que foi ao ar de 1976 a 1979.

Marie continuou a gravar música country ao longo dos anos 80, aparecendo diversas vezes nas listas de melhores 40 canções. Alan, Merrill, Wayne e Jay começaram a gravar músicas country nos anos 80, novamente com o nome de Os Irmãos Osmond. Donny voltou como um artista solo em 1989, aparecendo duas vezes na lista de Top 40 hits da Billboard com “Soldier of Love” na segunda posição e “Sacred Emotion” no número 13.

Entre 2007-2008, todos os Osmonds fizeram um tour pela Europa para celebrar os 50 anos no show business. Depois da turnê, Donny e Marie começaram a se apresentar em shows de 90 minutos em Las Vegas, onde eles ainda são os responsáveis pelos ingressos mais concorridos da cidade.

Os Osmonds venderam 102 milhões de discos em todo o mundo, e a família foi premiada com uma estrela na Calçada da Fama em 2003.

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Eduardo Marcondes

É jornalista há 20 anos, com ênfase na atuação em Rádio e Televisão. Foi repórter, editor e apresentador, com passagens por praticamente todas as emissoras com sede na capital paulista, entre elas o Grupo Bandeirantes e o SBT. Atualmente faz trabalhos de textos em parceria com alguns empresários e escreve regularmente na internet há pouco mais de ano.
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