por Jannalee Rosner – LdsLiving (traduzido por Eduardo Marcondes)

Colobe. Nós cantamos sobre ele em um de nossos hinos favoritos. Nós demos seu nome a cânions, montanhas, alas e estacas. Mas nós realmente sabemos o que e como é Colobe?

Geralmente definido como “o lugar mais próximo da morada de Deus”, muito do que nós sabemos sobre esta brevemente citada estrela regente vem de uma aula de astronomia celestial encontrada no livro de Abrão.

E apesar de não ser uma parte principal da doutrina da Igreja, aprender sobre Colobe é uma maravilhosa maneira de começar a entender o nosso lugar no universo e compreender o significado da Criação. Aqui estão alguns fatos interessantes que nós sabemos com certeza sobre Colobe:

1. Colobe é a estrela que rege todas as outras.

Nós ouvimos falar pela primeira vez sobre Colobe em Abrão 3:2-3, quando Abraão o vê em uma visão por meio do Urim e Tumim. Ele diz, “E vi as estrelas e elas eram muito grandes; e vi que uma delas estava mais perto do trono de Deus; e havia muitas grandes que estavam perto dele; E o Senhor disse-me: Estas são as que regem; e o nome da grande é Colobe, porque ela está próxima de mim, pois eu sou o Senhor teu Deus; coloquei esta para reger todas as que pertencem à mesma ordem daquela onde te encontras.”

Por essa escritura, nós ficamos sabendo que Colobe é uma estrela gigantesca, que Deus designou como aquela que regem até as outras “criações regentes” (ver Abraão Fac-símile 2:2). Mas o que isso significa?

Abraão 3:16 vai além ao dizer há sempre uma estrela maior do que a outra, mas que Colobe é a maior de todas. Não por causa de seu tamanho grande ou seu brilho, mas porque é aquela que fica mais próximo de Deus. Joseph Smith adiciona mais um pouco de revelação na primeira descrição de Fac-símile 2: “Colobe, que significa a primeira criação, a mais próxima do celestial, ou seja, da morada de Deus.”

Então nós também aprendemos que não apenas Colobe é a mais perto de Deus, mas foi também Sua primeira criação – uma criação que nós podemos presumir, muito provavelmente, é perto do centro do universo, ou ao menos de nossa galáxia, com o trono de Deus onde Ele se senta “no seio da eternidade, que está no meio de todas as coisas.” (D&C 88:13)

2. O cálculo do tempo em Colobe é diferente da Terra

“Se você pudesse correr até Colobe num piscar de olhos…” Todos nós cantamos isso em uma reunião sacramental alguma vez, mas você já parou para pensar sobre o que você está cantando? “Correr” (nota da tradução: hie, no inglês original) não é mais uma palavra usada normalmente, mas ela significa “ir rapidamente”. E, em parte, como o tempo passa de forma diferente em Colobe do que passa na Terra, é possível que nós um dia possamos viajar através da vastidão do espaço “num piscar de olhos”.

Nós aprendemos em Abraão 3:4-7 que um dia em Colobe é o mesmo que mil anos na Terra porque Colobe tem uma rotação mais lenta sobre seu eixo (ver também Fac-símile 2:1). Um pouco mais além, o verso 9 esclarece que o tempo em Colobe é o mesmo tempo do Senhor: “…e Colobe segue o cálculo do tempo do Senhor; e Colobe está perto do trono de Deus, a fim de governar todos os planetas pertencentes à mesma ordem daquele em que te encontras.”

Isso nos leva a outro fato interessante que nós sabemos: Quando Adão e Eva estavam no Jardim do Édem, a sua compreensão de tempo era a mesma de Colobe, o que significa que era a mesma de Deus. Abraão 5:13 descreve “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no tempo em que dela comeres, certamente morrerás. Ora eu, Abraão, vi que era segundo o tempo do Senhor, que era segundo o tempo de Colobe; porque até então os Deuses não tinham dado a Adão a maneira de calcular seu tempo.”. Isso faz sentido, especialmente quando nós consideramos que Brigham Young certa vez explicou que a Terra foi criada perto de Deus e Colobe, mas que ela também caiu fisicamente da presença de Deus quando a humanidade o fez:

“Quando a terra foi formada e trazida à existência e o homem foi colocado nela, isso aconteceu perto do trono do nosso Pai Celestial. E quando o homem caiu… a terra caiu no espaço, e tomou sua morada neste sistema planetário, e o sol se tornou a nossa luz… Esta é a glória de onde veio a terra, e quando for glorificada ela vai retornar novamente para a presença do Pai” (Journal of Discourses, Volume 17, pág. 143).

3. Colobe é a fonte de luz para outras criações.

O Guia para Estudo das Escrituras explica a luz dessa forma:

“Energia divina, poder ou influência que procede de Deus através de Cristo e dá vida e luz a todas as coisas. É a lei pela qual todas as coisas são governadas no céu e na Terra (D&C 88:6–13).”

Como uma primeira criação e sendo a estrela mais próxima da fonte de toda a luz, Deus, faz sentido que Colobe dê sua luz de uma maneira semelhante. A explicação para a figura 5 em Fac-símile 2 em Abraão explica que o planeta Enis-go-on-dos “toma emprestada a luz de Colobe, por meio de Cae-e-vanrás, que é (…) o poder governante…” e diz mais adiante que outras duas estrelas, Cli-flos-is-es, e Há-co-cau-beam, também recebem “luz das revoluções de Colobe.”

Mesmo se nenhuma das ideias físicas sobre Colobe forem interessantes ou lógicas para você, a analogia que elas ensinam sobre o Salvador e nosso próprio lugar no universo é profunda. Porque, como Alma nos lembra, “ todas as coisas mostram que existe um Deus; sim, até mesmo a Terra e tudo que existe sobre a sua face, sim, e seu movimento, sim, e também todos os planetas que se movem em sua ordem regular testemunham que existe um Criador Supremo.” (Alma 30:44)

Assim como Colobe é descrita como a estrela regente mais perto de Deus, aquela que foi criada primeiro, e a estrela que dá luz a todas as outras, assim Cristo está na mão direita de Deus, o Primogênito do Pai, e uma Luz para todos nós. E se nós, como as outras estrelas e planetas descritos nas escrituras, nos aproximarmos de Colobe, ou Cristo, assim nossa grandeza, glória, conhecimento e felicidade vão aumentar. É isso o que eu espero pensar da próxima vez que eu cantar as amadas palavras de “Se você pudesse correr para Colobe”. Porque, esperamos, um dia todos nós iremos.

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Eduardo Marcondes

É jornalista há 20 anos, com ênfase na atuação em Rádio e Televisão. Foi repórter, editor e apresentador, com passagens por praticamente todas as emissoras com sede na capital paulista, entre elas o Grupo Bandeirantes e o SBT. Atualmente faz trabalhos de textos em parceria com alguns empresários e escreve regularmente na internet há pouco mais de ano.
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